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Castlevania: Portrait of Ruin
Nintendo DS
"... segue rigorosamente a fórmula mais que vencedora de 'Symphony of the Night' e é incrível..."


19/01/2007
da Redação

Com idade superior a 20 anos, "Castlevania" é uma das franquias mais tradicionais dos videogames. De lá para cá, foram inúmeras edições e muitas delas tornaram-se clássicos, como "Symphony of the Night", para PSOne.

"Portrait of Ruin" não foge à regra. Como já foi provado em três edições para Game Boy Advance e em "Dawn of Sorrow" para Nintendo DS, a fórmula de "Symphony" parece à prova de falhas e entrega sempre um jogo com diversão sólida, para dizer o mínimo. É sempre a mesma coisa, mas mesmo assim continua ótimo.

O chicote está de volta

"Castlevania: Portrait of Ruin" é um jogo de ação de plataformas com exploração e toques de RPG. A fórmula é a mesma de "Symphony" que, por sua vez, se inspirou em "Metroid". Ou seja, existe um mapa enorme a ser explorado e novas áreas passam a ser alcançadas com a obtenção de itens ou habilidades. Também há um elemento de desenvolvimento de personagem, que equilibra o game em termos de dificuldade.

A referência mais próxima do enredo é "Bloodlines", o único lançado para o Mega Drive. Se neste game a dupla John Morris e Eric Lecarde enfrentou o Mal durante a Primeira Guerra Mundial, em "Portrait of Ruin", o pano de fundo é a Segunda Grande Guerra.

Agora, é uma dupla de vampiras gêmeas que deseja invocar o senhor das trevas. Para isso, está se aproveitando do caos da guerra para recolher almas. Cabe ao jovem Jonathan Morris, filho de John, e à garota Charlotte Aulin, acabarem com os planos das irmãs. Como se sabe, os Morris herdaram a Vampire Killer, chicote mítico capaz de matar Drácula, e Charlotte descende do clã Belnaldes, de estudiosos das artes mágicas.

Tradição à toda prova

A mecânica do game é similar a dos primeiros "Castlevania": você anda por vários ambientes, cada um com uma "topografia" diferente, com escadas, corredores, plataformas, armadilhas e afins, que exigem alguma precisão para serem ultrapassados. Há muitos lugares mais complicados para alcançar e isso pode requerer um item ou uma habilidade que você não tenha ainda. Ou simplesmente você não resolveu o enigma.

Como no antecessor, a tela de cima mostra o mapa, mas nem todas as salas aparecem ali. Há muitos lugares escondidos e achá-los é um dos desafios. Esses segredos, ao menos os mais cabeludos, não são obrigatórios, mas costumam ter uma boa recompensa. Há um personagem que oferece missões alternativas, que vão de uma simples compra numa loja até juntar itens raríssimos. Naturalmente, quanto mais difícil a tarefa melhor será o prêmio.

Há inimigos pelo caminho. Muitos deles você deve ter visto antes, se já jogou algum "Castlevania" na vida, principalmente depois de "Symphony". Cada monstro tem uma particularidade e alguns são realmente complicados de vencer. Como nos RPGs, eles são suscetíveis a determinados ataques ou a tipos de magia.

"Dupla de dois caçadores de vampiros"

A primeira novidade de "Portrait of Ruin" é o sistema de duplas. Isso não é novidade na série, mas nunca foi tão bem realizado em termos de controle. Você pode trocar de personagem com o toque de um botão. O segundo guerreiro pode ficar escondido ou participar no combate, sendo, nesse caso, controlado pelo computador.

O mais interessante são os momentos que requerem o uso dos dois personagens. Há objetos e interruptores que são ativados com os dois trabalhando juntos. Em outro momento, um deles precisa empurrar um pilar onde o segundo está em cima. Ainda, o segundo personagem pode ser usado como plataforma para alcançar locais mais altos. Com exceção dessa terceira ação, as outras são usadas muito raramente, o que soa como oportunidade perdida. O mesmo pode ser dito com os quebra-cabeças que envolvem a caneta no antecessor "Dawn of Sorrow". Aliás, em "Portrait", não há nenhum desses.

A caneta serve para indicar onde o segundo personagem deve ir e em alguns menus - depois de terminado o game, aparecem outras modalidades que utilizam mais freqüentemente a stylus. No entanto, você pode passar o jogo inteiro usando somente o direcional e os botões. Mesmo a mecânica de trocar de personagem pode ser esquecida durante boa parte da aventura, pois, como dito, isso é essencial somente em alguns momentos. É uma pena esse sistema não ter sido melhor aproveitado.

Cada um dos personagens tem suas características. Jonathan é capaz de usar diversas armas, seja principal ou secundária. Ele é, em geral, melhor nos combates que a parceira Charlotte, que tem na magia sua principal forma de ataque. Assim, é mais fácil terminar o jogo usando o dono da Vampire Killer, mas a garota também não fica muito atrás. Além de a dupla ficar mais forte matando os inimigos, os ataques secundários têm uma evolução própria no decorrer de seu uso.

Para além das fronteiras do castelo

"Portrait of Ruin" é provavelmente o maior "Castlevania", em área, já feito até hoje. Além do castelo principal, há outros mapas, acessados através de pinturas, que servem como um portal. E cada um desses "sub-estágios" tem uma extensão considerável. Não é à toa que a porcentagem de completamente chegue a 1.000%. Mas as fases secretas respondem por uma boa fatia desse índice. Enfim, o game até pode ser terminado rapidamente, mas definitivamente vale a pena fazer o melhor final, que demanda mais tempo.

Esse esquema de portais permite variar mais os cenários. Cada um traz um tema próprio, como o deserto da Sandy Grave ou a Nation of Fools, que parece uma versão pós-guerra de Londres. As fases são compridas, mas não houve muita inspiração para projetá-las. Não há realmente um estágio com um design realmente memorável; todos se parecem um pouco entre si.

Nem os inimigos são marcantes. Muitos deles já apareceram antes e os novos não chegam a empolgar. A Konami teve o mesmo cuidado das outras iterações de "Castlevania", no que diz respeito a cada inimigo ter sua individualidade, com animações e um jeito de morrer próprios.

Porém, os chefes são melhores. Muitos também já apareceram antes, mas agora estão mais desafiadores. Em geral, não adianta tentar usar a tática "kamikase". É preciso ter estratégias: usar equipamentos adequados e saber dos padrões de comportamento desses fortes oponentes.

É claro que, como o personagem se desenvolve - ao matar inimigos, ganha experiência e, consequentemente, mais atributos como velocidade e inteligência -, é possível usar a força bruta se estiver bastante evoluído. Esse é a mágica desse sistema, em que os desafios podem ser vencidos pela habilidade ou pela perseverança.

Com muito recheio

A modalidade principal oferece bastante conteúdo, mas ainda há inúmeras opções para aumentar a vida útil do game. Como sempre, ao terminar a aventura principal, aparecem mais personagens para explorar novamente o castelo. Alguns já são conhecidos de longa data, mas há outros inéditos. O estilo de jogo fica mais orientado à ação, pois não há itens para esses guerreiros extras. Aliás, a aventura de alguns personagens secretos expande a história e explora mais a caneta.

Por outro lado, os modos multiplayer são superficiais e soam como se tivessem sido colocados como um pequeno extra. A modalidade cooperativa em rede local tem apenas uma "fase" bem simples. É uma pena que seja tão curta, pois oferece um bom desafio, já que os jogadores precisam atuar em sintonia.

Pela primeira vez na história, "Castlevania" ganha uma modalidade online. Apesar de isso soar promissor, a iniciativa ficou devendo. A modalidade de loja permite comprar ou vender itens, seja via rede local ou pela internet. Mas se trata de um sonho dos comerciantes, pois você recebe, o comprador leva o item, mas o objeto não some da loja, permitindo vendê-lo várias vezes. O cooperativo online funciona bem, mas não é nada excepcional. É apenas ligeiramente melhor que "Dawn of Sorrow".

Dando o sangue pela arte

O visual é belo com sempre, com cenários desenhados à moda antiga, de forma artesanal. Há uma quantidade incrível de detalhes e há animações em várias partes do ambiente. Até vale a pena ficar parado e observar o trabalho minucioso dos artistas gráficos.

As animações são fluidas como sempre, principalmente as dos personagens principais. É sempre um prazer controlar "bonecos" assim, que respondem maravilhosamente aos controles. É uma pena que o jogo fica lento em algumas poucas situações. Quase tudo é em 3D, mas há elementos em 3D em alguns cenários de segundo plano e inimigos quando convém.

A equipe de compositores conta com algumas lendas da indústria de games, como Michiru Yamane, que trabalhou nos "Castlevania" mais recentes, e Yuzo Koshiro, famoso por "Shinobi" e "Streets of Rage". No entanto, a lista de música não chega a ser memorável, apesar de sua inegável qualidade. Todas as músicas definitivamente têm o "dna" de "Castlevania", com órgãos em profusão e aquele tom meio sombrio de sempre. Porém, a introdução é fantástica, cuja composição faz referência aos episódios clássicos. E o vídeo em animação tradicional não fica para trás.

Pequeno retrato das trevas

"Castlevania: Portrait of Ruin" segue rigorosamente a fórmula mais que vencedora de "Symphony of the Night" e é incrível como consegue ser divertido depois de tantas edições. O game trouxe sua cota de novidades, como o sistema de duplas e as opções multiplayer, mas, infelizmente foi pouco explorada, o que é uma pena, pois poderia ter dado ainda mais profundidade ao game. Ainda assim, o título se consagra como um dos melhores para o Nintendo DS.