UOL BUSCA
PC
Notícias Análises Previews Galerias Fórum Vídeos
Nintendo
Notícias Análises Previews Galerias Fórum Vídeos
Sony
Notícias Análises Previews Galerias Fórum Vídeos
Xbox
Notícias Análises Previews Galerias Fórum Vídeos
DesafiosDownloadsFórumJogos Online
Atrativa Banana Games Cruzadas.net Fliperama Jogue no Charges Meteorus Ryudragon Sodoku Xadrez Online Web Jogos
Loja de jogos
SuperGames Ragnarok Priston Tale
NotíciasReportagensRevistas
Finalboss Fliperama Full Games Gamehall GamesBrasil IDG Now!
ServidoresTV UOLVideopodcast

RECEBA O BOLETIM
UOL JOGOS

Publicidade


Análises
Dragon Ball Z: Budokai Tenkaichi 2
Nintendo Wii
"...incluiu conteúdo para fã nenhum botar defeito, com uma quantidade torrente de personagens..."


01/12/2006
da Redação

Quando se fala em desenho japonês, é difícil desassociar do nome "Dragon Ball", talvez o mais famoso que já aportou para o lado ocidental do mundo. Ele é conhecido como um desenho de super-heróis, mas nasceu como uma inocente comédia em 1984 pela mente de Akira Toriyama, que também é famoso no mundo dos games, tendo trabalhado em títulos como "Dragon Quest", "Chrono Trigger" e, mais recentemente, em "Blue Dragon", para Xbox 360.

A sua popularidade também pode ser medida no número de games que já foram criados ao redor de seu universo, de RPG a jogos de luta. No PlayStation 2, a série mais numerosa foi "Budokai", da produtora japonesa Dimps. Apesar do nome parecido, "Budokai Tenkaichi" é de uma outra empresa, e uma proposta bem diferente. A Spike centrou seus esforços em fazer um jogo de luta com a experiência mais próxima possível do desenho original, um show de golpes ridiculamente poderosos e rápidos. E a segunda edição aperfeiçoou o sistema e incluiu conteúdo para fã nenhum botar defeito, com uma quantidade torrente de personagens e história.

Olá, eu sou Goku

"Dragon Ball Z: Budokai Tenkaichi 2" é um jogo de luta, mas bem diferente dos moldes de um "Tekken", por exemplo. Toda a mecânica foi criada para se adaptar ao "jeito Dragon Ball de brigar", que inclui batalhas no ar, cenários que podem ser destruídos (arrasados, seria a melhor descrição) e raios que detonariam planetas - e destroem, de fato, no desenho.

A história do game é a mesma do desenho. Aliás, os fãs deverão amar a modalidade de Dragon Adventure, que simplesmente reconta, evento por evento, todos os acontecimentos desde a vinda dos saiyajins a Terra - eles são uma raça de guerreiros superpoderosos e belicosos, mas o protagonista Goku ficou bonzinho por ter batido a cabeça quando veio ao planeta - até a luta contra os sete dragões nascidos das esferas que dão nome à série. Também há história do início do mangá, quando Goku ainda era um garoto.

Além de passar por todas as sagas, quase todos os episódios dos longas-metragens também estão presentes trazendo inimigos poderosos como Broly, o saiyajin lendário, e Janemba, uma criatura que personifica todo o ódio retirado dos humanos. Enfim, o Dragon Advenure é o modo de história mais completo e detalhado já visto num jogo de "Dragon Ball".

E não se trata de simplesmente contar histórias entre as lutas. Há também partes de aventura, similar a "Dragon Ball Z: Budokai 3". No caso, você sai voado visitando cidades e outros pontos de interesse, além das fases propriamente ditas. Assim, você pode conseguir informações, comprar itens e outros tipos de ajuda para derrotar os inimigos.

Para seguir na história, você tem que cumprir os objetivos na luta, que nem sempre é vencer. Não é muito lógico achar que Goku, no começo do game, pudesse vencer seu irmão Raditz, apesar de isso ser possível com muita habilidade. No caso, é preciso sobreviver por algum tempo. Em alguns lugares, você pode achar as esferas do dragão no meio do combate.

Mesmo fazendo as coisas do jeito mais difícil, a história não muda, e isso deixa as coisas meio desconexas. Mas, tudo bem, afinal, é um "Dragon Ball", que não é a coisa mais lógica do mundo. Apesar de tudo, os fãs precisarão ter muito tempo para desbravar todo o modo de história, e isso é apenas um deles, apesar de os outros não serem tão gigantes assim.

Lutando como Super Saiyajin

Mas, antes de se aventurar no universo, é altamente recomendável entrar no modo de treinamento. Aqui há um tutorial para entender todo o mecanismo do jogo, que é relativamente complicado: há muitos tipos de movimento, desde um soco simples até os super-raios. Mas a arte mais difícil é aplicar todos os movimentos nas lutas, que são muito rápidas, e para isso há um modo de batalha livre, para treinar as possibilidades que o sistema oferece.

O jogo tem uma visão peculiar para um jogo de luta: a câmera está posicionada atrás do personagem, então o jogador tem quase a mesma visão do lutador. Os guerreiros podem andar, correr, voar e soltar vários tipos de golpes. Há um botão para ataques físicos e outro para os tiros, mas num combo, o segundo serve para um golpe de finalização.

Os raios gastam a barra de ki, que também é usada para versões mais potentes de alguns golpes e do vôo. Nesse caso, a velocidade é maior - e isso permite escapar de alguns raios que normalmente não seria possível - e também repele os tiros de menor potência. No estado normal os golpes mais fortes se chamam Blast 2 (o do tipo 1 é um movimento especial para cada personagem).

Mas cada um dos personagens também pode entrar no modo Sparking, ao preencher em 200% a barra de "ki" - uma espécie de energia espiritual. Nesse estado, eles ficam mais fortes e podem usar raios à vontade, com exceção da Blast 2. Se o fizer, o lutador volta ao normal, mas o golpe tira mais energia que o habitual. No Sparking, os lutadores podem usar a Ultimate Blast, mais poderosa ainda, e também gasta todo tempo restante do Sparking.

Faça os golpes você mesmo

Leva bastante tempo para se acostumar com os golpes, mas quando conseguir estará lutando como os personagens do desenho. Não será difícil ver cenas como uma seqüência em que você dá um chutão para fazer o oponente voar para o alto, persegui-lo voando, soltar outra seqüência de golpes, mandá-lo para o solo e emendar com um super-raio.

Claro que o adversário tem como escapar, pois ele pode se defender ou teletransportar. Os raios podem ser rebatidos ou devolvidos, dependendo da hora em que se pressiona o botão de defesa. Tudo dentro do clima "Dragon Ball". O sistema de combate é bastante equilibrado, não dando vantagem nem para o ataque, nem para a defesa. E os contra-ataques são eficientes quando dão certo, mas se corre riscos.

A versão para Wii pode ser jogada como no PlayStation 2, através de direcional e botões, usando o controle clássico ou o do GameCube, mas é mais divertido usar o wii-remote e o nunchuk, não apenas pelo prazer físico de fazer os movimentos, mas porque traz mais equilíbrio ao jogo. Nesse caso, para fazer os super-raios é preciso fazer comandos mais complicados e isso limita seu uso. Os golpes simples são feitos apenas com os botões.

No caso do Kamehame-ha, de Goku, por exemplo, é preciso manter o cursor na tela enquanto você pressiona os botões B e Z, depois, levar as mãos para o mesmo lado do corpo e estendê-los para frente. Resumindo: faça igual ao desenho, ou imite o Ryu ou Ken de "Street Fighter". As lutas tendem a ficar menos frenéticas, mas é preciso mais técnica para aplicar os golpes mais poderosos.

Igual ao desenho animado

Além do modo de história há modalidades em que você deve chegar ao topo do ranking na torre de mestre Karin, um campeonato para até oito lutadores e a Evolution Z, em que o jogador pode desenvolver e modificar os personagens. Há também um modo para jogar com um time de até cinco integrantes.

E para completar o serviço, há um banco de dados que traz a biografia dos principais personagens e detalhes de cada uma das sagas. Também traz uma lista de trilhas sonoras, vindas diretamente da série e dos longas-metragens.

O visual reproduz bem a obra original. Os personagens estão muito parecidos com o desenho animado, com todos os cabelos espetados que são peculiares a Goku, Vegeta e os outros humanos. Por falar neles, estão no elenco 70 lutadores, que, se contar as transformações, chegam a 120. Desta vez, as versões modificadas não são lutadores separados, mas as alterações físicas acontecem durante as lutas, com um comando especial.

Os cenários também estão bonitos, apesar de simples. Mas mais importante que a aparência, é a estrutura das fases, que são amplas e trazem vários ambientes: além de lutas sobre a terra, muitos lugares trazem lagos e oceanos, e localidades acima das nuvens. É mais um elemento para aumentar a imersão com o mundo de "Dragon Ball".

E, claro, muitas partes dos cenários podem ser destruídas: ao jogar os inimigos contra montanhas, por exemplo, elas desmoronam. Os obstáculos também são importantes para se esconder, pois quando alguém sofre um impacto muito grande, ele perde o adversário de vista, precisado contar com o radar de "ki" para encontrá-lo novamente.

A trilha sonora, como dito, vem diretamente do material original. Os fãs vão adorar ouvir pela milésima vez "Cha-La Head-Cha-La", mas não se trata de músicas de algum valor para os não-iniciados. Os dubladores também são os mesmos do desenho e é possível escolher também as falas em japonês. A sonoplastia é o que se espera da série.

Sheng Long ouviu as preces

"Dragon Ball Z: Budokai Tenkaichi 2" é o sonho de todo fã do desenho, pois traz imenso conteúdo, especialmente no modo de história, uma galeria enorme de personagem e, principalmente, uma experiência de luta que é muito similar às maluquices do original. O mecanismo é bem elaborado, mas complexo, e, como a ação é rápida, a curva de aprendizado é mais íngreme. Quem gosta do desenho vai aproveitar muito mais, mas o game tem qualidade suficiente para atrair mesmo quem nunca ouviu falar de saiyajins e namekkuseijins, desde que não seja um jogador completamente casual.