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Análises
Dragon Ball Z: Sagas
Xbox
"...as cenas de desenho animado são confusas e fazem um resumo bastante pobre da obra."


14/04/2005
da Redação

Uma das mais populares histórias em quadrinhos e série de desenho animado a sair do Japão, "Dragon Ball" só começou a decolar no resto do mundo anos depois de sua energia terminar em sua terra natal. Isso acabou levando empresas americanas a tentar aproveitar o sucesso criando seus próprios games. "Sagas" é a prova de que isso é uma idéia muito ruim.

Produzido pela desconhecida Avalanche, "Dragon Ball Z: Sagas" entrega o que o nome sugere: ele recria as principais sagas da fase "Z" do desenho. Jogadores devem controlar Goku e diversos outros guerreiros Z dos eventos que cobrem as sagas de Vegeta, Freeza e Cell, ganhando experiência e novos golpes para enfrentar desafios cada vez maiores.

Poder de luta: Zero

Mas se a idéia parece interessante, a execução é deprimente. O jogador é forçado a controlar o personagem ditado pela trama tendo de seguir um "corredor" repleto de inimigos genéricos e completar uma missão: encontrar as "Esferas do Dragão", comprar um golpe, defender alguém até chegar ao chefe. Como o caminho é único e forçado, encontrar objetos é simples e repetitivo. A escolha do personagem não faz a menor diferença, visto que a única mudança é o visual e a voz: suas capacidades são idênticas.

Se essa mecânica já não fosse um problema, o sistema de luta deixa a desejar. Você começa o jogo apenas com combos que usam somente chutes ou somente socos, e leva um bom tempo até outro mais interessante aparecer. Acertar a mira dos golpes é mais difícil do que deveria ser, e os movimentos dos personagens são lentos e forçados, deixando sua guarda aberta. Como você é obrigado a enfrentar grupos de quatro ou cinco inimigos que correm ao mesmo tempo contra você (e muitas vezes um é capaz de atirar bolas de energia), é preciso explorar a péssima inteligência artificial para não ser derrotado - um verdadeiro exercício de frustração e enrolação. Se a meta do fã de "Dragon Ball" é exibir todo o poder do personagem, o "Ki", aqui você fica com a sensação oposta.

"Sagas" oferece uma opção multiplayer cooperativa para dois jogadores, mas a única utilidade imaginável é tentar dividir o sofrimento e a frustração para tentar compensar a raiva de ter gasto dinheiro em algo dessa qualidade punindo outra pessoa.

Pior que bonecos falsificados

O jogo tenta capturar diversas marcas registradas do desenho: a capacidade de arremessar oponentes e derrubar montanhas; e carregar "Ki" parando e gritando enquanto energia emana do personagem. Infelizmente, todos esses elementos acabam piorando a experiência: arremessar oponentes funciona de vez em quando e não passa a idéia da força desse ataque e carregar "Ki" é um processo tedioso que deixa o ritmo pior.

Apesar do jogo tentar capturar a emoção da série original em imagens, as cenas de desenho animado são confusas e fazem um resumo bastante pobre da obra, além de privar o jogador da oportunidade de participar de momentos clássicos, como o sacrifício de Goku para derrotar Raditz.

Seja na versão para GameCube, PlayStation 2 ou Xbox, os gráficos são inferiores à média dessa geração. A dublagem é feita pelos mesmos atores do desenho norte-americano, mas a qualidade do som deixa muito a desejar. A música fica no mesmo patamar de mediocridade.

"Dragon Ball Z: Sagas" é uma óbvia tentativa de se aproveitar da popularidade da obra de Akira Toriyama - que certamente merecia mais respeito do que isso. Nem mesmo os fãs são encorajados a gastar seu tempo nesse título.