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Arkanoid DS

30/06/2008

OTÁVIO MOULIN
Colaboração para o UOL
Depois do ótimo remake de "Space Invaders", a Taito entrega outro clássico jogo dos fliperamas repaginado para os dias atuais na forma de "Arkanoid DS". No Japão, esta edição até mesmo ganhou um controle especial que imita o original do arcade - uma espécie de dimmer que gira para movimentar a nave Vaus - com afinidade, mas na versão norte-americana, distribuída pela Square-Enix, este mimo foi esquecido. De qualquer maneira, o bom e velho vício dos anos 80 mostra que consegue resistir bem, apesar de alguns tropeços na nova encarnação.

Novos enfoques

Inspirado por games como "Pong" e "Breakout", "Arkanoid" não é o tipo de jogo que pede uma história, afinal, tudo se resume a rebater a bolinha com sua nave, paleta ou o que seja, e destruir todos os blocos - coletando alguns itens no caminho. Ninguém nunca reclamou da falta de profundidade narrativa de "Tetris", por exemplo, mas com o tempo e suas várias continuações, "Arkanoid" conseguiu até mesmo desenvolver um pano de fundo básico para sua ação e um vilão de nome memorável, o inesquecível Doh.

É algo simples, longe de ser genial, mas que dá um charme extra à franquia, que aqui se perde um pouco. Há muitas novidades, mas não há aquele clima retrô ou a sensação de que os produtores responsáveis por este remake realmente pegaram o espírito da coisa, como aconteceu no recente "Space Invaders Extreme".

E não é algo que pode ser sentido no visual ou no áudio, que remetem aos clássicos do fliperama, mas à mecânica principal do jogo, que foi levemente alterada para pior. A ação ocupa ambas as telas do DS, como se fossem uma só, o que causa problemas quando a bolinha passa pelo espaço vazio entre as duas. Dá para acostumar, com certeza, mas é algo que interrompe a ação de maneira frustrante.

Talvez para tentar compensar este problema, duas outras alterações foram aplicadas. Uma foi a de reduzir o espaço horizontal com uma borda, o que acabou deixando a paleta desproporcional, muito grande, diminuindo a dificuldade. Outra, mais feliz, foi utilizar um campo de força no fundo da tela e rebate a bola caso você a deixe passar - isto substitui o sistema de vidas, o campo rebate a bola determinadas vezes e acaba mantendo o ritmo das partidas, que antes sofriam uma pausa para o reinício.

Pode parecer pouco, mas são alterações que não fizeram bem à base do jogo, mudando sua dinâmica. Mas ainda é um jogo divertido o suficiente para prender a atenção por muito tempo, diante das várias opções.

Para um jogador, há duas campanhas, uma que lida de maneira direta, com desafios clássicos que perduram por 140 estágios, e um modo de missões, que estipula objetivos específicos para cada mapa, como coletar certos itens ou destruir tudo em certo tempo. Para jogar com os amigos, há suporte para multiplayer local ou wireless pela Wi-Fi Connection, com modos competitivos para ver quem consegue passar pelas fases primeiro ou quem destrói mais rápido blocos de certas cores.

Para complementar, há um sistema de pontuação que permite que você compre efeitos sonoros, faixas-tema e gráficos novos, dando uma sobrevida ao título. É aí que você finalmente percebe uma nostalgia maior por parte dos desenvolvedores, que até arriscam colocar citações e referências a outros personagens da Taito.

CONSIDERAÇÕES

"Arkanoid DS" é uma atualização que não parece ter a ambição de reinventar a franquia, mas cometeu o erro de mexer com a mecânica básica da série, alterando sua velocidade e envolvimento de maneira um pouco negativa. Mas o charme da série ainda é forte e consegue resistir a estes pequenos tropeços, contando com a grata ajuda dos divertidos modos multiplayer e da grande quantidade de estágios à disposição.
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GALERIA

Arkanoid DS (DS)

55 imagens

FICHA TÉCNICA
Fabricante: Taito
Lançamento: 17/06/2008
Distribuidora: Taito
Suporte: 1-4 jogadores, cartão de memória
RecomendadoAvaliação:
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