Sai o rato elétrico fofo e amarelo, entram os dinossauros cascudos e nervosos. Essa é a primeira sensação para muita gente torcer o nariz antes mesmo de dar uma chance a "Fossil Fighters" que, apesar de beber da mesma fonte que "Pokémon", apresenta conceitos novos e interessantes que podem garantir boas horas de distração.
Temos que escavar, temos que escavar!"Fossil Fighters" coloca o jogador como um jovem treinador de vivossauros em busca de fósseis, através dos quais revive seus combatentes, utilizando a caneta Stylus para limpar o fóssil de forma a causar o menor dano possível a ele - dano este que, quando causado, é revertido diretamente à força do vivossauro que se originará.
Para encontrar os fósseis, o jogador deve visitar os vários sítios arqueológicos que surgem ao longo do jogo, onde, além das cabeças - que são as partes que permitem ressuscitar os vivossauros - pode encontrar novas partes das ossadas, as quais são integradas aos fósseis e disponibilizam novas habilidades aos animais já revividos.
Durante as batalhas, o jogador deve montar um time de até três vivossauros e organizá-los em um tabuleiro com quatro espaços, sendo um para o atacante principal, dois para suporte e um quarto, para retroceder um animal durante alguns turnos.
Os cenários são menores do que os habituais em títulos do gênero e as batalhas não acontecem aleatória e incessantemente: ao escavar uma pedra com tesouros, o jogador é desafiado à disputar a pedra, mas pode negar o combate. Estas características, apesar de poderem desanimar os exploradores mais aficionados, auxiliam o jogo à progredir de maneira rápida e interessante.
CONSIDERAÇÕES
As novidades dão um ar de ineditismo ao título, e o ajuste de tamanho de cenários e menos opções pode agradar aos adoradores de 'monstrinhos de bolso' sem paciência para passar dezenas de horas combatendo e revisitando fases.