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Mario & Luigi: Bowser's Inside Story

Bowser está entre os personagens jogáveis nesta iteração da série de batalhas por turnos.

  1. Desenvolvedora: Alphadream
  2. Lançamento: 14/09/2009
  3. Distribuidora: Nintendo
  4. Suporte: 1-2 jogadores
  5. Gênero: RPG
9 Excelente
30/11/2009

Análise: Mario & Luigi: Bowser's Inside Story

AKIRA SUZUKI
Colaboração para o UOL
Irmãos trabalham em equipe
A Nintendo e a então Squaresoft formaram até meados da década de 90 uma das parcerias mais memoráveis na história dos games. A companhia que tem o RPG como especialidade brindou os fãs da "Big N" com seis "Final Fantasies" e "Chrono Trigger", esse que é considerado um dos melhores jogos de todos os tempos. O contato se tornou mais intenso com "Super Mario RPG: Legend of the Seven Stars", de 1996, em que o icônico personagem da Nintendo participava de um role-playing game pela primeira vez, e resultou num grande sucesso.

Agora, mais de 13 anos depois, vê-se que o game deixou mais legados do que se imaginava. A parte óbvia são as continuações espirituais, nascidas com o nome de "Mario & Luigi" e feitas pela Alpha Dream. Mas "Super Mario RPG" fez Shigeru Miyamoto, idealizador dos personagens, perceber que pode confiar em terceiros para expandir o universo da turma dos irmãos encanadores - ou, ao menos, ter menos ciúmes sobre sua criação.

A criatividade do game original e a liberdade para trabalhar o mundo de Mario são as marcas de "Mario & Luigi", e essas características ficaram mais mais refinadas no mais novo episódio da série - é o terceiro da franquia e o segundo para Nintendo DS. Em "Bowser's Inside Story", a Alpha Dream deu destaque à aquele coadjuvante que nunca teve chance de estrelar uma aventura própria: o vilão Bowser.

Rivais de mãos dadas

Bowser mostra as garras
Ainda não foi desta vez, mas agora o rei dos Koopas divide igualmente as atenções com Mario e Luigi. O título guarda um duplo sentido: esse é um game que revela mais da personalidade vil e abobalhada da tartaruga gigante, mas também se conhece suas entranhas, literalmente - em boa parte do game, os encanadores e vários habitantes do Reino do Cogumelo ficam presos no interior do vilão. Algumas de suas características psicológicas são insuspeitas, como seu talento para gourmet, e essas coisas o torna ainda mais carismático.

"Mario & Luigi: Bowser's Inside Story" pode ser enquadrado dentro do gênero RPG japonês, mas traz tanta criatividade que o deixa arejado. É o sinal que o gênero em si não tem nada de errado, mas falta às produtoras terem ousadia para ir além das fórmulas prontas e cansadas - por exemplo, não existe batalha aleatória nesse game. As fases de exploração trazem os maneirismos típicos de "Super Mario Bros." com uma progressão à la "Metroid", em que novas habilidades ou itens permite acesso a locais anteriormente inalcançáveis.

Seguindo os passos do antecessor "Partners in Time", este capítulo também acompanha dois grupos de personagens: Bowser, na tela de cima, e os irmãos Mario, abaixo. Cada um deles tem habilidades próprias e em muitos casos, as duas partes interagem entre si: em uma determinada parte, o vilão precisa beber água para encher o estômago, e isso muda as características desse cenário. O rei dos Koopas resolve quase tudo na força bruta, com socos que esmigalham obstáculos e o bafo de fogo que queima arbustos. Já os encanadores podem pular e usar itens como martelos, obtendo vários efeitos. Como dito, as fases emulam os aspectos de "Super Mario Bros.", com plataformas e blocos de todo tipo.

Lutando com jeito

Princesa Peach arranja mais problemas
O que torna o jogo divertido é sua variedade, cheia de minigames pelo meio do caminho. Num deles, Bowser fica enorme, fazendo paródia de filmes como "Godzilla", um típica fita de monstro japonês, e usa diversos ataques poderosos para enfrentar os oponentes. As batalhas continuam geniais. Os confrontos se iniciam através de encontros, mas o usuário pode abrir os combates em vantagem, ao golpear o oponente ainda na tela de exploração. À primeira vista, a cena de luta parece mais um RPG baseado em turnos, mas, ledo engano, a participação do usuário é requisitada a todo momento: praticamente todos as ações permitem a intervenção do jogador, o que, na prática, a maioria das situações de ataque ou defesa são minigames - há interatividade até na hora de subir de nível.

Pode parecer que não há muita variedade de inimigos, mas isso é contornado pela grande quantidade de reações e características. Alguns são imunes a certos golpes, enquanto outros reagem muito mal aos mesmos ataques. Somando ao fato de que cada oponente tem pelo menos dois tipos de ofensiva, cada batalha tende a ser única, ao menos até encontrar a forma mais eficiente de enfrentá-los. E isso se torna cada vez mais necessário, pois a dificuldade aumenta constantemente no decorrer da aventura, ficando bastante desafiador nos trechos mais avançados. Essa é outra boa característica do game: a demanda de exigência na medida certa, em que os desafios são superados mais pelas habilidades aprendidas e consolidadas do que pelo "level grinding", o nada elegante método de força bruta dos RPGs. A aventura tem boa duração, entre 20 e 25 horas, sem contar a exploração extra de missões não obrigatórias.

A produção do game é magnífica. Apesar do grafismo relativamente simples, é um dos mais belos exemplares do Nintendo DS. A arte em 2D, principalmente a dos personagens principais, mostra vivacidade. O teatro de "sprites" revela uma expressividade cativante, principalmente com Luigi: não há como não se simpatizar por esse irmãozinho que vive à sombra de Mario, com seus trejeitos atrapalhados e, vá lá, menos corajosos. E a trilha sonora é "Super Mario Bros." puro, digna de aparecer em qualquer jogo principal da série.
  • http://jogos.uol.com.br/ds/analises/mario--luigi-bowsers-inside-story.htm
  • Leia a análise de 'Mario & Luigi: Bowser's Inside Story'
  • 19/04/2014
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