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Mario Party DS

11/12/2007

AKIRA SUZUKI
Colaboração para o UOL
O personagem Mario é um dos principais personagens da Nintendo, que, além de ter uma série de enorme sucesso, também aparece em um sem-número de games paralelos, alguns satisfatórios e outros nem tanto. "Mario Party" parece um caso a parte, pelo tempo de duração: trata-se de uma das mais continuadas subfranquias de "Mario Bros.", que mistura jogo de tabuleiro e minigames, tudo com aquelas maluquices típicas do mundo do encanador.

O sucesso comercial vem se mantendo constante, mas, a cada ano que passa, a sua fórmula parece se desgastar. Nem a versão para Wii, que teoricamente poderia renovar o espírito da franquia, graças aos controles que servem perfeitamente ao estilo casual do game, conseguiu reverter a situação (e a culpa foi exatamente a não utilização dos recursos do console). O que poucos poderiam imaginar é que esse papel caberia ao Nintendo DS, já que a versão para Game Boy Advance foi uma das piores de toda história da série.

Em sua essência, "Mario Party DS" continua com o mesmo jeitão dos antecessores. Mas sobressai pelo fato de os minigames serem numerosos - cerca de 70 e alguns deles usam criativamente os recursos do portátil -, os modos de jogo são fartos e o multiplayer é divertido e confortável (cada um tem a sua tela e basta apenas um cartucho para que até quatro jogadores possam compartilhar uma partida).

Pessoal, encolhi o Mario

Faça a festa no DS
Como o nome sugere, "Mario Party DS" é um título que revela sua diversão plena numa jogatina com outras pessoas, mas não quer dizer que, mesmo sozinho, o jogador não tenha opções. Nesse caso, a principal modalidade é o Story, que traz um enredo e se joga contra três oponentes controlados pelo computador. Em cada fase há uma luta contra um chefe.

Desta vez, o vilão Bowser está atrás de uns cristais místicos. Para não ser atrapalhado por Mario e sua turma ele resolve encolhê-los, mas mesmo pequeninos, o bigodudo tenta impedir os planos audaciosos do rei dos Koopas. É para isso que se deve passar pelas cinco fases coletando estrelas para, no final, ter o direito de enfrentar algumas criaturas clássicas da série, só que bem maiores que antes.

A mecânica básica não mudou. Como num jogo de tabuleiro, o usuário joga o dado (vai de um a dez) para saber quantas casas vai andar. O local onde o personagem põe os pés sempre tem um efeito, que pode ser positivo ou não. Na maioria das vezes se ganha ou perde algumas moedas, mas há surpresas maiores, mas, novamente, nem sempre boas. Às vezes pode ser um bloco escondido, que, como rege a tradição, esconde itens. O pior castigo está nas armadilhas de Bowser, onde se pode perder todas as estrelas coletadas até então (e lembre-se que elas são o item primordial para determinar o vencedor da partida).

As moedas servem basicamente para trocar pelas estrelas, caso as alcance, mas também são usadas para comprar itens. Aliás, a utilização desses itens é a chave para a vitória, pois, se depender apenas dos dados, as chances são de ficar no mesmo mapa a vida inteira. É que parece que o computador sempre leva vantagem nesse quesito, ainda mais nas dificuldades mais altas. É nessas horas que se sente um cheirinho de marmelada do Nintendo DS.

Minigames para que te quero

Demonstração dos minigames
Cada rodada completa, joga-se um minigame, que é sorteado aleatoriamente. Como dito, são cerca de 70, que variam em nível de criatividade e diversão, mas no geral, as provas tendem a ser satisfatórias. As gincanas podem ser do tipo cada-um-por-si, dois-contra-dois (em que a dupla deve se cooperar) ou três-contra-um. Há outro jeito de classificá-las: "complexas", simples ou de microfone (há uma opção para limitar os tipos de prova).

Alguns são bastante divertidos, como o Crazy Crosshairs, no qual cada membro da dupla controla uma das coordenadas do alvo, no intuito de acertar aranhas. Ou a Shuffleboard Showdown, que consiste em lançar fichas (daquelas de cassino) com a caneta, e os outros três devem tentar desviar das investidas. Por outro lado, algumas modalidades não funcionam: é o caso da Camera Shy, que lembra um game de tiro em primeira pessoa, mas sem meios para andar de lado. Os chefes têm mecânica variada: às vezes o enfrentamento é por minigame, em outras, os combates são mais tradicionais.

Ainda para um jogador, há a opção de Puzzle, que reúne cinco modalidades (as opções vão sendo abertas ao acumular MP Points, que são obtidos no decorrer da partida) de quebra-cabeça à la "Tetris". São games que não conseguiriam se sustentar sozinhos, mas, dentro do conjunto, ajuda a aumentar o valor de conteúdo.

E vai rolar a festa

Como dito, o potencial de diversão de "Mario Party DS" se revela contra jogadores humanos, de preferência com quatro pessoas. O melhor é que o título tem suporte ao download play, ou seja, é preciso apenas um cartucho para que todos possam compartilhar as partidas. As opções são muitas: pode-se jogar o game completo, com parte de tabuleiro, ou disputar competições de minigames, inclusive restringindo os tipos disponíveis. Se o nível dos jogadores for desnivelado, há opções para definir vantagens, e, assim, tentar equilibrar o jogo. Lamenta-se apenas a falta de um multiplayer online, que cairia muito bem para o game.

"Mario Party" não é daqueles games que não necessitam de um visual sofisticado. Por isso, o título caiu bem para o Nintendo DS. Os gráficos são em 3D, que trazem um bom nível de detalhes, traduzindo com perfeição as características dos personagens. Já o enredo traz desenhos feitos à mão, como um quadrinho com pequenas animações. É bem simples mas funciona. O som também não sai do básico, mas a trilha musical mescla alguns temas familiares, que sempre dá um toque especial.

CONSIDERAÇÕES

Ao contrário do que aconteceu com "Mario Party 8", para Wii, "Mario Party DS" soube explorar os recursos de seu hardware. Todos os métodos de controle foram lembrados, e alguns deles usados com bastante criatividade. O sistema de jogo já está mostrando cansaço, mas a versão portátil compensa isso com muito conteúdo (são cerca de 70 minigames e outras tantas modalidades de jogo) e praticidade. O que vai acontecer com "Mario Party" para os consoles é incerto, mas a produtora Hudson encontrou um jeito de adaptá-lo bem para o portátil.
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Mario Party DS (DS)

80 imagens

FICHA TÉCNICA
Fabricante: Nintendo
Lançamento: 19/11/2007
Distribuidora: Nintendo
Suporte: 1-4 jogadores
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