Depois do sucesso de "WarCraft" e "Command & Conquer", o gênero de estratégia só vem crescendo no PC - e a esmagadora maioria dos títulos invariavelmente volta para a fórmula clássica de "Dune II". Mas "Armies of Exigo" vai um pouco mais longe nas cópias, mas mesmo assim falha em capturar os elementos que costumam trazer sucesso ao gênero.
Herança de TolkienA aventura se ambienta em um típico mundo medieval, com humanos enfrentando monstros que voltaram depois de um trágico combate. Todos as raças e classes mais manjadas estão representadas: magos, elfos, orcs... ninguém vai ficar surpreso com a história, mas vale notar que a produtora fez questão de usar a mesma fórmula da Blizzard: belos vídeos entre algumas fases, com os bonecos 3D contando a história durante missões (com direito até aos mesmos retratos vistos em "WarCraft 3").
O game segue virtualmente o mesmo sistema de "WarCraft", exigindo a coleta de recursos, criação de estruturas e pesquisas para melhorar as habilidades e unidades construídas. Como no episódio mais novo, jogadores podem usar heróis e suas forças ganham experiência ao vivenciar mais batalhas.
Quem estiver duvidando do grau da cópia, basta dizer que eventualmente a trama acaba forçando os dois inimigos originais a lutar contra uma terceira facção - seres que precisam infectar o solo para poder criar novas estruturas (fãs da Blizzard sabem que isso não é mera coincidência). A única coisa que parece se distanciar dos caminhos já trilhados é a introdução de dois mapas paralelos: existe um subterrâneo nas fases de "Exigo", permitindo que o jogador use esses dois planos para aumentar suas frentes de combate ou evitar obstáculos.
Mas a adição desse segundo mapa não é o suficiente para fazer o game se destacar. Isso acontece em grande parte devido ao design das fases ser bastante pobre. Enquanto "WarCraft" e "Command & Conquer" criavam muitas situações diferentes que exigiam estratégias únicas, "Exigo" parece depender quase que totalmente de criar o maior número de exércitos e enviar os mesmos constantemente para quebrar as defesas inimigas.
Guerra que esfriaSe a sensação de dejá vu e falta de variedade não forem o suficiente, o desafio vai conseguir deixar muita gente frustrada. O computador é capaz de criar números absurdos de tropas, e o jogador é forçado a fazer uma verdadeira linha industrial de exércitos. A maioria das fases se restringe a ficar gastando as forças oponentes por longos minutos, que podem se arrastar até por horas. O baixo limite de unidades que podem ser selecionados de uma só vez só atrapalha (e a inclusão da fusão deles em super-grupos mais atrapalha do que ajuda).
CONSIDERAÇÕES
Apesar de ser uma obra bastante caprichada no aspecto técnico e se basear nos grandes jogos do gênero, o design de mapas pobre e a impressão de já ter jogado isso umas três vezes não ajuda.