Just Cause 2RETRAIR FICHA

02/04/2010

Análise: Just Cause 2

OTAVIO MOULIN
Colaboração para o UOL
Em "Just Cause 2", o agente Rico Rodriguez está de volta para desestabilizar o regime de outro ditador, desta vez em uma ilha tropical no extremo oriente. Sempre munido de um versátil gancho, o herói chama atenção por sua incrível agilidade em combate, capaz de fazer com que ele se pendure em helicópteros ou surfe em cima de automóveis enquanto atira, golpeia e utiliza um paraquedas para amortecer seus pousos.

Trailer de lançamento
Embora os combates não sejam dos mais precisos pela falta de um sistema que consiga efetivamente travar a mira em determinado inimigo (no lugar, há uma espécie de automira que tenta centralizar o alvo), a ação de "Just Cause 2" impressiona por seu dinamismo. Rico pode, por exemplo, se agarrar a um helicóptero, jogar o carona pela janela e pular do outro lado para socar o piloto, usar a metralhadora do veículo para atingir soldados no chão e ainda jogar a aeronave contra um tanque de combustível antes de saltar de paraquedas em segurança. Com o gancho, ele ainda pode simplesmente puxar oponentes do alto de torres ou até mesmo amarrar um veículo em fuga no chão. Há muitas variáveis a explorar na combinação de gancho e paraquedas, o que torna cada duelo uma grande surpresa.

Os inimigos não são dos mais desafiadores, mas alguns são donos de poder de fogo considerável e não poupam munição. Aliado a isso, muitos objetivos são dispersos em partes do cenário bastante diferenciadas, alternando a ação entre combate, exploração (a pé ou com veículos) e escalada. Como o jogo é aberto, a exemplo de games como "Mercenaries" e "Grand Theft Auto", há sempre muito o que fazer e conhecer, com direito a uma centena de transportes, o que deixa o jogo com uma vida útil assustadora, mesmo sem a presença de um componente multiplayer.

Homenagem ao seriado "Lost"
Há bons motivos para explorar tudo, dos cantos repletos de neve a praias ensolaradas. Além de missões secundárias, é preciso coletar partes de armas para garantir upgrades e explodir coisas para ganhar pontos de Chaos, que servem para liberar novos objetivos e aumentar a moral entre facções secundárias da ilha. Novamente, não falta o que fazer no jogo.

No aspecto técnico, "Just Cause 2" se segura bem. Além do sistema de mira meio capenga, há alguns problemas na execução, como alguns bugs de colisão de tiros, um ou outro momento de travamento e por aí vai. Diante da quantidade de ação e coisas a fazer, os percalços ocorrem esporadicamente e só irritam mesmo quando atrapalham um movimento crucial ou levam ao Game Over.
  • http://jogos.uol.com.br/pc/analises/just-cause-2.htm
  • Leia a análise de 'Just Cause 2'
  • 26/07/2014
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