Osamu Tezuka e Sonic Team são alguns dos maiores nomes do Japão, respondendo por alguns dos mais famosos mangás e games do mundo. A união dos dois para recriar "Astro Boy" em 3D no PlayStation 2 parecia um sonho - mas acabou virando pesadelo para novos e velhos fãs.
De volta às origens"Astro Boy" reconta as origens do menino biônico, criado por um cientista que planejava ao mesmo tempo criar o rei dos robôs e compensar a perda trágica de seu filho. O game então permite que você leve Astro em alguns de seus mais importantes combates, à medida que ganha sete poderes clássicos (não, infelizmente, ele não conta com sua metralhadora nas nádegas).
A proposta parece tentadora, mas a execução é sofrível. O sistema de combate é simplificado demais, permitindo que você vença quase todas as batalhas usando exclusivamente o primeiro golpe especial que Astro aprende. Seguindo a tradição de "Sonic Adventure", você perde mais tempo indo até os lugares do que fazendo coisas divertidas, e quando chega a hora da diversão, a terrível câmera e o sistema de vôo precário prejudicam grande parte da ação.
É verdade que os chefes mostram alguma criatividade típica do Sonic Team, mas mesmo isso aparece apenas como breves sopros de inspiração. Levando em conta que o game pode ser resumido em 5 ambientes diferentes (sendo dois labirintos que só repetem as mesmas salas), o game consegue ser mais curto do que a média, podendo ser facilmente vencido em quatro horas. Se ao menos o chefe final mostrasse a mesma inspiração que o Sonic Team exibiu em "NiGHTS" e "Billy Hatcher"...
Faltou óleo nas juntasMesmo com gráficos medíocres, o game consegue engasgar de maneira extremamente pesada mesmo sem inimigos na tela. A trilha sonora brilha quando usa os trechos orquestrados do desenho animado, mas cai no pop rock genérico nos outros 90% do tempo.
CONSIDERAÇÕES
Os criadores de "Astro Boy" poderiam dizer que a simplicidade do game é resultado de seu foco no público infantil. Mas esse argumento não responde aos problemas de câmera e momentos frustrantes no controle do vôo do menino biônico. A marca merecia mais do que parece ser um game feito às pressas e sem nenhum carinho.