Binary DomainRETRAIR FICHA

Binary Domain

Do criador de "Yakuza", jogo de tiro coloca humanos e robôs em guerra na Tóquio do ano 2080.

  1. Desenvolvedora: Sega
  2. Lançamento: 14/02/2012
  3. Distribuidora: Sega
  4. Suporte: 1 jogador, cartão de memória
  5. Gênero: Third Person Action
8 Ótimo
13/03/2012

Análise: Binary Domain

Pablo Raphael
Do UOL, em São Paulo

Considerações

"Binary Domain" é um jogo que merece ser apreciado por suas mecânicas de combate sólidas, por seus bons momentos de ação e por sua leitura japonesa dos shooters em 3ª pessoa. O jogo é cheio de clichês - guerra contra robôs, fuzileiros durões, sociedade dividida, etc - mas apresenta uma nova visão para um gênero tipicamente ocidental.

Introdução

Criação de Toshihiro Nagoshi, o mesmo de "Yakuza", "Binary Domain" é um jogo de tiro em terceira pessoa. Mas não é um clone barato de "Gears of War", como foi "Quantum Theory". O game da Sega é um shooter sólido, com diversas características que lhe garantem identidade própria e que merece a sua atenção.

Pontos Positivos

  • Ambientação caprichada
  • "Binary Domain" se passa em Tóquio, no não tão distante ano de 2080. O cenário bebe de fontes como "Blade Runner", "Eu, Robô" e "Exterminador do Futuro", mas com o estilo oriental caractesrístico de Nagoshi.

    No jogo, um exército de robôs assola a capital japonesa e, para resolver o problema, é enviado um grupo de soldados de vários países, liderados por Dan - o típico fuzileiro norte-americano.

    A trama envolve grandes corporações, máquinas assassinas e pequenos dramas humanos - como as crianças pobres que roubam armas de soldados caídos - em uma mistura do clichê e da originalidade. É a visão japonesa da guerra entre o homem e as máquinas.

  • Combate sólido e ação frenética
  • Você atravessa cada estágio de "Binary Domain" mandando bala em robôs e, livre de miras automáticas, pode escolher com cuidado onde atirar. Acerte o braço para desarmar o inimigo, quebre sua cabeça e ele vai perder o controle, atirando a esmo, inclusive nos outros robôs. Arranque uma perna e a máquina vai se arrastar pelo chão, atirando e golpeando até ser aniquilada.

    O sistema de cobertura, tão caro à todos os jogos do gênero, está presente em "Binary Domain", mas os personagens são mais leves do que os brutamontes de "Gears of War". Não chegam ao estilo desajeitado de "Uncharted", também, afinal são soldados bem treinados que sabem se mover com precisão.

    Quando não estão trocando tiros com inimigos, os heróis se metem em sequências de ação das mais variadas, desde mergulhar para escapar de sensores, saltar de um prédio sobre um robô gigante ou escorregar em alta velocidade por uma tubulação, desviando de destroços perigosos.

    Cada fase de "Binary Domain" é uma pequena montanha-russa de combates e sequências de ação, que deixam você, jogador, sentado na beira do sofá esperando o que vai acontecer em seguida.

  • Relação entre os personagens
  • Cada membro do esquadrão de "Binary Domain" é um personagem estereotipado: temos o herói durão, seu colega brutamontes, uma sensual agente chinesa, um francês arrogante e assim por diante.

    Suas conversas são, em geral, diálogos esdruxúlos. O que torna a coisa interessante é que você participa das conversas e suas escolhas reforçam sua amizade com um dos colegas - geralmente em detrimento de sua relação com outro.

    Na prática, isso faz com que os companheiros mais próximos sejam mais eficientes e respondam melhor às suas ordens no calor do combate, e aqueles que você destratou, se tornam mais arredios e desobedientes.

  • Evolução e personalização
  • O jogo permite aprimorar os membros da equipe, com versões melhores das armas e, principalmente, chips que melhoram habilidades. Esses itens podem ser comprados ao longo do jogo e ocupam espaço em um pequeno inventário.

    Quanto mais poderoso o item, mais espaço ele ocupa e logo equipar os chips se torna um pequeno puzzle bem divertido.

Pontos Negativos

  • Comandos de voz não funcionam
  • Todos os diálogos e os comandos durante o combate podem ser executados através de um headset ou do Kinect, no Xbox 360. A idéia é bacana, mas na prática, não funciona tão bem. Muitas palavras simples não são reconhecidas pelo jogo, ou pior, tem o efeito oposto ao desejado.

    Para não passar raiva com "Binary Domain", deixe os comandos de voz de lado e use o controle para selecionar suas ordens e opções de diálogo.

  • Multiplayer desnecessário
  • "Binary Domain" possui uma modalidade multiplayer que não acrescenta nada ao game. É o tipo de coisa que está lá porque o pessoal do marketing disse que assim o jogo venderia no ocidente.

    Ao invés de investir em partidas mata-mata e de rouba bandeira - que são bem fraquinhas, comparadas à outros produtos similares disponíveis atualmente - a Sega poderia ter incluido um modo cooperativo na campanha principal, adição que seria muito bem vinda.

  • http://jogos.uol.com.br/playstation3/analises/binary-domain.htm
  • Leia a análise de 'Binary Domain'
  • 19/12/2014
  • PlayStation 3 - UOL Jogos
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  • @UOLJogos
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