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Dante's Inferno

Obra imortal de Dante Alighieri vira game de ação brutal estilo "God of War"

  1. Desenvolvedora: Electronic Arts
  2. Lançamento: 09/02/2010
  3. Distribuidora: Electronic Arts
  4. Suporte: 1 jogador
  5. Gênero: Ação
8 Ótimo
26/02/2010

Análise: Dante's Inferno

OTAVIO MOULIN
Colaboração para o UOL
Depois do sucesso de "Dead Space", um horror de sobrevivência espacial, o estúdio Visceral Games resolveu apostar em um novo game com mais ação, levemente baseado na primeira parte do poema épico "A Divina Comédia", de Dante Alighieri. Como a obra que lhe deu inspiração, "Dante's Inferno" explora a concepção ocidental do inferno cunhada na era medieval e a utiliza como cenário para combates frenéticos e brutais.

Rumo ao inferno

Batalha contra o gigante Cerberus
O enredo mostra o violento Dante em uma jornada ao inferno para tentar salvar sua amada Beatrice, que fez uma aposta com Lúcifer e acabou perdendo sua alma.O cavaleiro deve contar com ajuda do poeta Virgílio em sua descida aos círculos infernais para se redimir de seus pecados e se preparar para enfrentar o anjo caído em um duelo final. No meio do caminho ele ainda arruma tempo para julgar almas condenadas de figuras como Pôncio Pilatos, o poeta Orfeu e o rei Frederico II - e ganhar alguma vantagem com isso.

Ao contrário de seu sucesso de terror futurista, que adicionou algumas novidades a um gênero saturado, este novo projeto da Visceral não esconde a vontade de copiar "God of War" sem grandes variações. Espere combos brutais, coleta de orbes que servem para comprar upgrades, batalhas contra chefões gigantescos (com direito a indicações na tela de botões a serem pressionados para a finalização) e alguns quebra-cabeças de empurrar caixas ou girar engrenagens. Até mesmo as cores do herói Dante são as mesmas do irado Kratos, o que pode confundir algum desavisado que veja o jogo de relance.

A semelhança é gritante, mas não chega a ser fatal. O ponto fraco na comparação está na mecânica pouco balanceada de "Dante's Inferno". O protagonista conta com uma foice tirada das mãos da própria morte e um crucifixo repleto de truques, além de uma infinidade de upgrades, golpes e poderes especiais. O problema é que tudo isso é aproveitado superficialmente uma vez que os combates, em muitas ocasiões, não pedem mais do que o pressionar desvairado de um só botão.

Perto do final do jogo, a cena se reverte e é preciso mais finesse nas execuções, o que se perde graças aos ataques mais fortes que quebram a defesa e podem até matar o herói caído. Aliás, espere também mortes baratas e desnecessárias em alguns daqueles momentos Quicktime, que pedem que o usuário pressione os botões certos rapidamente, pois não há muito espaço para erro e o continue ressuscita o mocinho há poucos passos de distância.

Produção de luxo

Monstros e combos
Os combates podem perder o pique, mas a produção mantém o interesse em alta. O design do jogo é luxuoso e conta com animação fluida, ótima dublagem , além de sequências em animação 2D e 3D para narrar trechos importantes do enredo, fora as passagens criadas com o próprio motor gráfico do game.

Os cenários são fantásticos, muitos repulsivos, com fontes de ouro ali e paredes criadas por torturados ou valas de excrementos aqui. O clima é de desespero, opressão, e a narrativa se aproveita bem disso, com toques extras de nudez e escatologia que cabem no contexto. Os temas são pesados e tudo no jogo foi feito para não deixar que o jogador se esqueça disso.
  • http://jogos.uol.com.br/playstation3/analises/dantes-inferno.htm
  • Leia a análise de 'Dante's Inferno'
  • 29/07/2014
  • PlayStation 3 - UOL Jogos
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