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Battlezone

05/12/2006

da Redação
Em 1980 foi lançado um game de simulador, todo luxuoso, cuja tela aparecia dentro de um visor. O intuito era imitar as mesmas condições de estar dentro de um tanque de guerra. Esse era "Battlezone", talvez o primeiro game de "realidade virtual" da história. A máquina era tão avançada à época que o Exército dos EUA pediu um similar, com modificações próprias para treinamento militar.

Mais de 25 anos se passou e o nome "BattleZone" volta aos videogames, desta vez no PSP. Se os anos escoaram e a tecnologia evoluiu, a temática também não ficou no passado. Não que seja inovador. O novo jogo também tem combate de tanques, mas são versões flutuantes - hovercrafts, em inglês -, com uma mecânica naturalmente voltada para o multiplayer.

Jogos mortais

Em "BattleZone", o jogador comanda um tanque futurista e combate numa arena. Mas não se trata apenas de destruir os adversários, apesar de isso sempre ajudar; há vários tipos de regras, bastante comuns em modalidades multiplayer dos games. O game, na verdade, lembra bastante "Twisted Metal", clássico para PSOne de combate veicular, uma batalha sangrenta entre carros equipados com armas potentes.

O título faz referência a um misto de "esporte" e guerra. São oito países representados, como EUA, Alemanha, Rússia e Japão, e cada um deles possui uma máquina diferente. As maiores distinções estão nas armas e no ataque especial de cada um deles. Mas há outras características divergentes, mais discretas, como a velocidade e a defesa.

A visão é em terceira pessoa (mas é possível trocar para primeira) e os controles são típicos de games de tiro em primeira pessoa, porém adaptados para o PSP. Ou seja, usa-se sempre um dos direcionais e os botões de ombro para controlar o tanque. A configuração permite manobras como andar de lado e manter a mira nos oponentes, um clássico movimento de ataque e esquiva ao mesmo tempo. Há três configurações possíveis, que, se não são as ideais, dentro do que é possível fazer no PSP.

Equipado para destruir

Cada tanque possui dois tipos de armas principais. Canhões, mísseis, metralhadoras, tiros perseguidores, há uma variedade boa de artefatos de ataque. Para mirar, basta ajustar apenas a coordenada vertical, já que não é possível mirar para cima ou para baixo. Mas, em compensação, você e o alvo precisam estar sempre no mesmo plano. Quando alguém estiver na mira, um círculo vermelho aparece. As armas precisam de munição, que estão espalhados pelas fases ou podem ser pegos com inimigos mortos.

Os veículos também possuem uma arma especial, cujo efeito varia para cada modelo. O tanque americano tem a "power shot", um tiro poderoso, enquanto o japonês usa a EMP, que desativa as armas dos que forem atingidos pela onda. O modelo canadense congela os oponentes, enquanto o britânico fica quase invisível. Eles podem ser usados de tempos em tempos.

Ainda há operações comuns para todos os hovercrafts, como uma arma de curta distância, a "plasma fan", que é muito potente - deve ser usado junto com o turbo para dar uma batida quase mortal -, e o jato, que permite alcançar grande velocidade. O turbo tem capacidade limitada, mas se recupera com o tempo. É preciso se acostumar com a inércia, já que os veículos são flutuantes.

Bate-bate futurista

Há vários tipos de arena, muitos com estruturas relativamente complexas e locais secretos. Os melhores itens, como o escudo que protege o jogador por certo tempo ou o que faz o poder ofensivo dobrar, também temporário, aparecem nos locais mais inacessíveis e escondidos. Fora isso há recarga de munição, jatos de ar que fazem o veículo voar e interruptores que ativam artilharias, que miram em quem estiver por perto.

Como dito, a inércia atrapalha no início, principalmente se você está acostumado com games de tiro "comuns", a pé. Isso fica mais dramático com o turbo, já que você sai deslizando por um bom tempo. A velocidade "normal" parece devagar demais, mas talvez seja para aumentar a utilidade do jato. A mira é um pouco complicada, pois o círculo vermelho só aparece quando você estiver bem alinhado. O que acontece muitas vezes é, na hora de você atirar, o círculo já ter sumido. E o tiro vai pro espaço.

A câmera também pode atrapalhar, principalmente quando você estiver de costas para uma parede. Nesse caso, ou você tem a visão bloqueada ou a câmera passa a "filmar" por cima, e não vê nada do mesmo jeito. Por conta disso, é relativamente comum você ficar emperrado num canto. Além disso, quando os veículos ficam enroscados um no outro, é um pouco complicado para sair dessa situação. De vez em quando acontecem problemas de colisão. Numa das partidas, o veículo ficou "atolado" debaixo da terra. Sorte que havia um andar embaixo, senão seria preciso recomeçar a partida.

Arena para quatro tanques

As batalhas acontecem sempre com quatro participantes. Dependendo das regras, cada um pode competir por si ou formar times de dois integrantes. Por conta disso, não há muita diferença entre as modalidades para um jogador e multiplayer, apenas quem controla cada uma das máquinas.

O single-player match permite definir vários parâmetros de uma partida: as regras, o seu tanque, a arena, as armas e os upgrades, desde que tenham sido liberadas. Porém, apesar de não haver uma modalidade de história, a que mais se aproxima é o torneio, em que o jogador participa de combates com configurações pré-determinadas. Um terceiro lugar é o suficiente para passar para a próxima fase, mas, chegando em primeiro, extras são liberados, como novos tanques, armas, arenas etc. Ainda assim, não há muita variedade.

No fim, o game encontra sua vocação nas modalidades multiplayer em rede local. Porém, mesmo assim, não chega a ser muito empolgante, tampouco duradouro. No fim das contas, é um game de alcance limitado e com um valor não muito maior que a modalidade multiplayer de outros games.

Os seis tipos de regras abrangem o clássico mata-mata (chamado aqui de "deathzone"), seja um contra todos ou por times ("team deathzone"); capture-a-bandeira, em que o time deve levar a bandeira para sua base; "hotzone", cujo objetivo é manter, o máximo de tempo possível, tantos pontos estratégicos puder; "blackout", na qual o objetivo é encontrar e destruir o gerador da base inimiga; e a "lone wolf", que consiste em manter um objeto em sua posse o quanto puder.

O visual é caprichado, com fases relativamente amplas e de estruturas complexas, com muitas rampas, cavernas e outros lugares secretos. Os ambientes têm bastantes detalhes e alguns objetos destrutíveis. Os tanques ostentam enfeites também. O fluxo de tela não é dos mais suaves, mas o suficiente para manter ao controle em bons níveis.

Como um game que tem na destruição o ponto fundamental, a trilha sonora não poderia deixar de ser um rock nervoso, com guitarras distorcidas e baterias pesadas. Não é nada para prestar atenção, mas funciona bem para manter a agressividade dos combates. Os efeitos sonoros, intensos, e as dublagens, esparsas, dão conta do recado.

Diversão portátil e pequena

CONSIDERAÇÕES

"BattleZone" é um game adaptado para o estilo de vida de um portátil, sendo ágil e com partidas que duram em média cinco minutos. É um game basicamente multiplayer, modo no qual extrai o seu melhor, mas a diversão não dura por muito tempo. A modalidade de torneio tenta fazer com que o game valha a pena também com um jogador, mas, no final, trata-se de um jogo pequeno e limitado.

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Battlezone (PSP)

8 imagens

FICHA TÉCNICA
Fabricante: Paradigm Entertainment
Lançamento: 11/2006
Distribuidora: Atari
Suporte: 1-4 jogadores, cartão de memória
Outras plataformas: X360
RegularAvaliação:
Regular

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