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Mana Khemia: Student Alliance

26/03/2009

CLAUDIO PRANDONI
Colaboração para o UOL
Apesar de o gênero RPG já ser popular e consolidado no ocidente, fato é que o mercado japonês desfruta de uma seleção muito maior e variada de títulos. Aos poucos, parte dessas pérolas encontram o caminho para este lado do globo, dando chance a mais pessoas de experimentarem conceitos originais ou, no mínimo bizarros.

Parte do mérito por tal feito é da NIS America, que tem trazido títulos obscuros, como os da série "Atelier Iris". Infelizmente, ao passo que somos brindados com verdadeiras pérolas, o que acaba saindo de porcaria por lá ganha a mesma chance, o que é exatamente o caso de "Mana Khemia: Student Alliance", uma adaptação preguiçosa e mal feita de "Mana Khemia: Alchemists of Al-Revis", lançado originalmente para PlayStation 2 em 2007.

Falhas desagradáveis

A história é manjada e cheia de clichês. O herói é Vayne Aurelius, um moleque que não possui lembrança de todo o próprio passado. Após a morte do pai, passou a viver como nômade, tendo apenas a companhia do gato Sulpher, com quem ele conversa, visto que é algum tipo de gato mágico que fala (e dono de uma rabugentice tremenda).

Ele não sabe, mas é dono de um imenso poder o qual está prestes a descobrir. O estopim para isso é o convite para ingressar numa faculdade de alquimia. Lá ele conhece todos os personagens padrão de RPGs: a menininha graciosa que parece ser o casalzinho do herói, o guerreiro forte e bonachão, a moça aventureira de espírito livre e por aí vai.

A exploração se dá quase que unicamente por meio de menus e deve-se habituar à vida no campus da universidade, participando de aulas, atividades extracurriculares e outras tantas tarefas. A rotina na escola mágica acaba parecendo uma mistura de Harry Potter com "Persona".

Conforme se progride no ensino, os heróis aprendem a forjar itens e equipamentos (sendo que nesta versão de PSP há itens adicionais) que serão úteis para as batalhas, que por sua vez adotam o clássico estilo de turnos. Sem complicar ou inovar absurdamente, "Mana Khemia" traz um sistema de personagens reservas, que podem entrar em certos momentos na batalha para auxiliar, uma boa tentativa de adicionar dinamismo e diversidade aos embates.

Infelizmente, qualquer boa intenção dos elementos citados acima é destruída por incompetência técnica. A que mais salta à vista são as excessivas telas de carregamento de dados (os chamados 'loadings'). Todo tipo de transição de tela é marcada por um carregamento, o que atravanca o ritmo de jogo. Mesmo optando por instalar parte dos arquivos no cartão de memória do aparelho o excesso chateia.

Para piorar, o visual é pobre e infestado de quedas abruptas de velocidade e texturas em péssima resolução pelos cenários. Ainda que os personagens sejam bonitos e coloridos, o restante é tão sem graça que desanima. Um modo para vários jogadores até tenta compensar as falhas por meio de uma certa inovação e interatividade com amigos, mas as falhas permanecem e, portanto, só incomodam ainda mais.

CONSIDERAÇÕES

"Mana Khemia: Student Alliance" é uma adaptação muito fraca de um ótimo jogo de PlayStation 2. As falhas técnicas são tantas e tão contundentes que desanimam e certamente afastarão muitos jogadores. Uma pena, visto que o enredo é interessante e os sistemas de batalha e criação de itens empolgam. A menos que seja um fã ardoroso de RPGs nipônicos e não tenha experimentado "Mana Khemia" no PS2, dificilmente verá motivos para se dedicar a este jogo.

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GALERIA

Mana Khemia: Student Alliance (PSP)

57 imagens

FICHA TÉCNICA
Fabricante: Gust
Lançamento: 10/03/2009
Distribuidora: NIS America
Suporte: 1-2 jogadores, cartão de memória
Outras plataformas: PS2
DispensávelAvaliação:
Dispensável

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