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Phantasy Star Portable

12/03/2009

CLAUDIO PRANDONI
Colaboração para o UOL
Desde o primeiro "Phantasy Star Online", de 2000 para Dreamcast, a Sega não acerta mais a mão com a principal franquia de RPG da empresa. Os episódios clássicos de Mega Drive cativaram milhares de fãs e trouxeram idéias inovadoras ao gênero, os episódios online lançaram o gênero em consoles caseiros (ainda que não tenha emplacado de forma absoluta), mas de lá pra cá tudo o que vemos são produções genéricas, que pouco aproveitam o legado da franquia e em nada tentam inovar.

Infelizmente, "Phantasy Star Portable" continua essa linhagem. Continuação direta do mediano "Phantasy Star Universe", o título é basicamente um recorte da aventura original, reduzindo a exploração em cidades e outros lugares a conversas em menus e adaptando de maneira simplória, quase medíocre, as batalhas e explorações de labirintos.

Mesmice em miniatura

O enredo não se esforça em ser atraente: após a épica batalha travada em "Phantasy Star Universe", a galáxia parece em paz. Porém, uma misteriosa ameaça surge e no meio disso tudo está você, um guardião recém-formado que acaba sendo tragado à tempestade de eventos.

Clichê dos clichês que acaba se aplicando também à estrutura de jogo. Para transitar entre lugares não há complicação ou emoção já que tudo acontece por meio de menus, ilustrados por cenas estáticas de ambientes. Conversas seguem esse padrão, pecando por apresentarem sprites parados dos personagens, mas ao menos oferecendo dublagem - mesmo que mal interpretada em partes.

O enredo procede por meio de missões às quais se pode escolher livremente. Algumas meramente servem para expandir a aventura e ganhar novos itens, ao passo que há aquelas que efetivamente fazem a história evoluir.

Ação mesmo só nos calabouços que adaptam totalmente a mecânica de "PSU" ao PSP. Até mesmo os controles são similares - na verdade iguais, apenas adaptando-se à falta dos botões L2 e R2. Os combates são cheios de ação e todos em tempo real, primando, assim como em "PSU", por um ritmo agradável e grande variedade de opções de golpes, itens e habilidades para usar. Como é de se esperar neste estilo de aventura, a quantidade de itens para procurar e colecionar é também gigantesca.

Um grande pecado é a taxa de frames incômoda, que por vezes fica muito baixa e lenta, tornando a exploração maçante - algo auxiliado ainda pela trilha sonora insossa.

A salvação da lavoura para muitos pode acabar sendo o modo para vários jogadores. Apesar das falhas citadas, "Phantasy Star Portable" não deixa de ser um RPG de exploração de calabouços minimamente decente e a partidas entre muitas pessoas propiciam doses infinitas dessa brincadeira. Muitas não, já que há um limite de quatro aventureiros em rede local e alcançar esse limite compromete seriamente a velocidade de jogo. Tristemente, o ideal é curtir as diversas missões apenas em dupla.

CONSIDERAÇÕES

Continuação preguiçosa do pouco inspirado "Phantasy Star Universe", "Phantasy Star Portable" não honra o nome da série e traz poucos motivos para ser jogado. O simples fato de ser um game de exploração de labirintos com bons gráficos e combates um pouco divertidos será o bastante para convencer os aficionados do gênero, mas os problemas de taxa de quadros, falta de melhor acabamento e o falho modo para vários jogadores demoverão na hora outros entusiastas de RPG e ação.

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GALERIA

Phantasy Star Portable (PSP)

98 imagens

FICHA TÉCNICA
Fabricante: Alpha System
Lançamento: 03/03/2009
Distribuidora: Sega
Suporte: 1-4 jogadores, cartão de memória
RegularAvaliação:
Regular

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