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28/09/2006 - 11h04
Direto da X06: "Gears of War" (X360) é épico; leia impressões

THÉO AZEVEDO
Enviado especial a Barcelona


Na X06, havia "Gears of War" para todos os gostos: single-player e multiplayer versus e cooperativo. Na E3 2006, o UOL já testara uma partida em rede local e, desta vez, foi o momento de colocar as mãos na versão solo - por sinal, era a mesma jogada por Cliff Blezinski na conferência da Microsoft durante a feira de games norte-americana.

Primeiro, veio o tutorial, com um pouco da história de "Gears of War", no ato Ashes, e algumas orientações básicas sobre comandos e ordens de ação aos parceiros de time. Com uma ação incessante em terceira pessoa, o jogo teria tudo para cair no mar da mesmice, mas o trabalho de ambientação da Epic Games é tão brilhante que fica difícil não considerar, desde já, "Gears of War" um épico.

Os cenários mostram uma prisão desolada, com cadáveres e sangue por todos os lados, numa atmosfera obscura. Logo, chegam os primeiros inimigos e entra em cena o estilo de jogo baseado na arte de se proteger atrás dos obstáculos do cenário. Bancar o Rambo é fazer de morte uma questão de (pouco) tempo, portanto, é preciso paciência até aprender a lidar melhor com a mira do game e, sempre sob proteção, travar tiroteios com os oponentes.

O interessante é que a inteligência artificial força você a mudar de estratégia com freqüência, pois nem sempre os inimigos permanecem no mesmo lugar e adotam a mesma tática. Há momentos que eles simplesmente somem e, se você descuidar, lhe surpreendem pelos flancos.

Com isso, "Gears of War" não apenas evita a repetição como cria um ritmo alucinante que, somado aos quebra-cabeças (ainda que nada complexos, pelo que vimos), dá vida a um game viciante, daqueles que torna difícil desligar o videogame.

"Gears of War" é mesmo tudo o que promete e, se bobear, ainda um pouco mais. Um cartão de visitas perfeito para as maravilhas das quais a Unreal Ungine 3 é capaz e um potencial best-seller do Xbox 360.

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