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10/10/2008 - 14h49

Direto da TGS: "Star Ocean 4" é um legítimo RPG japonês

AKIRA SUZUKI
Colaboração para o UOL
Se "The Last Remnant" é o RPG da Square Enix que representa a inovação, ao menos no que diz respeito aos combates, "Star Ocean 4: The Last Hope" segue todos os preceitos de um RPG tipicamente japonês, com grafismo de desenho animado e combates baseados em encontros. Trata-se de mais uma munição da Microsoft para o seu Xbox 360 ganhar território no mercado local.

A história do game acontece em 2064, depois que humanidade comete seu "terceiro grande erro". A mais nova Guerra Mundial coloca o planeta Terra na berlinda, e cabe a jovens aventureiros a missão de explorar o espaço para encontrar um novo lar para a raça humana. Essa aventura acontece no ano 10 da Era Espacial, ou seja, "Star Ocean 4" conta uma história anterior a todos os outros episódios. A dupla de herói e heroína, outra característica marcante dos RPGs japoneses, é composta pelos exploradores Edge Maverick, jovem de 20 anos especializado em luta de espadas, e Raimi Saionji, 19 anos, exímia manejadora de arco e flecha.

A demonstração exibida na Tokyo Game Show trouxe como cenário uma caverna localizada numa terra gelada. A exploração é bastante tradicional, contando com baús e inimigos pelo caminho. Sim, as criaturas estão visíveis no mapa, e quando percebem a presença do jogador, passam a persegui-lo. A batalha acontece quando há o encontro, mas há vários jeitos de isso acontecer: quem for pego pelas costas, sai em desvantagem no combate. O problema é que, quando se acessa uma nova área, a câmera nem sempre está posicionada no melhor ângulo, e não foi raro um inimigo surpreender de um ponto cego.

Um épico interplanetário

A batalha acontece numa arena própria e a mecânica de controle lembra a de um jogo de ação. Esse esquema é típico de games da Tri-Ace e de franquias de RPG como "Tales of". Em "Star Ocean 4", o jogador pode se mexer livremente pelo cenário, atacando os inimigos com o botão A e usando habilidades especiais com o gatilho direito. O restante do grupo fica a cargo do computador, mas o jogador pode assumir qualquer um dos personagens, acessando-os através dos botões de ombro. Como estratégia, às vezes vale a pena servir de isca para os inimigos, que ficam perseguindo o jogador enquanto seus companheiros ficam alvejando os oponentes com magias e armas de longo alcance. Nem sempre o combate termina com a extinção de todos os monstros, pois novas levas de criaturas podem aparecer na mesma sessão de luta.

O capítulo anterior de "Star Ocean" saiu em 2003, para PlayStation 2, e passada uma geração de console, o visual foi o que mais evoluiu. Com o poder processamento e a capacidade de lidar com visual em alta definição fez os personagens ficarem mais complexos. Mas a impressão que se tem é que são feitos de plástico, pelo brilho característico que exibem os modelos 3D. O estilo de arte lembra o de games como "Xenosaga", ou seja, bebe na fonte dos animes. Enfim, "Star Ocean 4: The Last Hope" tem todos os elementos para agradar aqueles que estão buscando um RPG tipicamente japonês.

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