Dead Rising 3RETRAIR FICHA

Dead Rising 3

Exclusivo para Xbox One, jogo de ação da Capcom traz mundo aberto abarrotado de zumbis.

  1. Desenvolvedora: Capcom
  2. Lançamento: 22/11/2013
  3. Distribuidora: Capcom
  4. Suporte: 1 jogador, multiplayer online
  5. Gênero: Third Person Action
8 Ótimo
09/12/2013

Análise: Dead Rising 3

Pablo Raphael
Do UOL, em São Paulo

Considerações

Entre os primeiros jogos do Xbox One, "Dead Rising 3" é o que menos se destaca visualmente. É fácil imaginar que, com alguns zumbis a menos, o game da Capcom figuraria fácil no Xbox 360. Ainda assim, é um dos jogos mais divertidos e duradouros da safra inicial da nova plataforma, com um mundo aberto cheio de segredos para se explorar e que não poupa o jogador da violência gratuita típica da franquia.

A decisão da Capcom em deixar um pouco de lado as restrições de tempo presentes nos "Dead Rising" anteriores fez bem ao jogo, que pode ser melhor apreciado pelos jogadores sem correr contra o cronômetro todo o tempo. Mas, caso você curta o desafio adicional, o jogo oferece o modo Pesadelo, que lembra muito o ritmo dos games anteriores.

"Dead Rising 3" não cativa o jogador pelos gráficos "de nova geração" nem pela inovação, mas por um elemento importante em jogos de qualquer época: a diversão descompromissada e escapista de seu apocalipse zumbi.

Introdução

Após se aventurar em um shopping e em um complexo de cassinos, a franquia "Dead Rising" dá um salto considerável em seu terceiro título: agora, a infestação zumbi toma uma cidade inteira, Los Perdidos. A réplica da californiana Los Angeles não é tão grande quanto Los Santos em "GTA V", mas cumpre bem seu papel como parque de diversões sangrento.

Você controla o mecânico Nick Ramos e precisa escapar da cidade tomada pelos mortos-vivos antes que um bombardeio militar destrua tudo na região. Claro, as coisas não são tão simples e é preciso ir e voltar por diversas áreas da cidade ao longo dos sete dias que compreendem a aventura.

"Dead Rising 3" oferece também suporte para multiplayer cooperativo online e um desafiador modo Pesadelo, com mecanismos de tempo mais exigentes, que remetem aos games anteriores. Para completar, o jogo está todo em português.

Pontos Positivos

  • Los Perdidos
  • O cenário de "Dead Rising 3" é o que torna o game divertido: Los Perdidos é uma metrópole cheia de ruas, lojas, restaurantes, museus e outras paragens para explorar. Suas ruas e avenidas são infestadas por mortos-vivos em quantidades generosas, prato feito para os fãs do gênero e também para quem curte uma boa pancadaria despreocupada.

    Por ser uma cidade aberta, Los Perdidos permite que você guie carros e motos pela rua, atropelando e arrastando zumbis pelo caminho. Há uma boa variedade de veículos para usar e Nick pode construir outros, da mesma forma que cria armas malucas com o material disponível. O jogo também oferece vários itens colecionáveis, plantas para novos equipamentos e missões paralelas, seja salvando civis pelas ruas da cidade ou procurando pelos psicopatas - inimigos que rendem ótimas missões, como a bruxa gótica no cemitério, o monge a lá "Pai Mei" e outras figuras caricatas.

    A cidade é grande o bastante para que você visite os capítulos do jogo mais de uma vez, até conseguir encontrar e fazer tudo que gostaria. Completar "Dead Rising 3" é relativamente fácil, mas fazer isso com 100% do jogo é outra história.

  • Diversão sem compromisso
  • A principal mudança de "Dead Rising 3" em relação aos jogos anteriores está no gerenciamento do tempo. Você não precisa correr desesperadamente para terminar cada pequena missão. Mesmo os encontros com psicopatas são bem generosos com o jogador - leva dias para "perder" algum deles. Isso torna a jogatina mais divertida e descompromissada, permitindo que você explore melhor o cenário.

    Se conseguir a façanha de não completar um episódio a tempo (coisa difícil de acontecer), você não é penalizado tão duramente: é possível recomeçar do episódio em questão e não voltando para o começo do jogo, como acontecia nos outros "Dead Rising".

    Para completar, o game mantém o bom humor característico da franquia, mesmo que em alguns momentos Nick e sua turma tentem passar alguma sensação de drama para o jogador. Seja ao vestir trajes no mínimo exóticos, nos veículos insanos que você constrói ou na variedade absurda do arsenal - basicamente tudo que você pode pegar, você pode usar para abater inimigos - "Dead Rising 3" sempre consegue colocar um sorriso no rosto do jogador enquanto esmaga e despedaça os mortos-vivos.

  • Ação simples e variada
  • O combate em "Dead Rising 3" consiste em acertar golpes fracos e rápidos ou fortes e lentos (principalmente na recuperação do movimento) em seus inimigos. Você também pode atirar com armas de foto ou arremessar coisas, explodir carros e barris de combustível. Dirigir por cima dos adversários é uma opção válida, seja com o esportivo em alta velocidade, um carro blindado ou mesmo uma cruza de motocicleta e rolo compressor equipada com um lança-chamas.

    Dentro dessa fórmula simples, o jogo oferece uma imensa variedade de objetos que podem ser usados para golpear os zumbis e outros inimigos que surgem pelo caminho. Pegar e experimentar cada uma é uma recompensa por si só. Juntar duas delas em equipamentos exóticos é ainda melhor.

    Além do alto poder destrutivo, existem várias peças que fazem referência a outros jogos da Capcom, em especial "Street Fighter". Equipe as "luvas do dragão" e Nick vai sair por aí dando Shoryukens, como os caratecas Ryu e Ken. Junte uma máscara de Blanka e uma bateria de carro e você cria uma armadilha capaz de eletrocutar dezenas de inimigos.

    Cada arma conta com movimentos próprios e ataques especiais - alguns deles acionados após fazer uma longa sequência de execuções. Os veículos especiais tem seus próprios ataques extras - desde canhões e metralhadoras até uma explosão tóxica que destrói um caminhão de lixo, levando todos os zumbis ao redor com ele.

  • Boa dublagem
  • O enredo de "Dead Rising 3" não é algo notável. É uma paródia dos dramas pós-apocalípticos tão na moda nos últimos anos, que tenta se levar à sério uma vez ou outra. Os personagens são divertidos, principalmente Nick e Rhonda, líder do grupinho de sobreviventes do qual você faz parte. A trama, assim como menus e todos os elementos da interface, está toda em português. A dublagem de "Dead Rising 3", por sinal, é muito boa, tanto nos personagens principais quanto nos encontros menores com psicopatas e civis presos em meio aos zumbis.

  • Modo Pesadelo
  • Para quem sente falta da corrida contra o relógio que marcou os games anteriores, "Dead Rising 3" oferece a opção de jogar no modo Pesadelo. Liberada desde o começo do jogo, essa modalidade traz um ritmo mais acelerado para o jogo, além da necessidade de salvar o progresso manualmente em 'save points' dispersos ao invés dos 'saves' automáticos da aventura normal.

    Mesmo que as mudanças tenham feito "Dead Rising 3" mais acessível para um público amplo, é legal ver que a Capcom incluiu a opção de jogar "à moda antiga", adicionando desafio para os fãs veteranos.

Pontos Negativos

  • Controle sem precisão
  • O sistema de controle de "Dead Rising 3" é simples e, em geral, funciona bem. Mas alguns comandos de voz às vezes demoram demais para serem reconhecidos, o que quebra a imersão. Da mesma forma, o fato de Nick sempre trocar o que tem na mão por um item próximo - e nem sempre o item que você quer pegar, quando vários estão amontoados, torna as batalhas contra chefes ou hordas grandes demais um tanto frustrantes.

    O mesmo vale para os combos executados por algumas armas, como a katana ou a lança de kung-fu. Uma vez iniciada a sequência, você não tem como interromper o movimento - e isso em certas horas te coloca de costas para zumbis enfurecidos ou pior, adversários humanos que conseguem ser mais resistentes do que os mortos-vivos.

  • Problemas técnicos
  • O principal atrativo de "Dead Rising 3" como um jogo "de nova geração" está na quantidade enorme de mortos-vivos que o game coloca na tela. Processar tantos zumbis geralmente é uma atividade que "Dead Rising 3" faz com maestria, mas ocasionalmente, a taxa de quadros despenca. Pior ainda, surgem problemas na geração de texturas e outros bugs.

    Mas a maior falha técnica de "Dead Rising 3" são as telas de carregamento, os infames 'loadings'. Ao entrar em uma nova área ou no começo de um capitulo, é aceitável que o jogo demore um pouco para processar todas as informações e gerar o mapa cheio de possibilidades. Mas ter que esperar por esse carregamento a cada morte do seu personagem é desapontador, ainda mais por se tratar de um jogo exclusivo para uma plataforma parruda como o Xbox One.

  • http://jogos.uol.com.br/xboxone/analises/dead-rising-3.htm
  • Leia a análise de 'Dead Rising 3'
  • 30/07/2014
  • PlayStation 4 - UOL Jogos
  • UOL Jogos
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AVideoanálise

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