Análises

"DiRT 4" mostra que games de corrida realistas não precisam ser chatos

Rodrigo Lara

Do Gamehall

12/07/2017 09h52

Não é exagero nenhum considerar o rali como a categoria mais extrema do automobilismo. Afinal, trafegar por estradas com diferentes tipos pavimentos, com velocidades insanas e uma margem praticamente inexistente para erros exige, em doses semelhantes, habilidade e coragem. 

Montagem/UOL
Game testado no PlayStation 4 Imagem: Montagem/UOL

Separado da ação "por uma tela", o jogador de "DiRT 4" precisará muito mais da parte "habilidade" para se dar bem no game. O lado interessante disso tudo é que apesar de ser um jogo de corrida muito menos permissivo do que opções "arcade" disponíveis no mercado, ele consegue um bom equilíbrio entre simulação e diversão, algo que não ocorre, por exemplo, com "Assetto Corsa" - apenas para citar um game mais voltado à simulação.

Em resumo: "DiRT 4" não é chato.

Para novatos e experientes

Boa parte da afirmação acima vem do fato de que "DiRT 4" é um game acessível e não te obriga a ter uma habilidade extraterrestre para se dar bem.

Isso é cortesia da adoção de dois perfis distintos de pilotagem, ambos com nomes bem sugestivos: Gamer e Simulation. Mais do que simplesmente ativar ou desativar auxílios, como controles de tração e estabilidade, escolher entre uma dessas opções implica em mudanças mais profundas que incluem até mesmo a física do game.

Por exemplo: no modo Gamer, o carro para em distâncias menores e o jogador sente menos os efeitos do terreno, simplificando a pilotagem. É um modo indicado para quem vai jogar utilizando um controle, não um volante. Já o Simulation torna tudo mais complicado e exige uma precisão difícil - mas não impossível - de ser alcançada com um controle padrão.

Reprodução
Acessível, mas não fácil: "DiRT 4" coloca o jogador em situações complicadas, como corridas noturnas e com neblina; equilíbrio entre velocidade e cautela é receita básica para vitórias Imagem: Reprodução

Em ambos os casos, existem ainda opções para ajustes finos. É possível utilizar o modo Gamer, porém desativar controles de tração e estabilidade e utilizar câmbio manual. Ou então usar o Simulation, mas ativar esses auxílios.

O resultado disso tudo é que "DiRT 4" consegue melhorar em um ponto no qual "DiRT Rally", de 2015, já brilhava: ao escolher as opções mais adequadas às suas habilidades, é muito difícil que os jogadores não tenham uma experiência satisfatória - e, surpreendentemente, pouco frustrante para um game que aposta no realismo.

Neste ponto, fica faltando apenas uma mecânica de replay igual à vista, por exemplo, na série "F1" da própria Codemasters. Caso o jogador cometa um erro mais sério, há apenas duas opções: recomeçar uma corrida (o número de reinícios é contado e varia de acordo com a dificuldade) ou lidar com a barbeiragem.

Rumo ao topo

"DiRT 4" oferece algumas opções interessantes para os jogadores se divertirem. Há o trivial modo carreira, que se desenvolve na forma de eventos separados por disciplinas - "Rally", "Rallycross", "Land Rush" e "Historical Rally" - e, dentro de cada uma delas, dividido em categorias que reúnem tipos específicos de veículos.

Reprodução
O modo carreira possui campeonatos temáticos, divididos por categorias de competições e também por tipo de carros que podem ser usados Imagem: Reprodução

Nele é possível criar e disputar as provas com uma equipe própria. Isso também cria um aspecto de gerenciamento no game, já que o jogador precisa optar por contratar diferentes profissionais, como engenheiros e mecânicos, com habilidades distintas. Atuar com uma equipe própria, porém, rende mais dinheiro ao final das corridas, facilitando o acesso a carros novos e melhorias para os veículos que você já possui.

Além desse modo, outro bastante atrativo é o "Competitive", no qual o jogador disputa desafios diários, semanais e mensais disponíveis para a comunidade do jogo. Fora ele, também há modos multiplayer online mais convencionais e também o "Joyride", que reúne uma espécie de "playground automotivo" no melhor estilo das "Gymkhana" vistas em "DiRT 3".

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Há uma ferramenta que gera pistas de forma aleatória, tomando por base apenas algumas escolhas feitas pelo jogador em relação a características gerais da pista Imagem: Reprodução

Quem quiser criar o próprio campeonato tem na ferramenta "Your Stage" uma grande aliada. Ela cria pistas aleatoriamente, levando em conta premissas básicas estipuladas pelo jogador, como o tipo de terreno, a distância e a complexidade das curvas. É uma forma de aumentar a longevidade do game. 

Quase perfeito

Em termos visuais e sonoros, "DiRT 4" mantém o nível das produções da Codemasters e isso é uma ótima notícia: tanto no PlayStation 4 e no Xbox One quanto (e principalmente) no PC, o game é belíssimo na parte visual e possui uma parte sonora extremamente competente.

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Visual é um dos pontos altos do jogo e tanto carros quanto cenários são bem modelados e transpiram realismo Imagem: Reprodução

O tropeço fica por conta da ausência completa de qualquer trabalho de localização. Não há uma palavra sequer em português neste game, nem mesmo nos menus. Isso implica que, caso o jogador não domine o inglês, ele poderá ter alguma dificuldade na hora de compreender instruções mais complexas do navegador, por exemplo.

De qualquer maneira, é um tropeço que não ofusca o brilho do game. Com um vasto conteúdo, pistas "infinitas" e uma comunidade ativa, é fácil dizer que "DiRT 4" é um sucessor à altura de "DiRT Rally" e tem lugar garantido no pódio dos games de corrida.

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