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Jogo rápido: "Dead Cells" vicia ao testar determinação do jogador

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"Dead Cells" é um dos melhores jogos indie de 2018 Imagem: Divulgação

Rodrigo Lara

Colaboração para o UOL, em São Paulo

15/08/2018 04h00

Confesso que aguardava ansiosamente pelo lançamento de "Dead Cells", game que chegou no último dia 7 de agosto em versões para PC (R$ 37,99), PlayStation 4 (R$ 89,50), Switch (R$ 100) e Xbox One (R$ 49).

Além de ser um fã do gênero metroidvania e de games mais difíceis, havia muitos comentários positivos de quem jogou a versão de acesso antecipado do jogo. Além disso, trailers mostravam uma jogabilidade ágil, bastante influenciada pelo tipo de equipamento do personagem e aquele estilo visual que fisga quem curte arte com pixel.

Liguei o game - no caso, a versão para Switch -, comecei a jogar e, quando fui perceber, já tinham passado três horas.

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Nesse período, morri diversas vezes, mas em nenhum momento senti um impulso de largar o game. "Dead Cells" utiliza o conceito "roguelite", que se refere a games onde cada partida é diferente da anterior, mas o jogador mantém parte do progresso.

Ainda que morrer signifique recomeçar o jogo, o fato de ter acesso a itens e armas mais poderosas - que ainda precisam ser encontradas no jogo, é bom deixar claro -, além de poderes que ficam permanentes no personagem (como a possibilidade de quebrar o chão ou escalar paredes) é um bom antídoto para a frustração.

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"Dead Cells" é desafiador e premia jogadores persistentes Imagem: Divulgação

Pensou, fez

Por se tratar de um game em que a jogabilidade é peça central da experiência, afinal você terá que encarar inimigos, chefes e ameaças pelo cenário que requerem comandos precisos, esse foi um dos pontos que mais prenderam minha atenção.

É seguro dizer que a jogabilidade é parte fundamental da proposta de "Dead Cells", que faz de tudo para frustrar o jogador. Em nenhum momento você sentirá que morreu por culpa do jogo, mas sim por ter cometido algum erro, não ter itens bons o suficientes ou, simplesmente, porque o desafio proposto estava além das suas habilidades.

De qualquer maneira, não espere chegar ao final do game nas primeiras tentativas.

Basicamente, você consegue fazer tudo que pensar enquanto explora os cenários de "Dead Cells". Isso faz com que o combate do jogo seja rápido e bonito, o que ajuda a passar uma sensação de "olha, eu sou ótimo" ao jogador.

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Jogabilidade varia de acordo com a arma equipada Imagem: Divulgação

Isso, claro, até ele ser esmagado por um inimigo.

Muito dessa jogabilidade refinada vem das armas - que aparecem aleatoriamente pelas fases do game. Jogar com uma espada rápida é totalmente diferente de quando você está com um martelo gigante ou, ainda, com um arco. Além disso, há granadas, armadilhas de chão, entre outros acessórios. Cabe ao jogador encontrar um estilo que agrade e, claro, se adaptar às circunstâncias.

Vários games em um

Ao longo da jogatina, o jogador descobre aos poucos a história do game. Não que essa seja a ênfase de "Dead Cells", mas é sempre bom ter alguma ideia de "como, onde e por que".

As fases são geradas proceduralmente, então há variações de inimigos e plataformas, ainda que o cenário básico seja o mesmo para cada uma. Elas são interconectadas, mas o jogador pode seguir ao menos dois caminhos em cada uma delas.

O game também tem um aspecto que deve agradar bastante quem curte "speedruns": há um incentivo para que cada fase seja completada o mais rápido possível, já que sempre no início de cada uma há uma porta que fica aberta até um determinado tempo de jogo. E, em geral, ela esconde itens poderosos.

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Game premia tanto jogadores apressados quanto os metódicos Imagem: Divulgação

Assim, o jogador tem que escolher entre matar muitos inimigos e explorar meticulosamente cada canto do cenário em busca de itens que melhoram seus atributos ou arriscar tudo, correr e tentar pegar os itens que estão por trás dessas portas abertas por tempo limitado.

São escolhas simples, mas fundamentais para o andamento do jogo e que ajudam a dar um ar de novidade sempre que se começa uma nova partida.

No final das contas, "Dead Cells" é um jogo totalmente recomendado para que curte exploração, desafios e um incentivo constante para que você melhore suas habilidades. Se você se identifica com esses três quesitos, "Dead Cells" será facilmente um de seus jogos favoritos por muito tempo.

Assista ao trailer de lançamento do jogo