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Fire Emblem: Radiant Dawn

14/01/2004 18h11

A série "Fire Emblem" pode parecer novidade para os ocidentais, que só vieram a conhecer ela pela primeira vez com a participação de Marth e Roy em "Super Smash Bros. Melee". Na verdade, eles participaram do primeiro, terceiro (Marth), quinto e sexto (Roy) episódios de uma série que começou no Japão no console 8 bits. O sétimo jogo da série, que se passa vinte anos antes da estréia de Roy no quinto jogo, é a versão americana - e uma boa maneira de inteirar aqueles que não falam japonês à série.

Produzido pelo mesmo estúdio de "Advance Wars", "Fire Emblem" tem muito em comum com o outro jogo 2D de estratégia: você deve controlar tropas em um mapa, movendo suas peças em turnos alternados com o computador. Os armamentos respeitam um triângulo que as faz mais fracas contra certas armas, mas mais fortes contra outras. Um longo tutorial e um sistema intuitivo faz com que o game seja acessível para qualquer jogador que fale inglês. Mas ao ultrapassar essas semelhanças, "Fire Emblem" se prova bastante diferente - mas nem por isso pior.

Tropas únicas

A maior mudança está nos seus soldados. Você encarna um estrategista que deve controlar personagens únicos, cada qual ganhando níveis como em um RPG e pertencendo a uma classe específica. As classes contam com diferentes poderes e habilidades, e podem até ser promovidos com o uso de itens raros. Você não pode criar novos soldados (apesar de poder recrutar certos lutadores opcionais se completar certos objetivos), e uma vez derrotados em batalhas, eles jamais podem ser usados pelo resto do jogo - apesar de ainda aparecerem na trama.

Essas pequenas mudanças fazem com que o jogador fique ainda mais ligado aos seus companheiros, e evitar que eles sejam derrotados é um dos maiores desafios do game. Juntos, eles são carregados por uma longa trama de traição em inúmeras viagens por toda a extensão do continente em que "Fire Emblem" se ambienta. Missões podem exigir que você domine um castelo, defenda uma pessoa, sobreviva por um determinado tempo ou mate todos os oponentes.

Guerra para qualquer gosto

O game prima por sua acessibilidade, encontrando um bom equilíbrio entre desafio e satisfação. Como o jogo é automaticamente salvo a cada movimento de personagem, a única maneira de desfazer um erro é recomeçando a batalha desde o começo. E com a restrição de derrotas, cada decisão deve ser minuciosamente planejada. Além disso, esse save permite que você pare de jogar a qualquer momento, podendo recomeçar no mesmo ponto.

Talvez o pior problema de "Fire Emblem", especialmente quando comparado com "Advance Wars", é uma execução um tanto primária da opção multiplayer. Esta se resume a um combate entre dois times de personagens, se enfrentando em duelos intercalados. Uma recriação dos mapas do jogo poderia ter aumentado exponencialmente o apelo do game.

Nota: 10 (Imperdível)