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Madagascar: Escape 2 Africa

04/12/2008 19h16

Cheio de animação
Depois do bom trabalho realizado pela Activision na adaptação de "Kung Fu Panda" para os videogames, o lançamento de "Madagascar: Escape 2 Africa" - novo filme de animação computadorizada da Dreamworks que por aqui chega simplesmente como "Madagascar 2" - parecia livre dos habituais problemas de produção de games licenciados, que geralmente apresentam vários bugs e produção relaxada. Infelizmente não foi bem o que aconteceu. Embora a empresa não tenha lançado um jogo desastroso em sua execução, o resultado é decepcionante diante da falta de criatividade dos desenvolvedores e de uma estrutura mais empolgante.

Festival de minigames

A princípio o jogo tenta seguir a história do filme, que parte de onde o primeiro parou, com a turma liderada pelo leão Alex na ilha de Madagascar. O grupo, acompanhado do esquadrão de pingüins e outros amigos, decide partir em um vôo de volta pra a cidade de Nova York. No caminho algo dá errado e aeronave acaba caindo no meio da selva africana, forçando o grupo a explorar a região em busca de peças para que os pingüins possam tentar consertar o veículo.

De fotógrafo a dançarino
A sinopse é levemente utilizada no jogo, que toma várias liberdades para encaixar os vários desafios que propõe. Ao contrário do que possa parecer, "Madagascar: Escape 2 Africa" não é um game de plataforma tradicional, em que você controla um personagem que deve saltar por obstáculos, enfrentando inimigos e coletando objetos até o final de uma fase. Apesar de tais elementos estarem presentes, são apenas artifícios facilmente reconhecíveis que servem como elo entre uma infinidade de minigames que preenche o pacote.

E são os mais variados. Há o desafio de chutar bolas de futebol contra balões, corridas contra diversos oponentes em circuitos fechados, caça a borboletas e até mesmo saltos ornamentais. Os personagens se revezam nestas modalidades, mas às vezes um acaba repetindo a prova de outro, com apenas alguns detalhes que os diferenciam. Fica óbvio que é um jogo feito para crianças, sem muita complicação nos objetivos ou nos controles, que geralmente usam apenas dois botões. Todos funcionam bem, com um grau de dificuldade baixo para garantir a diversão daquele público casual, em partidas para toda a família.

Ninguém deve ficar para trás
Até aí tudo bem. Mas a questão é que, com algumas horas de jogo, mesmo com as sessões de plataforma servindo como uma esperta ligação entre eles, a repetição de minigames acaba enjoando. E pior, como não há um sistema de pontuação ou de recompensas que estimulem o jogador a vencer estes pequenos desafios a todo instante, logo ocorre uma grave crise de motivação - e depois que ela começa, não há mais volta.

A apresentação do jogo também o deixa bastante ordinário. Mesmo levando em conta o poder de cada plataforma, os gráficos e sons não passam da média, tentando muitas vezes recriar os modelos que aparecem no filme com sucesso variável. Alguns momentos de lentidão e bugs de colisão também aparecem de vez em quando, problemas que parecem obrigatórios nesse tipo de jogo.

Nota: 5 (Medíocre)