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Lego Indiana Jones 2: The Adventure Continues

07/12/2009 19h37

Indy vira LEGO de novo
Na época do lançamento do filme "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal", a LucasArts ignorou a tendência de mercado e não apostou em uma adaptação direta para videogame. A empresa de George Lucas optou por tocar a sucedida parceria com a Traveller's Tale e colocou nas prateleiras "LEGO Indiana Jones" que, embora relacionado ao herói de chapéu e chicote que retornava às telas grandes, se baseou apenas na trilogia clássica.

Agora as duas companhias voltam a explorar a mistura dos célebres brinquedos de montar e o arqueólogo imortalizado por Harrison Ford em uma nova aventura. Claro, desta vez, o novo game toma como base o longa-metragem do ano passado. No entanto, é um produto que parece ter sido feito na correria, sem muita inspiração.

Reino da Caveira de Cristal

Cenas clássicas em versão brinquedo
A primeira grande mudança de "LEGO Indiana Jones 2" aparece logo no início. Desta vez não encontramos um nível de jogo totalmente navegável e repleto de pecinhas que funciona como menu e central de missões. É tudo bem mais simples e convencional, com fases menores designadas para tais funções divididas por cada história. De cara, apenas "O Reino da Caveira de Cristal" está liberado para jogo.

O esquema é o mesmo da série e se você já jogou outros como "LEGO Star Wars" ou "LEGO Batman" sabe como funciona. A mecânica coloca um ou dois jogadores na ação ao mesmo tempo (ao jogar sozinho, o parceiro é controlado pelo computador) e é preciso enfrentar inimigos enquanto resolve vários problemas como encontrar maneiras de acionar alavancas em locais de difícil acesso ou montar bugigangas com partes espalhadas pelos cenários. O trabalho em equipe também é fundamental pois alguns desafios só podem ser batidos com o esforço conjunto. No meio disso tudo é preciso também colecionar pecinhas que servem como moeda para desbloquear personagens e outros bônus.

Trechos de "Reino da Caveira de Cristal"
A narrativa é contada com muito bom humor e sempre arruma maneiras de tirar sarro do material original. No entanto, até mesmo pela qualidade do último filme da série, não há tiradas tão inteligentes quanto no game anterior. Capítulos extras menores podem ser liberados e forçam a barra ao tentar explorar novamente os três primeiros longas da série. Parece que houve um certo esvaziamento de idéias que levou a equipe de designers a tomar várias liberdades e inserir momentos que não estão nos longas mais antigos. Nada que interfira muito na diversão da mecânica, mas que certamente sinaliza para um esgotamento da fórmula com a franquia.

Depois de batidos, os níveis podem ser explorados novamente no chamado Treasure Mode e são modificados para exibir novos desafios para dois jogadores. Se isso for pouco, há agora também um editor de fases que aproveita tudo o que for desbloqueado nos modos principais. É uma maneira interessante de motivar os usuários a encarar o mesmo conteúdo repetidas vezes, mas que é travado pela falta de um sistema robusto de troca de tais níveis pelos usuários.

Nota: 6 (Razoável)