Análises

Dante's Inferno

26/02/2010 18h32

Depois do sucesso de "Dead Space", um horror de sobrevivência espacial, o estúdio Visceral Games resolveu apostar em um novo game com mais ação, levemente baseado na primeira parte do poema épico "A Divina Comédia", de Dante Alighieri. Como a obra que lhe deu inspiração, "Dante's Inferno" explora a concepção ocidental do inferno cunhada na era medieval e a utiliza como cenário para combates frenéticos e brutais.

Rumo ao inferno

Batalha contra o gigante Cerberus
Os combates podem perder o pique, mas a produção mantém o interesse em alta. O design do jogo é luxuoso e conta com animação fluida, ótima dublagem , além de sequências em animação 2D e 3D para narrar trechos importantes do enredo, fora as passagens criadas com o próprio motor gráfico do game.

Os cenários são fantásticos, muitos repulsivos, com fontes de ouro ali e paredes criadas por torturados ou valas de excrementos aqui. O clima é de desespero, opressão, e a narrativa se aproveita bem disso, com toques extras de nudez e escatologia que cabem no contexto. Os temas são pesados e tudo no jogo foi feito para não deixar que o jogador se esqueça disso.

Nota: 8 (Ótimo)

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"Full Throttle Remastered" é passeio nostálgico na estrada dos adventures

Considerado um dos maiores clássicos dos adventures "point and click", "Full Throttle" é uma verdadeira aula do gênero: você é Ben, líder da gangue de motociclistas   No jogo, Ben e sua gangue acabam envolvidos numa trama de disputas corporativas e assassinato, quando o executivo Adrian Ripburger decide tomar o controle da Corley Motors, última fabricante de motocicletas do mundo... para trasnformar a empresa numa montadora de minivans!   Ao longo de "Full Throttle", Ben precisa limpar seu nome, salvar os Polecats e a mecânica Maureen, além da Corley Motors, em uma aventura "on the road" pontuada por quebra-cabeças, combates na estrada e frases marcantes, bem conhecidas dos jogadores veteranos, como a piada "Não vou colocar minha boca nisso!", usada sempre que o jogador sugere que o personagem interaja com algum objeto usando a boca ao invés de usar as mãos ou chutar.   O game usa o motor SCUM, o mesmo de outros games da produtora, como "Day of the Tentacle", mas aposta também em passagens 3D onde Ben luta contra membros de uma gangue rival, trocando golpes ao estilo "Road Rash".   Remasterização primorosa   $escape.getH()uolbr_geraModulos('embed-foto','/2017/full-throttle-nota-1494353624354.vm') Essa é a aventura que a Double Fine revive em "Full Throttle Remastered", para PC, PlayStation 4 e PS Vita. O jogo teve os gráficos retrabalhados a partir da arte original e todas as falas foram regravadas - inclusive a ótima interpretação do ator Mark Hamill (o Luke Skywalker de "Star Wars") para o vilão Ripburger, que está mais "Donald Trump" do que nunca.   O passeio pela auto-estrada da nostalgia traz opções que vão agradar aos fãs das antigas, como a opção de alternar entre os gráficos atuais e o quadriculado original ao toque de um botão e os comentários dos produtores revelando detalhes do design original e da remasterização.   O jogo é rápido, uma vez que você sabe o que fazer em cada situação, e pode ser terminado em cerca de 2 horas - jogando com atenção, você ainda coleta todos os troféus do game nesse período, ou seja, não há muitos motivos para jogar uma segunda vez.   "Full Throttle Remastered" segue o padrão de qualidade das adaptações dos jogos da LucasArts para plataformas mais recentes, iniciada nos dois "Monkey Island" e aprimorada em "Grim Fandango" e "Day of the Tentacle", mostrando que bons adventures podem ir além da fórmula de diálogos e escolhaas da Telltale (de "The Walking Dead") ao mesmo tempo em que aponta como se faz uma boa remasterização.

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