Análises

God of War III

18/03/2010 10h53

Trailer de lançamento
De fato, os produtores ficaram tão satisfeitos com o resultado que optaram por usar estes mesmos modelos 3D nas animações de corte - nada de CGs como nos "GoW" anteriores, o visual que aparece nos filmes é o mesmo do jogo em si.

O resultado é fantástico e coloca em xeque até a hegemonia de "Uncharted 2" como jogo mais bonito do PS3.

Não basta o aspecto técnico, "God of War III" brilha ainda mais por um design inspiradíssimo. A quantidade e qualidade de detalhes e conceitos que não podiam aparecer no PS2 ganham chance agora. Assim, mesmo quando não se trata de uma paisagem colossal ou coisa do tipo, o ambiente chama atenção pela beleza. E não para por aí: o jogo ainda se permite algumas liberdades artísticas, mudando em alguns momentos o filtro gráfico, ganhando aspecto cel shading ou de outros tipos.

Trilha sonora e dublagem já eram primorosos e isso não muda. O tema da série martela em diversas variações, o que pode enjoar para alguns, e as vozes continuam com interpretações convincentes, em especial o ator T.C. Carson, voz de Kratos.

Vencida a campanha principal, habilita-se um monte de conteúdo extra, como já acontecia nos jogos anteriores. Novas roupas, arenas de desafios e dezenas de vídeos de making of garantem boa longevidade, assim como níveis de dificuldade mais desafiantes.

Nota: 10 (Imperdível)

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"Full Throttle Remastered" é passeio nostálgico na estrada dos adventures

Considerado um dos maiores clássicos dos adventures "point and click", "Full Throttle" é uma verdadeira aula do gênero: você é Ben, líder da gangue de motociclistas   No jogo, Ben e sua gangue acabam envolvidos numa trama de disputas corporativas e assassinato, quando o executivo Adrian Ripburger decide tomar o controle da Corley Motors, última fabricante de motocicletas do mundo... para trasnformar a empresa numa montadora de minivans!   Ao longo de "Full Throttle", Ben precisa limpar seu nome, salvar os Polecats e a mecânica Maureen, além da Corley Motors, em uma aventura "on the road" pontuada por quebra-cabeças, combates na estrada e frases marcantes, bem conhecidas dos jogadores veteranos, como a piada "Não vou colocar minha boca nisso!", usada sempre que o jogador sugere que o personagem interaja com algum objeto usando a boca ao invés de usar as mãos ou chutar.   O game usa o motor SCUM, o mesmo de outros games da produtora, como "Day of the Tentacle", mas aposta também em passagens 3D onde Ben luta contra membros de uma gangue rival, trocando golpes ao estilo "Road Rash".   Remasterização primorosa   $escape.getH()uolbr_geraModulos('embed-foto','/2017/full-throttle-nota-1494353624354.vm') Essa é a aventura que a Double Fine revive em "Full Throttle Remastered", para PC, PlayStation 4 e PS Vita. O jogo teve os gráficos retrabalhados a partir da arte original e todas as falas foram regravadas - inclusive a ótima interpretação do ator Mark Hamill (o Luke Skywalker de "Star Wars") para o vilão Ripburger, que está mais "Donald Trump" do que nunca.   O passeio pela auto-estrada da nostalgia traz opções que vão agradar aos fãs das antigas, como a opção de alternar entre os gráficos atuais e o quadriculado original ao toque de um botão e os comentários dos produtores revelando detalhes do design original e da remasterização.   O jogo é rápido, uma vez que você sabe o que fazer em cada situação, e pode ser terminado em cerca de 2 horas - jogando com atenção, você ainda coleta todos os troféus do game nesse período, ou seja, não há muitos motivos para jogar uma segunda vez.   "Full Throttle Remastered" segue o padrão de qualidade das adaptações dos jogos da LucasArts para plataformas mais recentes, iniciada nos dois "Monkey Island" e aprimorada em "Grim Fandango" e "Day of the Tentacle", mostrando que bons adventures podem ir além da fórmula de diálogos e escolhaas da Telltale (de "The Walking Dead") ao mesmo tempo em que aponta como se faz uma boa remasterização.

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