Análises

Just Cause 2

02/04/2010 14h35

Em "Just Cause 2", o agente Rico Rodriguez está de volta para desestabilizar o regime de outro ditador, desta vez em uma ilha tropical no extremo oriente. Sempre munido de um versátil gancho, o herói chama atenção por sua incrível agilidade em combate, capaz de fazer com que ele se pendure em helicópteros ou surfe em cima de automóveis enquanto atira, golpeia e utiliza um paraquedas para amortecer seus pousos.

Trailer de lançamento
Há bons motivos para explorar tudo, dos cantos repletos de neve a praias ensolaradas. Além de missões secundárias, é preciso coletar partes de armas para garantir upgrades e explodir coisas para ganhar pontos de Chaos, que servem para liberar novos objetivos e aumentar a moral entre facções secundárias da ilha. Novamente, não falta o que fazer no jogo.

No aspecto técnico, "Just Cause 2" se segura bem. Além do sistema de mira meio capenga, há alguns problemas na execução, como alguns bugs de colisão de tiros, um ou outro momento de travamento e por aí vai. Diante da quantidade de ação e coisas a fazer, os percalços ocorrem esporadicamente e só irritam mesmo quando atrapalham um movimento crucial ou levam ao Game Over.

Nota: 8 (Ótimo)

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"Full Throttle Remastered" é passeio nostálgico na estrada dos adventures

Considerado um dos maiores clássicos dos adventures "point and click", "Full Throttle" é uma verdadeira aula do gênero: você é Ben, líder da gangue de motociclistas   No jogo, Ben e sua gangue acabam envolvidos numa trama de disputas corporativas e assassinato, quando o executivo Adrian Ripburger decide tomar o controle da Corley Motors, última fabricante de motocicletas do mundo... para trasnformar a empresa numa montadora de minivans!   Ao longo de "Full Throttle", Ben precisa limpar seu nome, salvar os Polecats e a mecânica Maureen, além da Corley Motors, em uma aventura "on the road" pontuada por quebra-cabeças, combates na estrada e frases marcantes, bem conhecidas dos jogadores veteranos, como a piada "Não vou colocar minha boca nisso!", usada sempre que o jogador sugere que o personagem interaja com algum objeto usando a boca ao invés de usar as mãos ou chutar.   O game usa o motor SCUM, o mesmo de outros games da produtora, como "Day of the Tentacle", mas aposta também em passagens 3D onde Ben luta contra membros de uma gangue rival, trocando golpes ao estilo "Road Rash".   Remasterização primorosa   $escape.getH()uolbr_geraModulos('embed-foto','/2017/full-throttle-nota-1494353624354.vm') Essa é a aventura que a Double Fine revive em "Full Throttle Remastered", para PC, PlayStation 4 e PS Vita. O jogo teve os gráficos retrabalhados a partir da arte original e todas as falas foram regravadas - inclusive a ótima interpretação do ator Mark Hamill (o Luke Skywalker de "Star Wars") para o vilão Ripburger, que está mais "Donald Trump" do que nunca.   O passeio pela auto-estrada da nostalgia traz opções que vão agradar aos fãs das antigas, como a opção de alternar entre os gráficos atuais e o quadriculado original ao toque de um botão e os comentários dos produtores revelando detalhes do design original e da remasterização.   O jogo é rápido, uma vez que você sabe o que fazer em cada situação, e pode ser terminado em cerca de 2 horas - jogando com atenção, você ainda coleta todos os troféus do game nesse período, ou seja, não há muitos motivos para jogar uma segunda vez.   "Full Throttle Remastered" segue o padrão de qualidade das adaptações dos jogos da LucasArts para plataformas mais recentes, iniciada nos dois "Monkey Island" e aprimorada em "Grim Fandango" e "Day of the Tentacle", mostrando que bons adventures podem ir além da fórmula de diálogos e escolhaas da Telltale (de "The Walking Dead") ao mesmo tempo em que aponta como se faz uma boa remasterização.

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