Análises

Terraria

GUILHERME SOLARI

Colaboração para o UOL

05/07/2011 10h01

É difícil dizer se jogos que escapam de um gênero fixo como “Terraria” são bons ou ruins, já que a diversão depende muito de que tipo de jogador você é. Mas se você gosta de games de plataforma com enfoque ação e exploração e de caçar minérios e construir coisas, “Terraria” pode proporcionar uma experiência singular.

“Terraria” pode matar a saudade de fãs de “Super Metroid” ou “Castlevania: Symphony of the Night”, gerando complexos mapas a serem desvendados. E se você gosta de levantar construções ou criar itens, são raros os jogos que trazem uma riqueza tão grande de opções. No entanto, é preciso também certo apreço pelo estilo gráfico “retrô” e levar em conta que o jogo abre mão de certas facilidades que se tornaram de praxe no mundo dos games, particularmente no que diz respeito a montar uma partida multiplayer.

Tirando isso, poucos jogos trazem uma combinação de ação de plataforma 2D e construção como "Terraria".

Introdução

“Terraria” pode ser descrito como uma mistura entre “Minecraft” e os jogos “metroidvânia” de plataforma e exploração em 2D. Um mundo é gerado aleatoriamente, mas com alguns marcos recorrentes, como calabouços, ilhas flutuantes e florestas subterrâneas que aparecem sempre em algum lugar do mapa. Cabe aos jogadores encontra-los.

De cara, é preciso construir algum abrigo para se proteger dos zumbis e monstros que chegam de noite e para abrigar os  personagens gerados pelo computador (NPCs) que vão aparecendo conforme se atinge determinadas condições – como achar corações ou vencer chefes. Esses NPCs oferecem serviços ou novos itens a serem comprados, como a enfermeira que cura por uma taxa ou o anão que vende explosivos.

A maior quantidade do tempo de jogo se passa no subterrâneo, conforme o jogador afunda cada vez mais na terra em busca de minérios progressivamente melhores - como cobre, ferro, prata, ouro, ou de meteoros. Minérios que são usados para a construção de armas, ferramentas e armaduras. Apesar de aleatórias, as cavernas trazem ambientes intrigantes de exploração, repletos de lagos subterrâneos, abismos, poços de lava, inimigos e até mesmo o inferno.

O jogo evita a mesmice trazendo lutas épicas com chefes, constantes atualizações de conteúdo, apelo para exploração com amigos no modo multijogador e incentivando a criatividade de realização de obras faraônicas. Os mais corajosos podem jogar no “modo hardcore” no qual a morte significa, bem, a morte definitiva do personagem.

Pontos Positivos

Gráficos "retrô"

Os gráficos possuem um charme próprio que lembra os antigos RPGs do Super Nintendo e a resolução da tela pode ser aumentada bastante. Os efeitos de luz, armas e mortes são caprichados, o que faz com que os gráficos de “Terraria” sejam enganadoramente simples, e não causem aquele estranhamento de quando se joga hoje um título antigo.

Isso também torna as especificações mínimas de “Terraria” muito generosas, mesmo com dezenas de inimigos lutando e se explodindo na tela ou diversos jogadores explorando ao mesmo tempo. Seu computador pode ser uma lata–velha, mas mesmo assim ele deve conseguir rodar “Terraria”.

Jogar o multiplayer

Os lobos solitários podem jogar “Terraria” tranquilamente, mas a diversão aumenta exponencialmente quando se tem alguns colegas explorando junto o subterrâneo. Grupos podem se juntar em equipes e se enfrentar em tensos combates ou trabalharem juntos seja na mineração ou na construção de uma base particularmente impressionante.

Atualizações de conteúdo

Os criadores de “Terraria” lançam periodicamente atualizações gratuitas com mais itens que podem ser construídos ou adquiridos de monstros e novos inimigos. Os desenvolvedores também têm ouvido bastante os fãs e implementam novas funções conforme são pedidas pela comunidade.

Há também uma forte comunidade de conteúdo feito pelo usuário, com modificações que trazem novas funções ou itens ao jogo.

O preço

Pelo menos até o momento desta análise, o benefício dinheiro/horas de jogo de “Terraria” é difícil de ser superado. No momento, o jogo custa US$ 10 e oferece mais tempo de diversão do que muitos títulos vendidos a cinco vezes esse valor. Um pacote para quatro jogadores ainda pode ser comprado com desconto, para grupos de amigos entrarem mais fácil no game.

Pontos Negativos

Tutorial zero

O guia que aparece junto com você no mundo traz algumas dicas não muito úteis e mesmo que “Terraria” tenha uma enorme variedade de itens a serem construídos, o jogo não te fala nada disso. Cabe ao jogador sair na internet procurar as informações.

Também não há como saber quais as condições para se convocar a maioria dos chefões do jogo. Quem quiser saber que busque online. O game poderia incluir um tutorial para facilitar o início ou uma enciclopédia interna como a encontrada em games como “Civilization”.

Botar o multiplayer pra funcionar

Sim, o modo multijogador pode ser bem divertido, mas colocar ele pra funcionar nem tanto. Quem está acostumado a simplesmente apertar um botão para encontrar uma partida online pode se frustrar em conseguir colocar esse aspecto do jogo para funcionar.

Como “Terraria” não possui servidores dedicados, é necessário ou encontrar um aberto – o que envolve buscar números de porta e IP de algum na internet – ou gerar um próprio. O processo, no entanto, envolve caçar tutoriais e baixar um programa à parte e será exotérico para o jogador mediano, trazendo flashbacks das dificuldades que se tinha para jogar “Diablo” ou “Command & Conquer” por modem lá nos anos 90.

Nota: 8 (Ótimo)

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