Análises

Resistance 3

RODRIGO GUERRA

da Redação

20/09/2011 16h17

O maior vilão de “Resistance 3” foi “Resistance 2”. É engraçado ver que uma série que estava no caminho certo, de repente voltar dois passos. A história do jogo se torna fraca não pelo protagonista, mas sim pelas locações que poderiam explorar mais a mitologia da série e se focar menos em cenários subterrâneos.

 

Outro retrocesso fica por conta do multiplayer, que perdeu sua identidade e está mais cada vez mais parecido com “Call of Duty”. Sem falar do modo cooperativo que era possível jogar com pessoas desconhecidas e agora o jogador só pode jogar este modo se for na companhia de amigos – ou seja, se você vai jogar este jogo, torça para um colega fazer o mesmo.

 

O game é divertido, mas está aquém do que já foi visto na série.

Introdução

A série “Resistance” nasceu junto com o PlayStation 3 em 2006, e seu primeiro contato com o público não foi lá aquelas coisas e não conseguiu agradar a todos os fãs de jogos de tiro em pessoa. A premissa até é boa: em um universo paralelo, no lugar da Segunda Guerra Mundial, o planeta Terra foi invadido por uma raça alienígena chamada Chimera.

 

Depois de acertar a mão em “Reistance 2”, a Insomniac Games deu um passo para trás, retirando elementos que eram mesmo divertidos e únicos da série e tentou incorporar as mecânicas de “Call of Duty”, um tiro que acabou saindo pela culatra. 

Pontos Positivos

Um herói cativante

Um dos pontos mais fracos dos dois primeiros jogos era Natham Hale, um soldado infectado com o vírus Chimera que estava adquirindo superpoderes da raça alienígena. Mas ele não tinha carisma, era apenas um boneco sem expressividade que estava ali para mostrar a história para o jogador. No lugar dele está Joseph Capelli, um soldado que lutou para salvar sua família.

 

Ele voltou do front de batalha para passar mais tempo com sua esposa e filho, que está muito doente. Capelli se vê diante da difícil tarefa de acompanhar o cientista Fyodor Malikov para a cidade de Nova York e acabar com uma das máquinas que trazem reforços alienígenas.

 

No início o jogador até pode pensar que Capelli não vai dar conta do recado, mas a história mostra caminhos alternativos que ele e Malikov usam para chegar à base de invasão e deixando a aventura mais divertida e emocionante.  No final das contas o protagonista realmente não é um herói todo poderoso, mas a dedicação por sua mulher e filho se torna um motivo mais do que suficiente para ele seguir em frente e conseguir reunir forças para superar seus obstáculos.

Desafiador

Ao contrário de praticamente todos os jogos de tiro da atualidade, “Resistance 3” não conta com a mamata de a regeneração de energia. Só é possível se curar de danos com energy packs que estão espalhados pelos cenários. Isso deixa as coisas mais desafiadoras e  dessa forma o jogador é forçado a sair da cobertura e acabar com seus inimigos.

Arsenal maluco

Uma das coisas que a Insomiac faz bem  é criar um arsenal de armas malucas e cheias de firulas, como o Bullseye, que faz disparos teleguiados, ou a Auger, que permite atirar através das paredes.

 

As novidades desse jogo ficam por conta da Cryogun, que congela seus alvos, dando a oportunidades de estilhaça-los, além da Mutator, que cria pústulas mutantes em seus alvos, sejam eles humanos ou Chimeras. Porém a mais divertida parece ter vindo de “Ratchet & Clank Future”, que é a Atomizer, arma que literalmente destrói os adversários em nível atômico.

 

Todas as armas “ganham” experiência e ficam mais poderosas  conforme o jogador as usa – ou  seja, um outro elemento vido de “Ratchet & Clank”. Essa variedade permite que o jogador pense em novas formas para acabar com seus inimigos e dá uma dinâmica para o jogo solo.

Pontos Negativos

Toneladas de erros de programação

Não são poucos os problemas de programação que existem em “Resistance 3” e nem mesmo o gigantesco patch de atualização de 650MB conseguiu resolver. Um dos mais bizarros são os inimigos que ficam presos em determinados locais do cenário, correndo em direção das paredes.

 

Se isso já não fosse ruim suficiente, existem momentos nos quais você é forçado a encontrar um inimigo perdido no cenário para ativar a sequência de animação que leva para o próximo capítulo.

Um clone de "Call of Duty"

Por mais incrível que pareça, o multiplayer, um dos pontos mais divertidos de “Resitance 2”, foi o que mais sofreu mudanças nesta continuação. E não foi só a redução do número de jogadores no cenário – que caiu de 60  para 16. O modo multiplayer como um todo é uma cópia de “Call of Duty”, fácil de perceber com o uso de killstreaks para ganhar novas habilidades, por exemplo.

 

Os personagens ganham pontos de experiência conforme cumprem objetivos da disputa, como defender a base, matar adversários, pegar a bandeira, etc. Com esses pontos de experiência é possível comprar novas armas e habilidades para serem usadas durante a partida.

 

O modo cooperativo também perdeu o brilho, que era tão divertido quanto o competitivo. Em “Resistance 2” era possível, por exemplo, jogar com oito pessoas em uma história paralela aos eventos do jogo principal. Agora no terceiro capítulo o jogador deve jogar obrigatoriamente na companhia de um amigo, sem ter a opção de entrar em um grupo de pessoas que querem desbravar a aventura.

 

O problema não é copiar, mas sim perder toda a característica que fazia o jogo se tornar único e diferente do que existe por aí e se tornar apenas mais um jogo de tiro entre tantos outros. 

Jogando em um corredor

Capelli tem que chegar à base dos Chimera no centro de Nova York, uma tarefa difícil de imaginar para um “cara comum” e por isso 90%  do jogo se passa por túneis e cavernas dos EUA. Existem alguns cenários muito, muito bacanas, como quando ele cruza o rio Mississipi ou usa um tem para cruzar metade dos EUA – ambos a céu aberto.

 

Os cenários subterrâneos não são mal feitos, porém não proporcionam batalhas épicas como aconteceu em “Resistance 2” contra o gigantesco Leviathan. Além disso, esses corredores fazem com que o jogo transpareça ainda mais sua linearidade, sem dar liberdade para o jogador e tornando a experiência previsível.

Nota: 7 (Bom)

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