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Lord of the Rings: War in the North

AKIRA SUZUKI

Da Redação

2011-11-21T11:36:00

21/11/2011 11h36

"The Lord of the Rings: War in the North" é um jogo de ação com RPG apenas correto. Tem um bom sistema de combate, que, no entanto é desperdiçado com inimigos repetitivos. Funciona bem no single player, mas é mais divertido (e vantajoso) no multiplayer. O charme da franquia "Senhor dos Anéis" é subaproveitado, mas isso é sinal que o jogo não se escora no sucesso da obra original e que pode servir quem não conhece ou não liga para a turma de Aragorn, Legolas e companhia.

Introdução

A franquia "Senhor dos Anéis" já virou tema de diversos gêneros de jogos, mas aquele que mais lhe combina são os RPGs de ação. Esse foi o estilo escolhido (e acertado) para "War in the North", uma história original que corre paralelamente aos eventos do livro e dos filmes. O jogo começa bem, mas o entusiasmo não dura muito tempo, mantendo-se apenas passável até o fim da aventura.

Pontos Positivos

Sistema de combate simples e funcional

A ação de "The Lord of the Rings: War in the North" é centrada em combates e funciona como a maioria dos jogos do gênero, composto de dois tipos de golpes, defesa, esquiva e contra-ataque. Não é um game difícil, mas também não dá para avançar sem tropeços apenas amassando botões (alguns inimigos se fecham na defesa ou não acusam os golpes, caso dos trolls).

O mais legal de tudo são as inúmeras opções de que o jogador dispõe para atacar: há vários tipos de equipamentos e combinações (espada com escudo, armas de duas mãos ou uma em cada braço) e também um arco e flecha (ou besta ou magias, dependendo do personagem). Assim, ajuda a ampliar o leque de estratégias, apesar de o jogo não ser tão exigente assim.

Outra novidade bem-vinda é o incremento do nível de violência, que deixa os combates mais viscerais - e mais próximo da linguagem dos filmes.

Aventura talhada para o multiplayer

No jogo, há sempre três personagens participando da ação e o jogador controla apenas um deles - apesar de ser possível trocar de guerreiro entre as fases. O computador faz um bom trabalho, tanto que, quando os personagens controlados por ele morrem, a dificuldade aumenta substancialmente. Jogar sozinho só não é eficiente em fases que demandam proteger alguém.

Apesar de alguns problemas, como inimigos que somem de repente e aparecem em outro lugar, o multiplayer é a maneira mais divertida de encarar a guerra do Norte. Em geral, fica mais fácil prosseguir na aventura e não há perigo de ficar disputando itens: cada jogador recebe sua parte do "loot". Afinal, a obtenção dos equipamentos é uma das partes mais recompensadoras dos RPGs.

Outra vantagem de se jogar com outras pessoas é que todos os segredos podem ser desvendados (cada personagem tem uma habilidade própria para isso). Já a parte ruim é que o "host" determina o curso do diálogo e da aventura. Se isso for um incômodo, pode-se criar um "save" separado quando iniciar o multiplayer.

Pontos Negativos

História que não engrena

"O Senhor dos Anéis" é um clássico da literatura e deu num grande filme, mas essa qualidade não acompanhou "War in the North". Há apenas lembranças da história épica original, quando os protagonistas encontram personagens como Gandalf e os membros da Irmandade do Anel.

A Warner Bros. e a Snowblind Studios foram ousadas em desenvolver um universo expandido, além de personificar figuras como Elladan e Elrohi, filhos gêmeos de Elrond, mas o trio de protagonistas falha em criar uma relação afetiva com o jogador, pois quase nada é revelado sobre sua identidade e passado.

O sistema de diálogo lembra o de "Mass Effect", mas apenas na forma, pois as escolhas não influenciam na história ou na moral dos personagens. Por sua história desinteressante, as conversas são apenas um ritual entediante da qual não se pode escapar.

Combates repetitivos

Embora as batalhas sejam divertidas no início, no decorrer da aventura o jogador passa a perceber que não há muita variedade de inimigos. Assim, acaba-se usando as mesmas estratégias quase sempre e a monotonia é quebrada apenas com os eventuais chefes de fase. No final, o que acaba incentivando o jogador a seguir na aventura são as recompensas e eventuais segredos a desvendar.

Nota: 7 (Bom)