Análises

Saints Row: The Third

PABLO RAPHAEL

da Redação

23/11/2011 16h11

Com "The Third", "Saints Row" saiu da sombra de "GTA" e se estabeleceu como o melhor parque de diversões para maiores nos videogames. É um jogo que não pretende ser sério e arranca boas risadas enquanto mantém você entretido por muitas horas.

Introdução

O primeiro "Saints Row" foi considerado, na época, o melhor clone de "GTA" já lançado. De lá para cá, o game da THQ adotou um estilo mais divertido de jogo do que o game da Rockstar, que culmina em "The Third", que é ao mesmo tempo um bom jogo de ação e um ótimo playground para maiores.

Pontos Positivos

Divertido e despretensioso

Nos 2 primeiros "Saints Row" existia uma separação entre o enredo do jogo e o caos que reinava ao redor dos Saints, a gangue liderada pelo jogador. "The Third" joga a seriedade fora e abraça a loucura. A trama é divertida como uma comédia pastelão e os personagens se envolvem em situações bizarras o tempo todo.

Os Saints tem status de celebridade pop em "The Third", participam de comerciais japoneses, tiram foto com as vítimas de seus assaltos e tem até lojas exclusivas com itens e roupas da gangue. O game explora a situação muito bem, seja nas missões ou nos diálogos hilários.

Sem a pretensão de ser uma obra marcante e cinematográfica, "Saints Row: The Third" se concentra em ser um bom jogo e cumprir seu objetivo imediato: divertir o jogador.

Personalização sem limites

É você quem define a aparência, as roupas e trejeitos do seu personagem no jogo. As opções são muitas e dá para jogar com o típico "gangsta" ou partir para maluquices como uma enorme mulher barbada ou um fortão com marcas de biquini que corre pela cidade sem as calças, um zumbi ou tudo isso junto: uma mulher barbada zumbi que anda por aí sem muitos pudores.

Durante o game, você pode mudar o visual visitando as muitas lojas da cidade, comprar novas roupas e até modificar um carro para deixá-lo mais parecido com seu próprio estilo pessoal.

Uma nova cidade para dominar

Steelport, cenário de "The Third", é uma cidade cheia de vida, com gente nas ruas, mais carros no trânsito e de uma forma geral, mais detalhada do que a cidade dos games anteriores. Também é o lar de várias gangues que disputam o território com os Saints, uma base militar, aeroporto e muitas outras surpresas.

Mesmo longe do realismo da Libert City de "GTA IV", Steelport é uma cidade bem feita e um ótimo cenário para as loucuras e galhofas de "Saints Row: The Third".

Trilha sonora

O jogo capricha na trilha sonora, com várias estações de rádio, que vão do hip-hop contemporâneo e rock alternativo até música clássica e pop dos anos 80. Dá para passar um bom tempo percorrendo as ruas e atropelando pedestres enquanto curte as músicas do game.

Tiroteios e "lucha libre"

Os controles de "Saints Row: The Third" são bem executados e não importa a situação, eles funcionam de forma agradável: seja num tiroteio, dirigindo um carro, voando em um helicóptero ou em queda livre após saltar de um avião.

"The THird" é um bom jogo de tiro em terceira pessoa - nesse aspecto, é melhor do que "GTA IV" - e conforme você aprimora seu personagem, pode aprender golpes dignos de um "luchador" mexicano e aplicar tesouras voadoras e outros movimentos acrobáticos nos oponentes.

Multiplayer cooperativo

Entre as opções multiplayer do game, a mais divertida é o modo Whored. Você e um amigo enfrentam ondas de inimigos. É como o modo Horda de "Gears of War", mas com o estilo "Saints Row": em uma onda, você tem uma motoserra para abater zumbis, na seguinte, uma metralhadora e o inimigo é um mascote japonês gigante, ou precisa detonar luchadores usando um "dildo" gigante.

Pontos Negativos

Exército de clones

Algo que pode incomodar o jogador é a pouca variedade de inimigos - cada gangue tem uns poucos modelos de personagem, que se repetem aos montes.

Em um jogo que permite a personalização completa do seu personagem, é uma pena que os oponentes sempre vistam o mesmo terno, a mesma máscara ou o mesmo vestido curto.

Os modelos humanos, de uma forma geral, poderiam ser mais trabalhados. Com exceção do herói e de seus amigos mais próximos, as pessoas são modelos bem simples.

Falhas de programação

Como todo jogo de mundo aberto, "Saints Row: The Third" apresenta uma boa dose de problemas de programação, que vão de colisão de objetos, personagens que ficam correndo no mesmo lugar, virados de cara para a parede até texturas e prédios inteiros que demoram muito para aparecer. Não é nada que estrague por completo a experiência, mas deixam o jogo longe da perfeição.

Nota: 8 (Ótimo)

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