Análises

Street Fighter X Tekken

Rodrigo Guerra

Do UOL, em São Paulo

06/03/2012 18h12

Houve quem duvidasse que seria possível colocar os lutadores de “Tekken” no universo de “Street Fighter”.

Entretanto, esse casamento deu certo e, além disso, Yoshinori Ono e sua equipe conseguiram tornar o jogo desafiador para entusiastas de jogos de luta e também de fácil acesso para quem apenas gosta de brincar de lutinha virtual, contendo até mesmo um tutorial básico para quem nunca encostou o dedo em um game do gênero.

O título melhora tudo o que foi visto nos games mais recentes da série “Street Fighter”. Tecnicamente, não há erros, mas também não existe o impacto ou senso de renovação que foi mostrado em “Street Fighter IV” - e esse é o motivo que o separa da nota máxima. Ainda assim, sem dúvida alguma, é um game imperdível e que você deve correr para jogar assim que terminar de ler esta análise.

Introdução

Quando você vê um jogo com o nome “Street Fighter” logo pensa “este é mais um game em que dois caras se espancam até que um caia”, mas isso seria simplificar demais o que é apresentado em “Street Fighter X Tekken”.

O game que reúne os universos da Capcom e da Namco Bandai mescla estilos dos dois jogos e cria novas mecânicas em um novo ciclo de pancadaria para quem joga com os amigos - seja online ou na sala de casa.

Pontos Positivos

Troca aqui

O game consegue explorar o melhor dos dois mundos, começando com o sistema de Tag, claramente inspirado na série “Tekken Tag”, no qual duas duplas se enfrentam e vence o round quando o primeiro lutador for nocauteado – bem diferente da série “Versus” de “Street Fighter”, em que a luta continua até que todos os campeões de um lado sejam derrotados.

O sistema de tag permite que você faça uma combinação de golpes e chame o aliado para terminar o combo. A técnica permite usar os dois lutadores de uma forma bacana e simples. Basta fazer um combo e no final apertar soco ou chute forte duas vezes para chamar o parceiro e continuar a pancadaria.

A troca de personagens é importante para recuperar a vida de um lutador e é extremamente importante para manter ambos os lutadores em condições de luta e não correr o risco de acabar um combate prematuramente.

"Street" com espírito de "Tekken"

É estranho ver que jogos de universos tão distintos consigam se enfrentar em pé de igualdade. Enquanto Ryu e companhia aprenderam a usar combinações que mantêm o adversário no ar (juggle, no linguajar de “Tekken”), a turma de Jin e Kazuya não fica amedrontada com as bolas de fogo que são disparadas pelos lutadores de rua da Capcom.

Os guerreiros da Namco Bandai ganharam a opção de se esquivar dos projéteis, além disso, os agarrões “normais” tem uma área de alcance menor, o que dificulta a vida dos representantes da Capcom. No final das contas, essas pequenas mudanças conseguiram equilibrar os dois lados dos lutadores, mas ainda mantendo suas particularidades.

Visual de "Street Fighter IV" repaginado

“Street Fighter X Tekken” foi feito em cima de “Street Fighter IV” e você percebe isso desde a estrutura dos menus iniciais. O motor gráfico de “SF IV” mantém a mecânica de luta em 2D usando personagens tridimensionais - ainda assim, as imagens da tela lembram mais desenhos animados.  Os lutadores fazem caras e bocas quando são acertados, golpes soltam faíscas e relâmpagos e os cenários são bem animados e cheios de referências aos dois jogos da série.

Esses pequenos detalhes dão uma cara toda especial para o game, deixando a impressão de que “Street X Tekken” é mais bem acabado do que “Street Fighter IV” - e suas muitas versões.

Gemas pra que te quero

O sistema de gemas adiciona variáveis  para os combates online. Esses itens modificam os lutadores e ativam poderes especiais, como aumentar a velocidade de combos, causar golpes ou ainda diminuir a quantidade de dano recebido.

Essas gemas são ativadas em condições especiais, como acertar um combo de 5 hits ou defender 10 vezes no mesmo round. É fácil perceber que um jogador mais experiente vai aprender a usar esse tipo de artifício para criar uma combinação de efeitos devastadores – e que pode acabar desequilibrando o game.

Mas quer saber a verdade? Mesmo assim essa mecânica é bem divertida e bacana de usar.

Abrindo a caixa de Pandora

Outra mecânica que pode mudar os rumos da partida é o que o jogo chama de Pandora. Essa habilidade permite que o jogador sacrifique um de seus lutadores para que o outro entre no ringue com mais força e velocidade para acabar com o adversário. O problema é que esse estado de frenesi dura poucos segundos e quando chega ao fim a batalha termina, ou seja, você tem esses 10 segundos para ir para cima do adversário com toda a ânsia de vitória para virar o jogo. É arriscado, mas muito emocionante.

Para casuais e entusiastas

Este é o tipo de jogo para qualquer pessoa se divertir. Quem não quer se comprometer estudando combos e combinações de gemas pode simplesmente ir para a briga sem pensar.

A Capcom criou um sistema chamado “Quick Combo” que permite que você aperte dois botões para desferir uma combinação de golpes bem bacana e divertida - e eficiente! Existem até gemas que ajudam quem não tem (ou não quer ter) habilidade para fazer coisas específicas, como escapar de um arremesso ou soltar golpes especiais.

Já os jogadores entusiastas têm um amplo campo de estudo, como os próprios Trials (os desafios), que ensinam os combos mais poderosos e que utilizam as mecânicas novas, a exemplo do juggle e a possibilidade de fazer o adversário quicar no chão. Existem também os desafios que pedem que o jogador termine a batalha contra o computador sob condições dificílimas. Enfim, a Capcom conseguiu reunir ferramentas para unir estes dois grupos de jogadores tão distintos.

Online para todos

Não importa se você é um jogador casual ou hardcore: game de luta é para jogar com os amigos.

Justamente para unir esses dois públicos existem modos online e offline que seguem os moldes de “Street Fighter IV”, apenas com uma diferença crucial: o modo tag para quatro jogadores. Esta, sem dúvida, é uma das principais inovações da Capcom aqui. Nela, até quatro jogadores se unem em uma batalha e cada um cuida especificamente de um lutador, o que requer um belo trabalho em equipe.

A ação é pausada brevemente durante a troca de personagens, o que quebra um pouco do ritmo frenético, mas que continua sendo muito divertido, afinal, são quatro jogadores disputando a mesma batalha.

O mais intrigante é tentar descobrir a fórmula mágica com a qual o game consegue reduzir os atrasos de conexão dos jogadores. Até mesmo batalhas com conexões “ruins” fluem muito bem e com poucos engasgos.

Nota: 9 (Excelente)

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