Análises

Diablo III

Pablo Raphael

Do UOL, em São Paulo

22/05/2012 17h53

"Diablo III" é uma sequência polida e afiada de um dos melhores jogos do gênero. É um RPG de ação levado ao extremo, reduzido, de certa forma, à sua essência: destruir os inimigos, coletar tesouros, ganhar experiência e ficar mais poderoso.

A partir desses conceitos simples, "Diablo III" captura sua atenção e com pequenas, mas constantes, recompensas e um sentimento de poder e evolução ininterrupto, mantém você envolvido, jogando por horas a fio, voltando aos mesmos estágios para fortalecer seu personagem, seja com itens melhores ou com o puro ganho de experiência.

Para os não iniciados, parece até um desperdício de tempo. Mas vamos admitir, é um tempo muito bem desperdiçado.

Introdução

"Diablo III" é um dos jogos mais aguardados dos últimos anos. Anunciado em 2008, é sequência de um clássico de 12 anos de idade, que definiu parâmetros para o que conhecemos como 'RPG de ação'.

É uma legítima criação da Blizzard, que carrega em seu DNA (ou seria código-fonte?) a experiência da produtora com "Warcraft", os "Diablo" anteriores, "StarCraft" e, mais evidente, "WoW", seu popular jogo online.

No game, você escolhe um herói e encara hordas demoníacas, em uma emocionante batalha do Bem contra o Mal. É um enredo manjado, mas que cumpre seu papel. Para os veteranos da série, a história é cheia de referências aos jogos anteriores, mas nada que impeça o jogador recém-chegado de entender o que está acontecendo e partir para a batalha.

O jogo possui um componente social muito forte, seja nas partidas com até 4 jogadores, na compra e venda de itens ou mesmo ao acompanhar o progresso dos amigos em tempo real. Jogar sozinho não é ruim, mas a experiência online enriquece o jogo. Porém, a obrigação de estar conectado ainda precisa provar que oferece mais benefícios do que transtornos.

Pontos Positivos

Heróis poderosos e evolução constante

Em "Diablo III" você escolhe entre 5 classes de personagem: Arcanista, Bárbaro, Caçador de Demônios, Feiticeiro e Monge. Cada uma possui seus próprios poderes, armaduras específicas e armas mais apropriadas. A Blizzard fez um trabalho excelente com cada classe. Mais do que poderes e fraquezas, a escolha do herói depende do seu estilo de jogo.

Enquanto o Bárbaro é um guerreiro brutal, mais 'direto ao ponto' do que os outros personagens, o Monge é um artista marcial capaz de desferir golpes variados, cegar inimigos e se esquivar dos adversários com agilidade impressionante. O Caçador de Demônios é ideal para quem prefere manter distância dos alvos e conta com um arsenal de armadilhas e tiros especiais para controlar as hordas demoníacas. O Arcanista é outro personagem de longo alcance, mas que usa poderes mágicos para desferir muito dano em pouco tempo. Já o Feiticeiro é capaz de controlar seu próprio exército de monstros e mortos-vivos, um personagem que apela para os jogadores mais estrategistas.

Com um sistema de evolução mais linear do que a maioria dos RPGs, "Diablo III" facilita a vida dos jogadores iniciantes e estimula a experimentação. Ao escolher uma habilidade ou trocar uma de suas runas - que dão efeitos extras para os poderes do personagem - você sempre pode voltar atrás e se acomodar com uma combinação que pareça mais efetiva. Aqui, não há o risco de se frustrar com escolhas ruins de atributos ou pontos gastos em habilidades inúteis.

Como os atributos principais (Força, Destreza, Inteligência, etc) evoluem de forma pré-determinada, o que diferencia um personagem de outro do mesmo nível e classe, são os equipamentos. Armas mágicas, armaduras, anéis e outros apetrechos garantem mudanças nos atributos, mais pontos de vida e uma maior capacidade de dano. E existem aos milhares.

Cada inimigo derrubado é como uma máquina de caça-níqueis, que pode recompensar o jogador com moedas de ouro, armas especiais ou um ocasional item raro, por exemplo. Assim como a barra de experiência, que fica um pouco mais cheia a cada embate e missão, experimentar novos itens constantemente é um dos estímulos mais fortes para continuar jogando "Diablo III".

Trama envolvente

O enredo de "Diablo III" é previsível, com um dos conflitos mais clássicos de todos os tempos: o Bem, representado pelos heróis e seus companheiros - como o ancião Deckard Cain e sua sobrinha Leah - enfrenta as hordas infernais que invadiram o mundo de Santuário. É simples e direto, mas, em sua simplicidade, funciona.

Para os veteranos, o jogo é cheio de detalhes. Personagens do primeiro "Diablo" retornam no decorrer da campanha. Livros espalhados pelo jogo presenteiam o jogador - em áudio e em bom português - com informações sobre os monstros, a mitologia do universo do jogo e até revelam o destino de personagens menores. São informações que enriquecem a experiência e envolvem o jogador.

Mais do que as vozes dos protagonistas - muito bem representadas - é nessas informações adicionais que a localização para nosso idioma faz mais diferença em "Diablo III". Ao conhecer mais sobre as criaturas e sobre o passado do jogo, é mais fácil se envolver com esse universo brutal. Quem domina o inglês, pode optar por jogar nesse idioma, mas, para muitos, jogar em português será uma ótima experiência, com uma qualidade que deve servir como exemplo para outras produções.

Para completar, há cenas de corte caprichadas e emocionantes, como é de se esperar de uma obra da Blizzard.

Direção de arte

"Diablo III" preserva a visão isométrica dos jogos anteriores, com a câmera posicionada no alto, mas com pequenas mudanças de ângulo em certos momentos. Combinada com os cenários cheios de detalhes, principalmente nas cidades e masmorras, o jogo tem um legítimo apelo retrô.

Vale observar que, embora seja mais colorido do que "Diablo II", por exemplo, a direção de arte não torna o game mais suave. Nuvens fofinhas, arco-íris e unicórnios coloridos só existem em seu estágio secreto. As paisagens são cheias de detalhes sinistros: criaturas estripadas, corpos pelo chão, cadáveres enforcados em árvores e máquinas de tortura são objetos de decoração típicos de "Diablo III".

O uso de cor e iluminação se deve ao fato de que, agora, a Blizzard possui tecnologia para fazer o jogo assim. Ao invés de usar uma paleta de cores reduzida e pouca iluminação para esconder imperfeições, "Diablo III" prefere mostrar tudo nos mínimos detalhes. E é notável como ambientes mais claros na superfície tornam as masmorras que vêm logo em seguida mais claustrofóbicas e assustadoras.

O jogo possui uma identidade visual própria, que o diferencia de "WoW" e "StarCraft 2". Os retratos dos personagens possuem um traço característico bem marcante, que poderia até ser mais aproveitado: algumas cenas de corte, por exemplo, aproximam a ação dos personagens, em um estilo parecido com "Warcraft 3". Nessas horas, manter a câmera afastada e usar os blocos de texto com retratos seria uma opção melhor, para não cortar o clima da partida.

Ação refinada

"Diablo III" refina as mecânicas da série: combate rápido, coleta de tesouros e evolução do personagem. Não à toa, o jogo é um legítimo 'RPG de ação', que compartilha elementos típicos dos RPGs, como a fantasia sombria, uso de magia, itens encantados e personalização dos heróis, mas faz de tudo para agilizar a experiência.

Você usa apenas o mouse e umas poucas teclas para jogar "Diablo III". Atalhos existem, mas apenas para funções simples, como mandar mensagens para amigos no meio da partida ou verificar os itens espalhados pela tela. Na verdade, se há algum indício real de que "Diablo III" ganhará uma versão para consoles, é o sistema de controle, que poderia facilmente ser adaptado para um joystick.

As habilidades são adquridas conforme o herói ganha níveis, mas de maneira linear: novos poderes surgem de acordo com a progressão, bem como runas, que garantem propriedades extras para esses poderes. Você só precisa escolher a combinação que mais lhe agrada, conforme seu estilo de jogo ou na hora de enfrentar um chefão específico.

É um aspecto do jogo que facilita a vida dos iniciantes, pois você consegue se virar por muito tempo com uma única combinação de habilidades - não precisa memorizar atalhos e prestar atenção ao teclado no meio dos combates, como em "Diablo II". Mas é claro que liberar os melhores poderes e as runas mais poderosas só é possível nos níveis mais altos e, para chegar lá, só jogando muito.

Atividades paralelas, como a criação de itens e a aplicação de gemas aos equipamentos, são feitas por personagens coadjuvantes. E, assim como as atividades centrais do jogo, rapidamente se provam viciantes.

Para criar armas melhores ou gemas mais poderosas, é preciso evoluir esses artesãos. Como em um jogo social, você gasta suas moedas de ouro para subir o nível do personagem. Depois de alguns níveis, é preciso fornecer itens específicos, diagramas e receitas para que eles melhorem suas habilidades. Esses itens são encontrados na Casa de Leilões e entre os tesouros das dificuldades mais elevadas do game.

Componente social

Algumas das maiores supresas de "Diablo III" são os componentes sociais do jogo. De cara, você tem o multiplayer, com suporte para até 4 jogadores online. Sua lista de amigos no game - e também em "StarCraft II" e "World of Warcraft" - fica em um canto da tela e pode ser aberta com um clique do mouse, sem interromper a partida.

Entrar em partidas públicas com estranhos é possível, mas é mais rápido e divertido jogar com os amigos. Você pode entrar e sair quando quiser do jogo. Quando outros jogadores entram na partida, a dificuldade sobe, assim como a qualidade dos tesouros. E, para evitar brigas, os itens deixados pelos monstros são exclusivos para cada jogador.

Mas mesmo quem prefere jogar "Diablo III" sozinho, tem boas experiências sociais durante o jogo: a Casa de Leilões, por exemplo, é o local onde você compra e vende itens. Por enquanto, a ferramenta só funciona com as moedinhas de ouro do jogo, mas em breve deve passar a operar com dinheiro de verdade - que, aqui no Brasil, só poderá ser utilizado em jogos da Blizzard.

Delírios de fortuna à parte, negociar itens na Casa de Leilões é uma brincadeira envolvente, que em pouco tempo se torna parte da rotina do jogador. Você entra no game, confere seus lances, transfere seus novos equipamentos para o baú, recolhe seus ganhos e, no fim da partida, retorna para novas negociações. Algumas facilidades presentes em "WoW" fazem falta aqui, como uma busca pelo nome do item e um processo de transferência e avisos dentro do jogo, ou mesmo um aplicativo para smartphones, dedicado aos leilões.

Por último, mas não menos interessante, você pode acompanhar os feitos dos seus amigos em tempo real, enquanto joga. No canto direito da tela, pipocam anúncios com as conquistas mais recentes dos seus colegas. Para os caçadores de conquistas, esses recados constantes estimulam a competição e, como tudo em "Diablo III", a necessidade de jogar mais algumas horas.

Versão (quase) definitiva

Jogar "Diablo III" com o joystick é uma experiência melhor do que se poderia imaginar: com todas as habilidades mapeadas para os botões do controle e a movimentação livre - ao invés de clicar no oponente, você aponta a alavanca em sua direção - o game quase se passa por um jogo de ação. A outra alavanca permite um movimento de esquiva, útil para se afastar de gases venenosos ou do meio da confusão. Não é tão poderosa quanto as habilidades do Caçador de Demônios nesse sentido, mas ajuda no calor da batalha.

O game traz todo o conteúdo já lançado para computador: o tenso modo Hardcore (onde você perde o personagem e seus tesouros quando ele morre), os níveis de excelência, modo de duelo entre jogadores, está tudo lá, é só entrar e sair jogando, sem ter que esperar grandes atualizações.

Talvez mais importante do que as adições sejam as remoções feitas nesse "Diablo III" para consoles. Primeiro, o game não traz a famigerada Casa de Leilões. Você pode conseguir seu equipamento com os mercadores dentro do jogo, criando suas próprias peças no ferreiro ou da maneira mais divertida, abatendo monstros e explorando masmorras. Sem a Casa de Leilões, a qualidade dos itens deixados pelos inimigos é melhor equilibrada ao longo do game.

Como exemplo, no PC após terminar o jogo no modo Normal e jogar metade da campanha no nível Pesadelo, eu não vi cair um único item Lendário de um oponente. Já nos consoles, terminei o segundo Ato do jogo com três itens lendários equipados, além de vários itens raros. Talvez por isso, o jogo não se intimide em lançar mais inimigos sobre os aventureiros - e a sensação de poder e satisafação na vitória seja digna dos "Diablo" anteriores, ao verificar que tem tesouros realmente valiosos como recompensa.

Outra ausência notória é a exigência de conexão constante. Você pode jogar "Diablo III" sozinho numa boa, sem ficar refém de uma conexão inconstante com o servidor do jogo. Também pode jogar partidas multiplayer localmente, com até quatro jogadores no mesmo console. E, se quiser, pode jogar online também em qualquer combinação de quatro jogadores - dois num console e dois em outro, por exemplo. Jogando online, o game suporta para chat por voz, o que deixa a brincadeira ainda melhor.

Só faltou mesmo o conteúdo da expansão "Reaper of Souls", anunciada para PC pouco antes do lançamento de "Diablo III" nos consoles. Uma classe de personagem extra e novas regiões e inimigos seriam muito bem vindos para dar ao game aquele ar de novidade.

Pontos Negativos

Conexão online obrigatória

Para jogar "Diablo III" você precisa, obrigatoriamente, estar conectado aos servidores da Battle.net. Nos primeiros dias de jogo, isso causou revolta e comoção dos jogadores. Com longas filas e servidores lotados, muita gente passou horas tentando entrar no game. De lá para cá, a situação melhorou, mas ainda é incômodo esperar que a Blizzard realize alguma manutenção ou ser expulso do próprio jogo por falhas de conexão.

Com certeza, jogar conectado acrescenta elementos novos ao jogo, mas se você quer apenas jogar sozinho, precisa torcer para que a Blizzard não vá interromper a brincadeira. Mais ainda, fica a sensação de que o jogo não é 100% seu, que quem decide quando você pode jogar é a produtora.

A obrigação de estar conectado parece uma tendência irreversível nos games, mas ainda precisa provar que oferece mais benefícios do que dificuldades para os jogadores.

Mais ação do que RPG

"Diablo III" refina ao máximo os elementos de ação do jogo, reduzindo o jogo à sua essência. Porém, para isso, deixa muitos elementos de RPG de lado, o que pode desagradar alguns veteranos da série.

O microgerenciamento do inventário, por exemplo, foi reduzido. Você não precisa pensar em quantas flechas está carregando, ou se tem pergaminhos de 'Town Portal' em quantidade suficiente. Agora, a preocupação é mais tática: tomar a poção com metade da esfera de energia cheia ou esperar que um globo 'de vida' apareça durante o combate?

O maior impacto dessa simplificação vem da evolução automática dos atributos. Em "Diablo III" o que define seu personagem, mais do que a combinação de poderes e runas, são os equipamentos que ele carrega. Isso permite algumas especulações sobre o futuro do jogo: hoje, não há uma modalidade 'jogador contra jogador', mas a Blizzard já garantiu que está preparando essa opção de jogo.

Com heróis definidos por seus equipamentos, que precisam de uma área segura para configurar habilidades - já que não há atalhos no teclado para isso - que tipo de partida definirá o modo "PvP"? O mais provável é esperar por batalhas ao estilo 'Dota" e poupar suas moedas de ouro para a Casa de Leilões.

Multiplayer local 'casual'

Por mais divertido que seja reunir os amigos para jogar "Diablo III" no sofá da sala, a verdade é que a experiência multiplayer local é bem mais casual - o que destoa do objetivo de um RPG. O motivo é que, ao jogar com vários amigos, você não vai ficar pausando a ação a todo momento para equipar os itens encontrados pelo caminho - afinal, você interrompe o jogo de todo mundo quando faz isso. É como parar para editar o replay do gol em uma partida de "FIFA" naquela festinha com os amigos, com todo mundo esperando para continuar a partida.

Jogar "Diablo III" em multiplayer local é muito divertido e pode ser, sim, uma experiência 'hardcore', mas no máximo com dois jogadores bastante dedicados. Mais gente do que isso, é melhor aproveitar a experiência online ou desencanar e deixar para avaliar seus tesouros depois, quando a turma sair.

Sem interação com a Battle.net

"Diablo III" nos consoles é uma criatura independente do título original e não tem nenhuma ligação com a Battle.net, a rede online da Blizzard. Assim, se você jogou o RPG por centenas de horas no PC, vai ter que começar tudo de novo no PlayStation 3 ou no Xbox 360. Não poderá levar seu personagem favorito para o novo jogo, deverá começar do zero.

Impedir que você leve o personagem do console para o computador é uma limitação que faze sentido pelas diferenças entre as versões do jogo, a Casa de Leilões e a qualidade dos 'drops' de itens, mais especificamente. Mas é uma pena que o jogo não permita nem sequer 'importar' os aventureiros do PC para os consoles.

Nota: 9 (Excelente)

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