Análises

PokéPark Wii 2

Felipe Carettoni

do Gamehall

01/06/2012 15h36

Não se engane pela nota: “PokéPark 2: Wonders Beyond” é grande, bonito e divertido, mas apenas ao público infantil e aos mais fanáticos. Correr de um lado a outro do parque com os mesmos tipos de objetivos certamente é repetitivo, mas não apaga o ótimo trabalho do estúdio The Pokémon Company em transformar o mundo dos monstrinhos de bolso em um ambiente tridimensional e repleto com as mais de 600 criaturas da série. 

Introdução

Quem assistiu ao primeiro filme de Pokémon, chamado de “Mewtwo contra-ataca”, certamente deve se lembrar do pequeno curta-metragem “As férias de Pikachu”, que antecedia o longa. Neste último, Pikachu e outros monstrinhos se aventuraram por um gigante parque de diversões feito exclusivamente para eles, onde fizeram amigos, rivais e disputaram diversos tipos de competições.

“PokéPark 2: Wonders Beyond”, assim como o seu antecessor, explora exatamente a mesma temática do curta anterior, com Pikachu no plano principal, centenas de outros monstrinhos e muitas atrações diferentes. O jogador é simplesmente transportado para um mundo em que conversar na língua dos Pokémon é fácil e o objetivo central envolve fazer amizades e disputar uma série de minigames.

Pontos Positivos

Senso de direção

Diferente de “Pikachu’s Adventure”, “Wonders Beyond” já tem início com um mistério envolvendo, como na linha principal dos últimos jogos para DS, os guardiões Reshiram e Zekrom. Essa misteriosa história desempenha papel importante por dar um senso de direção e identidade mais concretos. O jogador sabe para onde deve ir e porque, algo que não ficou muito claro na versão anterior, também para Wii. A partir do momento em que é criado um objetivo, “PokéPark 2” fica mais divertido justamente por instigar Pikachu, o personagem central, a fazer amizades com vários outros monstrinhos.

Com a vida de um precioso amigo em risco, o rato elétrico precisa se aventurar pelo parque, participando de provas constantes para se tornar amigo de uma infinidade de monstrinhos. Um ponto interessante é a evolução de algumas habilidades, que podem ser treinadas e otimizadas, cada uma por um preço alto, é claro. Esses mesmos ataques podem ser aplicados em divertidas batalhas, nas quis também se aplica a tradicional tabela de fraquezas e resistências. De nada adianta dar um choque em um Pokémon terrestre, mas tente jogar água contra o mesmo.

Cenário gigante

Um desafio cada vez mais constante para o The Pokémon Company é conseguir unir os mais de 600 monstrinhos de bolso em um único jogo. Em “Wonders Beyond” o estúdio teve sucesso, apresentando um parque gigantesco, com áreas completamente diferentes para cada tipo de Pokémon existente. Há campos, oceanos, lagos, cidades grandes, mundos paralelos e muitos outros ambientes para explorar e fazer amizades.

E não é apenas Pikachu que pode ser controlado, já que a cada grande amizade criada é possível controlar outros tipos de monstrinhos, como o aquático Oshawott que possui a habilidade de nadar, e o simpático e poderoso Tepig, de fogo. Vale mencionar aqui o ótimo trabalho do estúdio de transformar todos os Pokémon do 2D para o 3D, mantendo as devidas proporções de tamanho e adicionando vozes para cada um.

Pontos Negativos

Repetitivo

São várias as modalidades de minigames em “Wonders Beyond”, mas dada a enorme quantidade de monstrinhos no jogo, essas mesmas atividades tornam-se repetitivas. Muitas vezes basta brincar de pega-pega com outro Pokémon, o que não dura mais de um minuto, para criar laços de amizade com o mesmo. Outras criaturinhas também precisam que Pikachu constantemente procure por um item perdido no mapa, seja uma bola de vôlei ou outros artefatos específicos, porém fáceis de encontrar.

O jogador corre de um lado a outro do parque seguindo pistas fornecidas por esses novos amigos e são raras as vezes em que é preciso fazer algo a mais. Derrote um chefe ali, pegue um item para aquele outro, ganhe no pega-pega e repita tudo outra vez.

Público limitado

“PokéPark 2” é voltado inteiramente para o público infantil, ou aos mais fanáticos pela série da Nintendo. Seus desafios simples e a temática de construir amizades conversando e brincando é a prova disso. Apesar do enredo envolver um mistério entre lendários que também comandam os jogos “Black” e “White”, aqui os objetivos são muito mais amigáveis e perfeitos para crianças.

Nota: 6 (Razoável)

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