Quantum Conundrum

Claudio Prandoni

Do UOL, em São Paulo

"Quantum Conundrum" repete a fórmula de "Portal" com muita qualidade e carisma. Puzzles inteligentes se misturam a cenários coloridos e uma divertida história com diálogos engraçados, pecando apenas por repetições em excesso de algumas ideias e poucos extras. Ainda assim, para um jogo lançado apenas via download, é uma experiência excelente.

Introdução

E se "Portal" fosse um jogo produzido para crianças? "Quantum Conundrum" é um game que serviria como a resposta perfeita, o que não é de se estranhar: a designer do jogo é Kim Swift, uma das mentes responsáveis pelo primeiro "Portal".

"Quantum Conundrum" tem como protagonista um garoto de doze anos que deve resolver quebra-cabeças diversos envolvendo caixas, botões e manipulação da física.

A grande sacada aqui é que é possível alternar entre quatro dimensões que mudam as propriedades, deixando-os mais leves, pesados e assim por diante, tudo com visual colorido e caricato e diálogos divertidos e criativos.

Pontos Positivos

Estilo "Portal" de ser

"Quantum Conundrum" não nega a maternidade: tudo no jogo transpira "Portal", desde a jogabilidade até os diálogos engraçadinhos dando dicas e pontuando elementos malucos do cenário.

Para quem procura mais das experiências bizarras da Aperture, "Quantum Conundrum" é uma pedida excelente, proporcionando novidade nos cenários e personagens em uma aventura curta que acaba antes de enjoar.

O título soa quase como um "Portal" para crianças ao apostar em fases bem coloridas e estilizadas - lembram desenhos da Pixar - e uma história que parece tirada de animações da TV no sábado de manhã: seu tio é um cientista maluco que foi transportado para outra dimensão e cabe a você ajudar o destrambelhado parente.

Pontos Negativos

Apagões de inspiração

Ao menos em um ponto "Quantum Conundrum" falha em replicar a competência de "Portal": a aparentemente inesgotável fonte de inspiração.

O jogo cansa de usar caixas, cofres e botões para compor seus quebra-cabeças, muitas vezes apresentados de forma aleatória, sem encaixar muito bem na história. Prepare-se para repetir à exaustão macetes para atravessar buracos, como tornar cofres leves para usar como plataformas e assim por diante.

Vale notar, por conta disso "Quantum Conundrum" é também um jogo bem mais fácil que "Portal" e sua continuação.

Acaba quando termina

Com cerca de 6 a 8 horas de brincadeira, "Quantum Conundrum" é um jogo com poucos extras para incentivar novas partidas. Os colecionáveis pelas fases são poucos e fáceis de pegar e também não há um modo multiplayer - algo que, como já vimos em "Portal 2", funciona muito em games do tipo.

Ao menos, é possível visitar níveis já batidos para bater metas de tempo e outros desafios.

Nota: 8 (Ótimo)

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