Análises

Deadpool

Pablo Raphael

Do UOL, em São Paulo

24/07/2013 18h49

"Deadpool" tinha todos os ingredientes para ser um divertido game de ação, mas a produtora High Moon errou a mão na receita. O game deixa qualquer tentativa de enredo de lado para colocar o mercenário tagarela nos holofotes - por tempo demais e de maneira até cansativa.

Isso até seria perdoável, dada a natureza do personagam, se o jogo em si fosse bom. Mas a ação consiste em pular algumas plataformas, enfrentar ondas de inimigos genéricos esmagando botões e dando uns tiros aqui e ali.

O game é genérico, as aparições de heróis e vilões do universo X-Men é mal aproveitada e se você entende inglês, vai se cansar rapidamente das piadas machistas e ofensivas de Deadpool - que consegue ser mais bobo do que "Duke Nukem", mas sem metade do carisma do brutamontes.

Introdução

"Deadpool" é um jogo sobre um herói mutante que sabe que está num jogo de videogame. Derrubar a quarta parede é parte do sucesso do mercenário Deadpool nos quadrinhos. O personagem faz piadas com o jogador, comenta as falhas do próprio jogo e discute com os produtores durante toda a aventura. É um jogo de ação, que não pega leve na pancadaria e nos tiroteios, mas não faz muito bem nem uma coisa, nem a outra.

Pontos Positivos

É divertido

"Deadpool" é um jogo de ação descerebrada, em que você distribui golpes de artes marciais e manda bala em um exército de inimigos com pouquissimas variações. Mesmo os maiores 'monstros' que surgem pelo caminho se limitam a dois ou três tipos.

Conforme avança, você acumula pontos que pode usar para desbloquear melhorias para Deadpool e novas armas, como metralhadoras, lança-mísseis ou armas brancas mais sangrentas do que as espadas do anti-herói.

É um jogo rápido e divertido, mas não espere muito mais do que isso. Se jogos fossem filmes, "Deadpool" é uma comédia barata para ver no meio de uma tarde preguiçosa. Você vai rir da primeira vez, mas vai esquecer dela algumas horas depois - e não vai ter vontade de assistir de novo.

Pontos Negativos

Sem pé nem cabeça

Logo no começo do jogo, Deadpool resolve ignorar o roteiro do jogo. Por isso, você nunca faz idéia dos motivos de sua aventura, simplesmente vai para lá e pra cá, visitando locações como os esgotos da cidade, um arranha-céu ou a ilha de Genosha, totalmente arrasada por razões que você, jogador, desconhece.

A missão envolve deter o vilão Sr. Sinistro e Deadpool conta com a ajuda do grandalhão Cable e dos X-Men. Toda vez que um personagem tenta explicar o que está acontecendo, Deadpool se distrai ou interrompe a conversa. No fim, o que importa é seguir em frente arrebentando tudo e todos.

Por sinal, esses personagens são subutilizados, deixando nos fãs de quadrinhos um sentimento de desperdício, de que poderiam ter acrescentado algo mais além de servir de piada para Deadpool.

Esmagador de botões

"Deadpool" tenta oferecer um sistema de combos, inclusive com uma mecânica de teleporte que lembra, em conceito, os contra-ataques de "Batman: Arkham City". Na prática, tudo se resolve esmagando botões até não sobrar nenhum inimigo de pé.

O tiroteio é até pior: andar e atirar é uma tarefa ingrata, mas é tudo tão simplório que você detona os inimigos comuns facilmente com uns poucos disparos. Já o sistema de trava da mira é irritante e, ainda bem, utilizado em poucos momentos do jogo.

Você libera novas armas conforme avança, mas só usará esse arsenal quando ficar sem munição na sua arma favorita, pois o resultado é o mesmo. Poucas cenas envolvem alguma estratégia, como uma luta contra um chefão ou algum mutante mais poderoso - mas em geral, basta correr, se teleportar e descer a pancada nos oponentes.

Nota: 5 (Medíocre)

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