Análises

Pro Evolution Soccer 2017

Claudio Prandoni

Do UOL, em São Paulo

"Pro Evolution Soccer 2017" faz uma coisa muito bem: recriar com emoção o futebol jogado dentro das quatro linhas.

O game deste ano segue a evolução forte iniciada em "PES 2015" e apresenta controles precisos, disputas de corpo realistas e chutes, passes e lançamentos versáteis. Cada chute e passe errado transmite bem a impressão de que falta apenas mais habilidade de quem joga.

E sim, as disputas no "PES 2017" são um pouquinho mais emocionantes e acirradas do que no "FIFA 17", mas é só isso. Em todo o resto o jogo da Konami leva um banho da Electronic Arts, especialmente ao conferir a qualidade do modo Jornada do "FIFA".

Menus confusos e burocráticos ainda estão lá, agora acompanhados de uma enorme quantidade de times genéricos do mundo todo.

O Barcelona aparece licenciado e o estádio Camp Nou é exclusivo do "PES", mas é pouco animador fazer um clássico contra o MD White de Cristiano Ronaldo em vez do tradicional Real Madrid.

Por sua vez, o enxuto cardápio de opções sofre com a saída da Libertadores, que aparece de forma genérica no jogo, e o promissor MyClub volta um pouco melhor, porém ainda mais no campo da promessa do que da realidade.

É verdade que nas plataformas PlayStation é razoavelmente prático para utilizar arquivos criados por outros usuários para corrigir os elencos, mas duvido que seja o tipo de processo que a maioria dos fãs da série vão querer encarar.

Felizmente, o Brasil é uma das poucas exceções em relação a isso. Pela primeira vez em um jogo de videogame o Campeonato Brasileiro aparece 100% licenciado, com Corinthians e Flamengo mais uma vez exclusivos, e seis estádios daqui - Arena Corinthians, Beira-Rio, Maracanã, Mineirão, Morumbi e Vila Belmiro.

Mas nem tudo é alegria. O lado brasileiro de "PES 2017" celebra também a estreia de Milton Leite como narrador, substituindo Silvio Luiz, que comanda as partidas ao lado de Mauro Beting, mais uma vez no papel de comentarista. Milton traz novos ares à série, mas fica a impressão de um trabalho feito às pressas.

Muitas das falas de Milton Leite são repetições quase literais do que Silvio Luiz falava. Muitos dos bordões de Milton soam forçados e é muita clara a falta de variedade na narração.

Em linhas gerais, valem para "PES 2017" as mesmas conclusões e reflexões sobre o jogo do ano passado: é o melhor da série, refinando ainda mais tudo que brilhou na edição anterior, mas ainda há muito trabalho a ser feito fora das quatro linhas, especialmente ao ver o que o rival "FIFA" vem fazendo ano a ano.

Milton Leite fala sobre narrar PES e FIFA

Nota: 9 (Excelente)

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.title}}

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Topo