Análises

Battlefield 1

Pablo Raphael

Do UOL, em São Paulo

21/10/2016 13h29

Ao adotar os campos de batalha da Primeira Guerra Mundial como pano de fundo para "Battlefield 1", a produtora sueca DICE conseguiu não só renovar a franquia, como desenvolver uma campanha solo quase tão boa quanto a do primeiro "Bad Company".

A campanha para um jogador de "Battlefield 1" é composta de uma série de histórias de guerra, cada uma com personagens diferentes e ambientada em um dos muitos cenários da guerra que acabaria com todas as guerras.

A dimensão do combate é notada já na tela de seleção dessas histórias, representando metade do globo terrestre. As tramas não são interligadas, funcionando como contos de guerra isolados, empolgantes e, muitas vezes, trágicos, que dão nomes e rostos para os soldados que lutaram e morreram aos montes no começo do século XX.

Desde o prólogo em que você controla vários soldados em uma resistência desesperada, saltando para o comando do próximo recruta sempre que um deles tomba em combate até os duelos aéreos dos mais bonitos já vistos num game, não há prazer em estar no campo de batalha - o game lembra, de certa forma, os primeiros "Medal of Honor" e "Call of Duty", com uma sobriedade ausente nos jogos de tiro atuais.

Algumas das aventuras são mais envolventes que outras. A travessia do tanque Black Bess e seus tripulantes por florestas e vilarejos na França é uma das melhores partes do jogo, alternando entre combate de veículos pesados e sequencias a pé que exigem planejamento, furtividade e sangue frio, é uma das melhores, assim como a campanha do deserto, onde você luta ao lado de Lawrence da Arábia contra o império Otomano.

Já a campanha com o soldado italiano encouraçado é a mais chata - mesmo durando pouco, a variedade das missões é pequena e fica meio tediosa. Você praticamente avança e atira em tudo que aparece pela frente.

Mesmo que nem sempre empolgue, a campanha de "Battlefield 1" é muito superior ao mostrado nos últimos dois jogos da série. A DICE está pegando o jeito de contar boas histórias de guerra e faz isso com uma sobriedade elegante. A dublagem brasileira também manda bem e preserva a atmosfera da época, mostrando que "Battlefield" não precisa de celebridades no elenco para fazer bonito.

Dito isso, a campanha solo de "Battlefield 1" poderia ser maior. Você vai terminar todas as missões em 5 ou 6 horas de jogo. E elas são boas o bastante para ficar aquela sensação de "quero mais".

Multiplayer robusto

Por melhor que seja a campanha, o foco de "Battlefield 1" é nas partidas multiplayer. Levar o jogo para a Primeira Guerra Mundial resultou em muitas armas e equipamentos novos, veículos bastante divertidos de pilotar e cenários incríveis em locações bastante diversificadas.

Como é típico da série "Battlefield", você escolhe entre diferentes classes de soldado, cada uma com um papel bem estabelecido durante as partidas. Se você gosta de explodir coisas ou detonar todo mundo na linha de frente, não vá jogar de médico. É bom experimentar cada classe e ver quais se adequam melhor ao seu estilo de jogo.

As modalidades incluem desde os tradicionais mata-mata em equipe e dominação, onde é preciso capturar pontos estratégicos no mapa para derrotar o adversário. Essas modalidades são sempre divertidas e exigem bastante trabalho em equipe, mas o destaque do novo game da DICE é o modo chamado Operações.

Essa modalidade mostra que a DICE aprendeu alguns truques novos com "Star Wars: Battlefront" e coloca os jogadores em um grande pelotão lutando contra os inimigos pela conquista de objetivos no mapa. As batalhas em Operações rendem momentos épicos - derrubar um zepellin com a ajuda dos colegas jogadores é daquelas situações que só um bom jogo multiplayer é capaz de proporcionar.

Os mapas de "Battlefield 1" costumam ser grandes, para comportar o uso de veículos como tanques de vários tamanhos, carros, aviões e até cavalos. Em Operações, a dimensão dos mapas é acompanhada com um senso de progressão conforme os jogadores conquistam cada objetivo apresentado pelo game e a rodada seguinte avança para um novo mapa. Se o seu time perde, a rodada seguinte envolverá a defesa de um território anterior contra o avanço dos adversários.

Para vencer, é preciso não só boa pontaria e domínio dos mapas, mas uma compreensão precisa do funcionamento de cada classe. Os engenheiros são essenciais para manter os veículos funcionando, os soldados de assalto formam a linha de frente e por aí vai. Quer jogar de sniper? Acostume-se a ficar longe da ação e a lidar com a raiva dos jogadores desatentos que cruzarem a sua mira!

Além das classes comuns, há algumas classes especiais, como o infernal soldado do lança-chamas, por exemplo. Da mesma forma, alguns mapas possuem veículos especiais que são ativados no decorrer da partida, como o dirigível e o trem encouraçado.

Você ganha experiência com cada classe que joga e vai desbloqueando novos equipamentos e armas ao subir de nível. Há toda uma mecânica de evolução envolvendo medalhas, créditos de guerra e experiência - leva um tempo, mas jogadores dedicados vão gostar de explorar os sistemas do jogo e personalizar seus soldados detalhadamente.

Nota: 9 (Excelente)

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