Análises

World of Final Fantasy

Pedro Henrique Lutti Lippe

Do UOL, em São Paulo

25/10/2016 02h01

Dos mesmos criadores de "Final Fantasy XV", chega às lojas a antítese de "Final Fantasy XV". O mais aguardado game da Square Enix orgulha-se de realismo, ação cinematográfica e um enorme mundo aberto. Já "World of Final Fantasy" mostra que um RPG nos moldes clássicos, com um sistema de batalhas simples por turnos e um mundo de 'telas conectadas' ainda pode dar certo em 2016.

O 'truque' da produtora foi copiar a mais bem-sucedida série de RPGs em turno de todos os tempos: "Pokémon".

Por mais que o material promocional do game não deixe isso claro, "World of Final Fantasy" é um RPG em que você 'captura' versões fofas de monstros e heróis da série e os usa em batalhas.

No mundo de Grymoire, a força está nas mãos daqueles capazes de domar Mirages - aparições de outras dimensões que seguem piamente os comandos de seus mestres. Lançados pela inércia em uma aventura para defender os cidadãos de bem deste plano, os protagonistas Lann e Reynn são justamente domadores de Mirages, imbuídos da missão de enfrentar o maligno reino de Bahamut.

O marketing da Square Enix vende "World of Final Fantasy" como um jogo que quer conquistar novos fãs para a franquia. O foco no público infantil é claro: os temas principais da aventura são os mesmos que você esperaria de um desenho de sábado de manhã, tais quais os visuais super deformados.

Mas são os fãs dos tempos da era de ouro dos RPGs quem mais vão curtir o game. E não só por causa das constantes aparições de personagens "Final Fantasy" clássicos, como Cloud, Squall e Vivi; "World" é sarcástico e inteligente, e faz referências e piadas com um tom divertidíssimo de autocrítica.

Pois bem: nesta 'cópia' de "Pokémon", é importante capturar monstrinhos com suas Pokébolas - digo, Prismariums - para recrutá-los para seu exército. O 'twist' da experiência é que as batalhas são lutadas por equipes de seis guerreiros, que estranhamente têm o poder de 'empilharem-se'.

Como três peças de um Megazord, os dois protagonistas e as Mirages conseguem lutar separadamente, mas ficam mais fortes quando combinadas. E a estratégia do sistema de batalha de "World of Final Fantasy" está justamente na organização destas pilhas. Diferentes combinações de monstros habilitam diferentes poderes - e o game logo fica desafiador o suficiente para que o jogador seja obrigado a experimentar de tudo.

Apesar de ser derivativo, "World of Final Fantasy" encontra espaço para uma boa dose de engenhosidade no sistema de batalha. Apesar de ter versão para o Vita, ele agrada os olhos até mesmo no PS4.

O jogo não é perfeito: a inteface podia ser melhor planejada, e as telas de carregamento parecem exageradas (principalmente no PS4). Mas é um ótimo lembrete de que, apesar da Square Enix estar tentando seguir em frente com "Final Fantasy XV", ela não tem medo de olhar também para o passado.

Nota: 8 (Ótimo)

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL

do UOL

"Full Throttle Remastered" é passeio nostálgico na estrada dos adventures

Considerado um dos maiores clássicos dos adventures "point and click", "Full Throttle" é uma verdadeira aula do gênero: você é Ben, líder da gangue de motociclistas   No jogo, Ben e sua gangue acabam envolvidos numa trama de disputas corporativas e assassinato, quando o executivo Adrian Ripburger decide tomar o controle da Corley Motors, última fabricante de motocicletas do mundo... para trasnformar a empresa numa montadora de minivans!   Ao longo de "Full Throttle", Ben precisa limpar seu nome, salvar os Polecats e a mecânica Maureen, além da Corley Motors, em uma aventura "on the road" pontuada por quebra-cabeças, combates na estrada e frases marcantes, bem conhecidas dos jogadores veteranos, como a piada "Não vou colocar minha boca nisso!", usada sempre que o jogador sugere que o personagem interaja com algum objeto usando a boca ao invés de usar as mãos ou chutar.   O game usa o motor SCUM, o mesmo de outros games da produtora, como "Day of the Tentacle", mas aposta também em passagens 3D onde Ben luta contra membros de uma gangue rival, trocando golpes ao estilo "Road Rash".   Remasterização primorosa   $escape.getH()uolbr_geraModulos('embed-foto','/2017/full-throttle-nota-1494353624354.vm') Essa é a aventura que a Double Fine revive em "Full Throttle Remastered", para PC, PlayStation 4 e PS Vita. O jogo teve os gráficos retrabalhados a partir da arte original e todas as falas foram regravadas - inclusive a ótima interpretação do ator Mark Hamill (o Luke Skywalker de "Star Wars") para o vilão Ripburger, que está mais "Donald Trump" do que nunca.   O passeio pela auto-estrada da nostalgia traz opções que vão agradar aos fãs das antigas, como a opção de alternar entre os gráficos atuais e o quadriculado original ao toque de um botão e os comentários dos produtores revelando detalhes do design original e da remasterização.   O jogo é rápido, uma vez que você sabe o que fazer em cada situação, e pode ser terminado em cerca de 2 horas - jogando com atenção, você ainda coleta todos os troféus do game nesse período, ou seja, não há muitos motivos para jogar uma segunda vez.   "Full Throttle Remastered" segue o padrão de qualidade das adaptações dos jogos da LucasArts para plataformas mais recentes, iniciada nos dois "Monkey Island" e aprimorada em "Grim Fandango" e "Day of the Tentacle", mostrando que bons adventures podem ir além da fórmula de diálogos e escolhaas da Telltale (de "The Walking Dead") ao mesmo tempo em que aponta como se faz uma boa remasterização.

do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Topo