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Análises
Super Mario 64 DS
Nintendo DS
"Fãs do original vão perceber muitas mudanças logo de cara."


29/11/2004
da Redação

Quando a Nintendo anunciou seu novo portátil, ela havia explicado que esperava criar novas maneiras de possibilitar interação. Eles não estavam brincando, e "Super Mario 64 DS" - apesar de ser um remake - serve de introdução para muitas das possibilidades do Nintendo DS.

O game é baseado em "Super Mario 64", o título de estréia do Nintendo 64 e jogo que marcou uma revolução no gênero. O sistema de controle seria copiado em virtualmente todo jogo de plataforma 3D, assim como o novo direcional analógico do console. De certa forma, esse remake traz alguns sinais da idade de "Mario 64" - que completou oito anos em 2004 -, mas também serve como um ótimo lembrete da qualidade geral do game.

Flashback ou surpresa?

Fãs do original vão perceber muitas mudanças logo de cara. Mario não chega sozinho para comer bolo no castelo da princesa Peach: ele está acompanhado de Luigi e Wario. E o jogador não começa controlando nenhum deles, mas Yoshi, que está dormindo sobre o castelo. Desta vez, a porta de entrada está trancada, e o herói precisa caçar uma chave e neste momento o jogo oferece um breve tutorial da função de mapa que é exibido na tela inferior do DS.

Mas as diferenças vão mais longe. O game ganhou algumas fases pequenas e inéditas, 30 estrelas novas e algumas mudanças em sua estrutura. Cada um dos personagens conta com poderes diferentes, exigindo o uso dos quatro para conseguir todas as estrelas. Mesmo quem conhecia o original de cabeça vai ter alguns momentos com surpresas.

Uma questão de tato

Mas muitos devem estar se perguntando como é possível controlar o game sem um direcional analógico. A resposta não é apenas uma. "Super Mario 64 DS" oferece três opções diferentes de controle, mas elas compartilham muito em comum. Primeiro, a função de correr foi mapeada para um dos botões, imitando um controle mais tradicional dos jogos 2D de "Mario". Usar o direcional para esquerda e direita faz o personagem andar para o lado, mas com uma rotação mais pronunciada, misturando um pouco com o sistema d a série "Resident Evil". Finalmente, a tela sensível ao toque do aparelho pode ser usada como um direcional analógico virtual, que é melhor aproveitada usando o "thumb wrist" (aquele luvinha de dedo) que acompanha o portátil.

A mistura dessas mudanças acaba atrapalhando os jogadores no começo, mas com um pouco de treino acaba recuperando quase toda a jogabilidade do original. O segredo é experimentar de cara todas essas novas maneiras de controle. A solução não é das mais elegantes, mas não decepciona os jogadores mais dedicados.

Visualmente, o game traz gráficos melhores do que os do original, apesar de ser difícil perceber isso sem uma comparação direta. Ajuda, é claro, o fato da tela do Nintendo DS ser bem menor do que a de uma TV convencional. Apesar de não se equiparar aos visuais dos jogos 3D atuais para consoles, "Mario 64 DS" tem uma estética sólida e funcional.

Influências de Wario

Não citar os passatempos seria um enorme erro. Escondidos pelo castelo estão diversos coelhos que guardam chaves para um gaveteiro de mini-games. Cada um desses muitos passatempos usa a tela sensível do DS de uma maneira diferente, e todos são bastante divertidos. Além disso, "Super Mario 64 DS" oferece uma modalidade multiplayer para quatro pessoas, colocando jogadores à caça de estrelas. A opção só exige um cartão do game e é vagamente divertida, mas um dos aspectos mais fáceis de ignorar do pacote.

"Super Mario 64 DS" é mais do que um remake, mas provavelmente menos do que os fãs poderiam desejar de um novo jogo do herói bigodudo. Quem nunca jogou o original e não tem medo de aprender esse novo método de controle não deve deixar esse clássico passar em branco. Mas apesar das dificuldades, ele é um dos jogos obrigatórios para quem quer uma introdução e apresentação ao DS.