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Mario & Luigi: Partners in Time
Nintendo DS
"... ciclo entre passado e presente e (...) aparição dos bebês conseguem dar novo ânimo à franquia..."


13/01/2006
da Redação

Não é a primeira vez que Mario e Luigi protagonizam um RPG - em 2003, os irmãos bigodudos foram as estrelas de "Mario & Luigi: Superstar Saga" -, mas é através da continuação "Partners in Time", para o portátil de duas telas Nintendo DS, que a dupla atinge a maturidade e o auge nos games de interpretação de papéis.

Desta vez, a ameaça vem de outro planeta: a raça alienígena Shroob resolveu vasculhar o universo em busca de um novo lar e, naturalmente, viu em Mushroom Kingdom o lugar perfeito. O resto é o "mesmo de sempre", mas com certos ingredientes novos: a Princesa Cogumelo é seqüestrada e cabe a Mario e Luigi resgatá-la.

Para tanto, os irmãos precisam viajar ao passado, o que só é possível graças a uma geringonça inventada pelo Professor Elvis Gadd. Lá, porém, eles se deparam com versões bebês de si mesmos e, juntos, vivem uma aventura com toques únicos - por sinal, as versões infantis de outros personagens célebres, como a Princesa e Bowser, também dão as caras.

Quem vive do passado... se diverte ainda mais

"Partners in Time" é ambientado nas versões do presente e do passado de Mushroom Kingdom e o intercâmbio entre as duas épocas será uma constante, graças aos "buracos do tempo" que aparecem de vez em quando. Na tela superior, durante a maior parte do jogo, é exibido o mapa da fase atual e suas subdivisões, indispensável para que você se localize em meio a tantos cenários.

A jogabilidade, em sua essência, não foge muito ao habitual misto de aventura e RPG de Mario e Luigi, ou seja, alia exploração dos cenários, resolução de quebra-cabeças, evolução dos personagens e, obviamente, as batalhas, que acontecem através de um sistema de turnos.

No início, você controla somente Mario e Luigi, que andam sempre juntos, com o mascote da Nintendo enquanto líder. O botão A desempenha as ações de Mario, enquanto o B faz o mesmo com Luigi. Quando ambos se juntam às suas versões bebês, os botões X e Y passam a desempenhar os comandos de Baby Mario e Baby Luigi, respectivamente. É uma dinâmica simples, porém engenhosa, já que dá a você, de maneira eficiente, o controle sobre quatro personagens simultaneamente, o que não é lá uma tarefa das mais fáceis.

Não é raro as duplas se separarem temporariamente, principalmente para solucionar quebra-cabeças, uma vez que há lugares acessíveis apenas aos bebês. Quando isso acontece, a tela superior exibe Baby Mario e Baby Luigi, enquanto a inferior continua mostrando as versões adultas. São situações em que é preciso se desdobrar para alternar os controles, de olho em ambas as telas.

Baby Mario e Baby Luigi têm outros truquezinhos na manga: depois que cada um ganha um martelo dos Hammer Brothers, é possível utilizar os acessórios para ativar alavancas e botões. Os pequenos também se transformam em uma espécie de pião que se desloca por baixo do solo ou, devidamente "amassados" pelas versões mais velhas, adquirem temporariamente um formato chato, semelhante ao de uma pastilha, para acessar pequenos espaços ou até mesmo flutuar diante de ventanias.

Já Mario e Luigi, juntos, executam saltos giratórios e até mesmo "se enrolam" para adquirir o formato de uma bola. Normalmente, eles carregam suas respectivas versões menores nas costas e, quando todos estão juntos, outras ações são disponibilizadas. Em uma delas, atira-se o bebê para cima, de forma a atingir alturas até então inimagináveis.

Como se pode perceber, são muitas as combinações possíveis, o que dá à porção aventura de "Partners in Time" muitas alternativass para manter os jogadores extremamente entretidos e envolvidos com os diferentes desafios de cada cenário.

Quatro vezes mais possibilidades

Se na porção aventura o quarteto já oferece tantas possibilidades, o mesmo pode se dizer sobre as batalhas que, como já dissemos acontecem por turnos. Qualquer uma das duplas pode enfrentar diversos inimigos encontrados pelo caminho, mas quando todos estão unidos, o poder de ataque e de defesa é total.

A ação básica dos personagens é o tradicional pulo, sendo que pressionado o botão uma segunda vez, dentro de um certo "timing", antes que se atinja o inimigo, multiplicam-se os danos do ataque. O pulo, no entanto, é apenas a ponta do iceberg.

Lembra dos martelos dos bebês? Pois é. Eles podem ser utilizados tanto para atacar os inimigos quanto para contra-atacá-los. Outro recurso essencial são os itens, como os casquinhos verdes, que podem ser chutados várias vezes pelos dois bigodudos, literalmente detonando os adversários.

Nas batalhas, o que conta é não apenas tomar a decisão correta, escolhendo o melhor item ou modalidade de ataque para àquela situação, mas também ter habilidade com os botões, o que no início não é tão fácil, já que cada um corresponde a um personagem diferente. É possível repelir muitas das investidas inimigas, mas isso exige desviar na hora certa e levar em consideração que, muitas vezes, o adversário blefa.

Como na aventura, combinar os ataques de Mario e Luigi com os de suas versões bebês potencializa os danos, e há várias alternativas para fazer isso, transformando os combates em um verdadeiro jogo de inteligência, principalmente nas batalhas contra os chefes, que exigem muito do jogador.

Com as moedas coletadas durante o jogo, é possível comprar itens nos shoppings e se preparar de maneira mais adequada para as batalhas. Há, inclusive, até roupas diferentes para trajar nos personagens.

A parte do RPG entra no final dos combates, quando são contabilizados os pontos de experiência ganhos, evoluindo irmãos e irmãozinhos de nível. Os atributos são os habituais, ou seja, energia, força, defesa, velocidade etc - mas ainda há espaço para o obscuro "stache", que corresponde ao... bem, corresponde ao bigode, oras.

Fazendo jus ao bigode

As texturas não são das mais detalhadas, nem os efeitos visuais aparecem em abundancia. Porém, o visual recria com certa maestria os cenários e paisagens para lá de conhecidos da série. A trilha sonora não é das mais variadas, principalmente quanto às "vozes" dos personagens, mas as músicas características de Mario, verdadeiros clássicos imortalizados, compensam.

"Mario & Luigi: Partners in Time" é uma aventura à altura dos irmãos e, com o ciclo entre passado e presente, além da aparição dos bebês, consegue dar novo ânimo à uma das franquias mais exploradas da história do videogame. Embora a sensibilidade da tela inferior não seja utilizada de maneira significativa, o jogo ainda é compatível com o Rumble Pak, aproveitando ainda mais as características únicas do portátil.

O game exige, ao mesmo tempo, reflexo e raciocínio e, embora ofereça unicamente o modo principal de jogo, ainda assim é uma aventura de várias horas e que vale muito a pena encarar.