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Análises
Shrek Superslam
PC
"Limitado e repetitivo, só mesmo com o humor sarcástico dessa galera para conseguir passar..."


21/12/2005
da Redação

Historicamente, o filme de animação "Shrek" nunca recebeu boas adaptações para os games. Não que tenham sido jogos ruins, mas que tecnicamente deixaram a desejar pelas limitações, deixando claro que se não fosse o ogro verdade e sua turma, seriam títulos completamente dispensáveis.

Jogo de um golpe só

"Shrek SuperSlam" é o que poderíamos chamar de "bônus", afinal, o jogo de "Shrek 2", mais recente capítulo do filme, já foi lançado há cerca de oito meses. Agora, Shrek e outras figurinhas carimbadas da telona resolveram se arriscar em um jogo de luta "melee", ou seja, baseado em combates rápidos (dois minutos, em média), muitas vezes com mais de dois participantes simultâneos.

Ainda que a mecânica de jogo não seja das mais complexas, vale a pena passar pelos módulos de treinamento para, na pele de Shrek, surrar o Príncipe Encantado - e, de quebra, familiarizar-se aos comandos. A quantidade deles não é enorme, mas para um jogo até certo ponto descompromissado, como "Shrek SuperSlam", surpreende.

Basicamente, os personagens têm um ataque rápido, um forte, pulam e arremessam objetos. Combinando os botões, chega-se a seqüências de golpes que dão variedade às lutas, sem contar que, periodicamente, armas e outros objetos aparecem nas arenas.

Contudo, o ataque mais importante de todos é o "Slam". Na verdade, nele se concentra praticamente todo o jogo. À medida que você desfere sopapos nos adversários, um medidor é preenchido e, quando cheio, permite desferir um ataque slam - que, como você pode imaginar, é o mais potente de todos.

Os lutadores não possuem uma barra de energia, como é costume em jogos do gênero. Ao invés disso, cada ataque slam que atinge o oponente, conta um ponto - da mesma forma que sofrer um, significa um ponto a menos. Ao final do embate, vence quem tiver o maior número de pontos. Surpreendente, não?

Com esse sistema, não sobra muito espaço para bolar estratégias ou táticas. Quando a luta começa, é um salve-se quem puder para conseguir os slam e desferi-los com sucesso. De fato, não é para se esperar mesmo uma imensa gama de opções de um jogo melee, mas ainda assim o ogro feioso e sua turma dão conta do recado.

Bazuca de Fadas e Varinha de Pum

E tudo, como não poderia deixar de ser, vem acompanhado de generosas doses de humor. Dentre as armas que surgem pelas arenas, por exemplo, merecem destaque a Varinha de Pum, que dispensa apresentações, e a Bazuca de Fadas, ideal para ataques à longa distância - ainda mais quando em modo slam. Adicione a essa mistura itens malucos que podem mudar a sua sorte, como um capacete viking, que transforma todos os golpes em slam, e a bagunça está armada.

De início, são dez os personagens disponíveis, mas ao longo do jogo é possível destravar outros dez, além de uma série de extras, como novos trajes. Cada lutador tem seu estilo favorito: o Gato de Botas prefere a esgrima, enquanto o Burro apela para os coices e patadas. Outras figurinhas carimbadas revelam seus dotes de combate, como o Homem-Biscoito e até mesmo a Princesa Fiona (esta presente em formas de humana e ogra, diga-se de passagem).

O modo Story tem como pano de fundo uma história que Shrek e seus amigos começam a contar para os filhotes de Burro e da charmosa Dragão, cheia de eventos insanos e inusitados. Nesse ponto é que se percebe quanta diferença faz ter uma boa franquia em mãos, principalmente quando utilizada de maneira adequada.

Em outras palavras, o modo não passa de um amontoado de lutas muitas vezes até repetitivas, mas as pequenas introduções antes de cada uma delas são de tirar qualquer um do sério (no bom sentido). Imagine um duelo entre o Gato de Botas e o Homem-Biscoito porque o felino simplesmente comeu um biscoito no bar - onde, por sinal, Pinóquio jogava sinuca com o próprio nariz. Realmente, não dá para conter os risos.

Encarando com humor

O jogo está longe de ser ruim, mas, mesmo diante de lutas com múltiplos personagens na tela e arenas cheias de objetos quebráveis (e "atiráveis"), não dá para fugir do marasmo após algum tempo de jogatina.

Isso porquê a inteligência artificial é quase insignificante, a ponto de ter momentos em que você larga o controle totalmente por alguns segundos e não sofre ataque algum por parte do adversário. Os comandos também não ficaram muito práticos, e aqui cabe um aviso para quem pretende jogar no PC: arrume um controle - do tipo "gamepad", de preferência - com urgência.

O jogo é tridimensional e o trabalho ligado à interação dos lutadores com os elementos do cenário ficou longe de ser bem feito. Freqüentemente, mirar no adversário, apanhar um objeto do chão ou pular para alcançar um lugar no alto tornam-se tarefas penosas, de tentativa e erro. Não que se exija de "Shrek SuperSlam" o apuro técnico de um "Soul Calibur" ou de um "Tekken", mas essa parte poderia ter sido melhor trabalhada.

A boa notícia é que, quando você enjoar de apenas lutar, há mais o que fazer: o modo Mega Challenge, por exemplo, consiste em uma imensa gincana, cheia de provas diferentes, lembrando o estilo "party". São 45 ao todo, ou seja, a longevidade, ao menos, é garantida.

Por falar nisso, o jogo traz ainda multiplayer para quatro jogadores simultâneos em um mesmo console (ou no PC, se você conseguir acomodar duas pessoas em um teclado e outras duas com controles), modalidade que é particularmente divertida quando jogada entre equipes.

No fim das contas, é até difícil determinar um público-alvo mais adequado para "Shrek SuperSlam" que não fuja muito dos fãs do ogro ou, quando muito, dos que apreciam jogos do tipo melee e não são tão exigentes. Limitado e repetitivo, só mesmo com o humor sarcástico dessa galera para conseguir passar algumas horas lutando.