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Guitar Hero
PlayStation 2
"... parece um game feito por amantes da música para fãs de rock."


05/01/2006
da Redação

Ser uma estrela de rock. Muitos garotos - e, atualmente, muitas garotas também - já devem ter sonhado com isso e, se não conseguiu realizar o desejo, pelo menos a Red Octane e a Harmonix apresentam "Guitar Hero", um jogo musical para entusiasmar qualquer roqueiro amador.

O gênero de games musicais tem uma história recente - se popularizou nos videogames com "Parappa the Rapper", do PSOne, em 1997 -, mas já está cheio de títulos marcantes, como o próprio "Parappa", "Bust a Move", "Beatmania", "Dance Dance Revolution" e seus congêneres. No campo do rock, se destacam "Um Jammer Lammy" e "Guitar Freaks".

Este último game, da Konami, é muito parecido com "Guitar Hero": ambos possuem um controle em forma de guitarra e a mecânica é similar, só que "Freaks" nunca saiu do arquipélago japonês. Azar da companhia de Kobe, pois com um um game tão bom como "Hero" será difícil competir.

Escola de rock

O mecanismo de "Guitar Hero" não é exatamente original. Na verdade é muito similar a "Beatmania": basta apertar o botão correspondente ao ícone que desce por um gráfico - no caso, o braço de uma guitarra - no exato momento em que ele atingir a área demarcada. Quer dizer, nada muito diferente de qualquer game baseado em ritmo.

O que o torna "Guitar Hero" especial é, em primeiro lugar, o controle em forma de guitarra, uma réplica da Gibson SG, um dos modelos mais famosos do mundo, usada, por exemplo, por Tomy Iommi, do Black Sabbath, ou Frank Zappa. São cinco botões no braço e um interruptor no corpo, que pode ser acionado tanto para cima ou para baixo, como o instrumento de verdade. Por fim, há uma alavanca, que serve basicamente para fazer "vibratos".

Nesse caso, a mecânica de jogo varia um pouco, pois é preciso previamente apertar o botão correspondente no braço e acionar o interruptor no momento certo, simulando com bastante fidelidade o instrumento tradicionalmente de seis cordas. O interessante é que se pode usar técnicas um pouco mais complexas, como o "hammer-on" e "pull-off", que consistem em ativar a primeiro nota e disparar as seguintes só com os botões, sem usar o interruptor.

A mecânica muda dependendo do controle, mas obviamente a experiência só é completa com o acessório especial, que é muito mais intuitivo. Mas, mesmo sem a guitarra é possível se divertir, e muito, com "Guitar Hero".

A seleção de músicas é absolutamente fantástica. São 30 composições literalmente de peso, desde clássicos como "Smoke on the Water" do Deep Purple, até músicas de algumas de bandas mais recentes, como é o caso de "Fat Lip", do Sum 41. O espectro coberto também é bem amplo, com o heavy metal de Megadeth ("Symphony of Destruction"), Black Sabbath ("Iron Man") e Motörhead ("Ace of Spades"); o punk dos Ramones ("I Wanna Be Sedated") e Bad Religion ("Infected"), passando por Queens of Stone Age, Franz Ferdinand e o mito Jimmy Hendrix. Enfim, só não vai gostar quem realmente odeia rock.

O critério para a escolha parece ter sido sempre a genialidade dos "riffs" de guitarra dessas músicas, sempre muito empolgantes. A produtora Harmonix fez um excelente trabalho na hora de regravar as músicas, retratando fielmente as obras originais. O vocal é um aspecto mais difícil de imitar, ainda mais com uma seleção tão distinta como essa, mas mesmo assim o resultado é digno de aplausos. Além disso, há mais 17 músicas de bandas independentes.

Na hora de transpor as notas para o gráfico representativo, mais um bom momento para a produtora. O movimento necessário para tocar as notas é muito fiel àquele que seria feito numa guitarra de verdade. Nas dificuldades menores, as notas foram simplificadas, é verdade, mas com a maior precisão possível. Nos modos mais difíceis, cada nota do solo precisa ser tocada em velocidades astronômicas.

Os acordes, por exemplo, são feitos apertando dois botões alternados - verde e amarelo, por exemplo - ou três, como a combinação vermelho, azul e laranja. Algumas partes chegam a ser mais difíceis que uma guitarra de verdade, pelo menos nas dificuldades maiores. Os "arpeggios" são feitos tocando em diferentes cordas do instrumento, mas em "Guitar Hero" cada nota exige um botão diferente, como num solo.

Tocando no último volume

Assim como em "Dance Dance Revolution", há ícones que exigem um breve toque e outros que precisam ser esticados, conforme pede o game. Existe um fator estratégico no jogo: ao tocar as notas com forma de estrelas, uma barra auxiliar, a Star Power, é preenchida mais rapidamente. Ela permite "agitar a galera" e, assim, conseguir maior pontuação. A manha é descobrir em qual parte da música a função será melhor aproveitada.

No game, a dificuldade aumenta em dois vetores, o primeiro deles definido pela opção no menu principal. Nos mais fáceis, usam-se apenas três botões, até chegar a cinco, no Hard e Expert. E, conforme se progride na carreira, as músicas vão ficando mais difíceis, em combinações cada vez mais complicadas.

O jogo conta com poucas opções, mas suficientes. O principal, pelo menos para partidas solitárias, é o modo carreira, em que o jogador começará a trilha para o sucesso (ou não) num porão precário, até chegar numa megaturnê internacional. Tem até uma casa chamada GBCB, referência ao CBGB, de onde os Ramones conquistaram o mundo. Impressionante é o nível de detalhes e o esforço para não quebrar o clima, além de muitas piadas.

A tela de resultados, por exemplo, mostra a manchete de um jornal. No começo, os títulos são do tipo "Banda atormenta vizinhança" até chegar a comentários como "Show de [insira seu nome] encanta festival com apresentação histórica". Ao mesmo tempo, seu personagem passa a se expor na mídia, enfeitando capas de revistas musicais. Até as telas de "loadings" não deixam barato: "Não deixe o baterista cuidar do dinheiro", aconselha uma delas.

No total são oito personagens, todos com estereótipo dos guitarristas: tem o punk de moicano, o carinha estilo "paz e amor", a "gótica"... enfim, grande parte dos tipos que compõem o cenário do rock. Depois é hora de escolher as guitarras. Três estão disponíveis desde o começo, modelos mais que clássicos: a já citada SG, a Les Paul e a Flying V, todos da Gibson. A diferença entre personagens e instrumentos é apenas cosmética.

Já a Quick Play serve para treinar as músicas liberadas. Mas um dos mais divertidos é o modo de dois jogadores, com regras competitivas - tendo duas guitarras, fica melhor ainda. A maneira como a música é dividida entre os guitarristas é genial, e a Star Power tem um peso ainda maior nesse modo de jogo.

Casa cheia

A Harmonix mostra realmente que têm paixão pela música, como já demonstrado na seleção de composições e no jeito que trabalhou o sistema de jogo. Mas, como se não bastasse, a tela do game traz animações fantásticas: o público, as luzes e os músicos compõem um conjunto harmonioso. São vários ângulos de câmera, que divertem até para quem não está jogando. Uma pena o jogador ter que ficar concentrado nas notas.

O impressionante é que os músicos reagem de acordo com a música. O guitarrista, por exemplo, não mexe as mãos quando não está tocando sua parte e, quando o faz, posiciona-as no lugar correto, além de "palhetar" no ritmo das notas. O mesmo vale para o vocalista e o baterista. Cada batida do bumbo, das caixas e dos pratos são animados em conformidade com a música. Tudo bem que na hora das viradas não está tão perfeito assim, mas é apenas um mero detalhe, daqueles bem ranzinzas.

Os gráficos são estilizados e muito bem feitos. Os efeitos de luz e o público criam um ambiente bem convincente e é interessante ver a diferença entre as casas de show, principalmente no quesito iluminação. A espelunca do início de carreira tem uns holofotes bem vagabundos, mas os equipamentos mudam radicalmente nas turnês profissionais.

O som obviamente é o destaque e a principal razão de ser do game. Como dito, as seleções são fantásticas e devem agradar a maioria dos jogadores, e as regravações estão mais que boas. Além das músicas, os efeitos sonoros contribuem para dar mais vida ao ambiente. É difícil não ficar empolgado quando o público aplaude o começo de uma música, mas, por outro lado, se estiver tocando mal, você ouvirá uma recepção não muito calorosa. Até na hora de errar, o som ajuda. O barulho de "matar a corda" também é bem realista.

Para pedir bis, tris e por aí vai

"Guitar Hero" parece um game feito por amantes da música para fãs de rock. Tudo nele foi feito para empolgar: a seleção das músicas, o controle em forma de guitarra e a mecânica. Mesmo com um controle básico, a diversão é grande. O ocidente pode não ter "Guitar Freaks", mas, a essa altura poucos deverão estar sentindo sua falta. Agora é só conectar o plugue no amplific... ops, no videogame, e botar para quebrar!