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Phantom Brave
PlayStation 2
"Como os espíritos não têm corpo, ela deve canalizá-los em diferentes objetos..."


30/09/2004
da Redação

Jogos de RPG estratégico eram praticamente um produto de nicho nos EUA, com uma pequena porcentagem dos títulos japoneses do estilo chegando ao Japão. Mas quando a Atlus decidiu trazer o irreverente "Disgaea", as distribuidoras começaram a correr atrás do gênero - em poucos meses, o game anterior já chegou aos EUA ("La Pucelle"), e a produtora Nippon Ichi abriu uma filial no país para lançar seu novo game, "Phantom Brave".

Os games da Nippon Ichi não são RPGs da mesma linha que "Final Fantasy" - ao invés de explorar um mundo e interagir com outros personagens, quase toda a ação acontece na forma de combates estratégicos baseados em turnos. O jogador monta um exército cada vez maior de unidades especializadas, ganhando experiência para aumentar seu poder para conflitos cada vez mais difíceis. Essas batalhas são intercaladas por cenas não-interativas que desenrolam a trama.

Eu vejo pessoas mortas!

A história de "Phantom Brave" é mais séria e triste do as anteriores: jogadores controlam a orfã Marona, uma mercenária-mirim capaz de ver e canalizar espíritos. Com a ajuda de Ash, um guerreiro que morreu ao lado de seus pais e prometeu defendê-la, eles tentam juntar dinheiro com seu trabalho para comprar a ilha onde vivem.

Infelizmente, o poder de Marona carrega um pesado estigma, e ela é maltratada por todos. Ela mantem seu bom humor repetindo que se continuar fazendo o bem, um dia será recompensada com o amor de todos - como lhe ensinaram seus pais. Junto com Ash, ela recruta espíritos que servem de guerreiros em combate nessa dramática causa.

Objetos assombrados

Desta vez, o jogador começa as batalhas com Marona sozinha no mapa. Como os espíritos não têm corpo, ela deve canalizá-los em diferentes objetos ao seu alcance: pedras, flores, árvores... cada um desses receptáculos modifica os atributos do guerreiro, dando mais ou menos força, resistência, magia etc. Os espíritos também só podem ficar nesses objetos por um tempo limitado (e depois não retornam mais para o mesmo combate), fazendo dessa escolha um elemento tático de extrema importância.

Como nos games anteriores, "Phantom Brave" traz um novo elemento estratégico único, desta vez na forma de âncoras que garantem proteção - certos objetos ou criaturas podem oferecer um bônus para inimigos, forçando o jogador a lidar com eles para poder começar a ferir efetivamente o oponente. Somado com a nova habilidade de arremessar inimigos para fora do tabuleiro, os combates estão mais ferrenhos do que nunca.

Mais uma vez, a necessidade de passar horas cultivando os lutadores ganhando níveis é uma necessidade. Depois de algumas horas, os inimigos deixam de causar dano na casa das dezenas e começa a passar para os milhares - exigindo um grande investimento do jogador. Como antes, é possível (preciso?) também melhorar itens com experiência.

Vida (?) de fantasma não é fácil

"Phantom Brave" é um jogo difícil e muitas vezes frustrante. Alguns erros na produção, como o fato de que oponentes e heróis mortos ficam atrapalhando um mapa sem quadriculado, dificultam a vida e irritam até os mais pacientes. Quando um inimigo derruba você para fora da tela ou comete um erro simples que lhe custa a oitava derrota consecutiva, isso muitas vezes é a gota d'água antes de arremessar o controle na parede.

Os gráficos estão mais elaborados do que nos games anteriores da Nippon Ichi, mas continua a impressão de que o título poderia muito bem rodar em um PSOne. A dublagem é competente, e oferece a opção de ouvir as vozes originais em japonês.

"Phantom Brave", como os demais jogos da série, continua sendo um game para um público mais experiente. O charme da Nippon Ichi também permanece inalterado, apesar da atmosfera mais sombria. Fãs de RPGs de estratégia tem motivo de sobra para comemorar o lançamento de mais uma obra-prima de empresa em tão pouco tempo.