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Gauntlet: Seven Sorrows
Xbox
"... fiel às suas bases, com ação 'non-stop' e com forte estímulo para partidas multijogador..."


10/01/2006
da Redação

"Gauntlet", concebido originalmente nos árcades, é um daqueles clássicos imortais que marcaram época. Foi em 1985, ano especialmente generoso para a produção títulos de máxima grandeza, como "Gradius", "Ghost 'n Goblins" e "Space Harrier" para arcade, e "Super Mario Bros" e "Bomberman", para NES.

Quem estiver curioso sobre o original, poderá jogá-lo na Xbox Live Arcade, do Xbox 360, ou em uma das coleções "Midway Arcade Classics". O título gerou inúmeros filhotes, além de influenciar a série "Diablo", uma referência em termos de RPGs de ação.

Agora, mais de vinte anos depois, "Seven Sorrows" retorna fiel às suas bases, com ação "non-stop" e forte estímulo para partidas multijogador, fortalecidas pela tecnologia online. Mas, por outro lado, não traz a complexidade dos títulos da atualidade, o que pode desagradar usuários mais radicais.

Inimigo pouco é bobagem

Assim como seu antecessor de vinte anos atrás, "Gauntlet: Seven Sorrows" é um legítimo jogo de ação "picar e cortar", o chamado "hack and slash" em inglês. Ou seja, uma verdadeira carnificina. A expressão é violenta, mas não há nenhuma representação de sangue ou mutilação, pois a diferença está no volume massivo de inimigos. Não é incomum enfrentar centenas deles numa única localidade.

O funcionamento do jogo é extremamente simples: cada uma das fases, que variam bastante de extensão, possui localidades com geradores que criam inimigos indefinidamente, até que a fonte seja destruída por completo. Mas, como há a noção de experiência, matar mais oponentes significa ficar mais forte.

Em geral há apenas pequenas pausas entre as localidades cheias desses geradores. Ao mesmo tempo, há uma série de objetos destrutíveis, como caixas e barris, que podem esconder itens, geralmente comida para encher sua energia. Também há baús, os únicos compartimentos onde se pode encontrar dinheiro, usado para comprar novos golpes para os guerreiros. E, em algumas fases, há a presença de chefes, inimigos gigantes e poderosos, obviamente mais difíceis de se derrotar.

Algo além de bater e apanhar

Seguindo a tradição da série, "Seven Sorrows" é 95% ação e lutas, mas também tem alguns elementos de exploração, ainda que rudimentares. Mesmo os "quebra-cabeças", que consistem basicamente em achar uma chave ou interruptores, são, em sua maioria, resolvidos ao matar todos os oponentes do lugar. Quer dizer, aqui quase tudo se resolve na força.

O game é totalmente linear, com estrutura de fases bastante simples. Há apenas um beco ou outro no meio do caminho, local que esconde alguns itens. De vez em quando surgem baús especiais, que fazem aumentar o poder de sua armadura ou espada, modificando levemente o gráfico do personagem.

Como mencionado, há também elementos de RPG, novamente rudimentares. Ao aumentar de nível, acumulando experiência ganha com as batalhas, é possível melhorar seu guerreiro em três quesitos, mas apenas no final da fase. São eles: força de ataque, a recuperação de mana (magia) e a vitalidade.

Além disso, é possível comprar novos golpes com o dinheiro pego nos baús. O número total de movimento fica em torno de 15, incluindo o mais básico dos ataques, feito com apenas um botão. Pode ser simples demais se comparado a jogos mais complexos, mas a verdade é que quase nunca se usa todos os golpes num game desses. No final, o jogador escolherá um ou dois combos que julgar mais eficiente para usá-los até o fim.

Os quatro cavaleiros vingadores

A Midway caprichou na produção das cenas não-interativas, apesar do enredo pouco inspirado. "Seven Sorrows" fala de um imperador que cobiçou a imortalidade de seus quatro heróis e, seguindo as orientações dos seis conselheiros, condenou os guerreiros a ficarem presos na grande árvore mítica do reino. Mas os conselheiros acabaram por matar o rei e se transformaram em criaturas bestiais com o poder herdado.

O jogador comandará um dos quatro heróis: o Guerreiro, a Valquíria, o Mago ou o Elfo. Mas, ao contrário dos atuais RPGs de ação, eles não diferem muito um do outro no que diz respeito a habilidades. Quer dizer, no final todos têm praticamente as mesmas características e o estilo de jogar será quase o mesmo para todos.

Cada um deles tem vários tipos de ataque, como a espadada "slash", a mais comum, ou a "hack", que se sobrepõe aos escudos dos oponentes. Além deles, há um golpe que joga os adversários para o alto e também um ataque com projéteis, que permite acertar inimigos e objetos à distância. A seqüência com os golpes corpo-a-corpo gera alguns combos, que não ultrapassam mais que três toques de botões.

Além deles, há ataques especiais que gastam a barra azul de mana. Esses golpes são acionados com o direcional digital, totalizando quatro movimentos. E ainda há um supergolpe, que gasta quase a metade da barra, mas atinge todos os adversários na tela e os deixa tontos - isso se não morrerem logo de cara. Esse também é o único ataque que espanta a Morte, escondido nos baús. Quer dizer, convém sempre andar com um nível de magia suficiente para ativá-lo.

Mas, como nem tudo pode ser resolvido com ataques incessantes, há também um botão para defesa, ligado com um contragolpe, se necessário, e também movimentos de esquiva, acionados com a alavanca direita. Por conta disso, "Seven Sorrows" não tem controle de câmera: a visão tem ângulos pré-determinados e, em geral, não há necessidade de alterá-la.

A simplicidade pode ser virtude, mas o problema é que é fácil vir acompanhado da monotonia e, infelizmente, esse é o caso do novo "Gauntlet". Depois de um tempo, pelo menos uma parte considerável de jogadores menos pacientes já deverá estar cansada de matar os mesmo inimigos milhares de vezes. Alguns chefes e novos equipamentos costumam aparecer ocasionalmente e dão um novo ânimo para continuar, mas mesmo assim os combates ficam maçantes. E, se você estiver jogando sozinho, já na metade da curta aventura é possível conseguir todos os golpes.

A união faz a força

Um pouco dessa monotonia pode ser abreviada no modo multiplayer para até quatro pessoas, offline ou online. Assim, os combates são resolvidos mais rapidamente, mas, por outro lado, será difícil não brigar por dinheiro e itens de vida. Os chats de voz ajudam a animar o ambiente e é possível fazer alguns combos estilosos, como mandar um oponente para o alto e um segundo personagem atirar projéteis nele. Os chefes também ficam muito mais fáceis quando atacados em grupo.

A versão para Xbox é muito mais prática para o modo multiplayer. Primeiro, por possuir quatro portas para controles de fábrica, e, depois, por ser muito mais fácil fazer uma partida online pela rede Xbox Live. No quesito gráfico, o console da Microsoft leva ligeira vantagem, mas as duas versões são virtualmente idênticas.

O destaque do trabalho visual de "Seven Sorrows" vai para os ambientes, bem trabalhados e com boa variedade de cenários, apesar da construção linear. O efeito dos golpes especiais também promove um bom espetáculo aos olhos. Quanto aos personagens, é difícil notar algum detalhe, pois a câmera é muito afastada. A quantidade de inimigos é grande, mas há poucos tipos. Apesar de a tela ficar abarrotada por mais uma dezena de oponentes, não houve sinal de queda de rendimento.

Outro destaque são as cenas não-interativas, que começam com um traço de lápis até chegar à arte final, sempre em tons sépia para indicar que a ação está ocorrendo no passado. Não há animações, mas é um caso em que a simplicidade deu certo. Além disso, a trilha sonora brilha nessas cenas, assim como a narração (a história é contada pelo rei morto).

Durante o game, a trilha sonora fica comportada demais, apenas servindo de base para o barulho das espadas e dos gritos dos oponentes. O mesmo narrador fica irritante, repetindo sempre a frase "Red Valkyrie needs food, badly!" sempre que a energia do personagem correspondente chegar num nível perigoso. E, infelizmente, não há como desligar o recurso.

Contagem de corpos em alta

"Gauntlet: Seven Sorrows" segue fiel ao clássico de 1985, o que pode ser ótimo para os fãs da série, mas os outros jogadores podem se cansar rapidamente com a repetição das lutas. É verdade que há uma satisfação em exterminar num piscar de olhos uma quantidade massiva de oponentes e fazer um combo de 50 acertos. Talvez, para os não-fãs seja um game apenas para um fim-de-semana, sozinho ou com amigos, já que a aventura é bastante curta. E os neurônios cansados agradecem.