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Ele criou sozinho o game mais famoso do momento: "o sucesso é surreal"

Rodrigo Lara/Gamehall
Imagem: Rodrigo Lara/Gamehall

Rodrigo Lara

Do Gamehall, em São Paulo

12/10/2017 16h00

Quinze milhões. Esse é o número de cópias vendidas do game "PlayerUnknown's Battlegrounds" até o momento, responsável por colocá-lo na posição de maior sucesso da atualidade no Steam.

Para quem não conhece, "PUBG" coloca os jogadores - e são até 100 deles ao mesmo tempo - em uma enorme arena. A ideia é, basicamente, reunir suprimentos e sobreviver. A cada rodada, o tamanho do mapa é reduzido e, com isso, os jogadores ficam cada vez mais perto uns dos outros. E, claro, precisam sobreviver a investidas inimigas ou, eventualmente, forjar alianças momentâneas.

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Mas mais surpreendente do que os números de venda é a forma como o sucesso foi criado.

Seria normal imaginar que um game do tipo tivesse sido idealizado por uma equipe de profissionais com uma grande experiência no ramo. A realidade passa longe disso. O irlandês Brendan Greene é o responsável pela façanha. E a parte mais engraçada dessa história toda é que nem ele parece acreditar em seu atual sucesso.

"É surreal, eu não esperava por isso. É insano, eu não sei o que pensar. Apenas tento manter os pés no chão e vou pensar nisso com calma quando eu terminar o jogo. Eu só consigo ficar feliz por as pessoas terem gostado do game," disse Greene em entrevista exclusiva para o UOL Jogos durante o Brasil Game Show.

Não, você não leu errado: "PUBG" ainda precisa ser finalizado. Atualmente o jogo está em versão de acesso antecipado. A previsão é que até o final do ano ele seja lançado e, para isso, cerca de 120 pessoas trabalham nele no momento.

Divulgação/Bluehole
Imagem: Divulgação/Bluehole

Um cara "normal"

A ascensão extremamente rápida de Greene lembra a de outro personagem da indústria de games: Markus "Notch" Persson, o multimilionário criador de "Minecraft". A história de ambos é similar, uma vez que, sozinhos, criaram os conceitos de games que viraram "sucessos instantâneos".

A comparação, porém, termina aí. Greene passa longe do perfil ostentador de Notch - sua humildade, por exemplo, permite que ele diga que não se considera "um bom programador". Perguntado sobre qual é a diferença entre o Brendan que morava no Brasil - ele viveu em Varginha (MG) por seis anos, tendo criado "PlayerUnknown's Battlegrounds" durante sua estadia - e o Brendan de hoje, ele se limita a dizer, em meio a risadas, que "hoje bebe vinhos mais caros".

"Eu viajo muito mais, mas eu não ligo para a fama, não a persigo. Eu não pretendo me tornar um 'superstar', eu tento manter meus pés nos chão. Eu trabalhei com música por muito tempo e sei o que acontece quando a fama sobe à cabeça. Eu nunca esperei estar nessa posição, eu sou só um cara normal que criou algo que as pessoas gostam de jogar. E sou muito sortudo por isso".

O futuro está nos eSports

Ao falar do futuro de "PlayerUnknown's Battlegrounds", Greene diz que a meta é levar o game para o mundo dos eSports. "Há potencial, mas eu não posso dizer que o jogo está em um estágio no qual ele pode ser usado em competições. Acertar isso leva tempo, mas certamente vamos procurar grandes organizações como a ESL para ver um formato legal no qual o jogo irá se encaixar.

Se a entrada do game para o mundo dos eSports ainda deve demorar, a estreia do jogo nos consoles está mais próxima. E aqui, falamos especificamente do Xbox One. Diante de diversos rumores sobre a possível chegada do game no PlayStation 4, Greene diz que uma decisão do tipo "pertence ao futuro". "Nunca sabemos o que vai acontecer, mas, por enquanto, nossa ênfase é levar o game para o Xbox One. Temos muito trabalho no momento, mas depois disso, nunca se sabe".

Divulgação/Bluehole
Além de recursos, jogadores também podem encontrar itens cosméticos pela ilha, utilizando-os para personalizar o visual de seus personagens Imagem: Divulgação/Bluehole

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