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10 propagandas bizarras do mundo dos games

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John Romero foi inovador até em marketing mal pensado com "Daikatana" Imagem: Reprodução

Victor Ferreira

Do Gamehall, em São Paulo

03/02/2017 18h04

Como em qualquer outra indústria, marketing no mundo dos videogames é essencial e complicado.

Encontrar uma forma de fazer com que seu produto chame a atenção em um mercado repleto de jogos divertidos e interessantes não é uma tarefa fácil, e agências e equipes internas de estúdios e publishers se dedicam constantemente a criar propagandas que capturem a imaginação do público.

Algumas vezes, porém, estas pessoas acabam indo longe demais.

Abaixo estão alguns dos exemplos mais bizarros de propagandas na indústria de games, que vão do racismo ao sexismo até o inacreditável.

  • Imagem: Divulgação
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    Dê o nome de Turok - ou Dovahkiin - para seu filho e ganhe prêmios!

    Entre os estúdios de games conhecidos por campanhas de marketing bizarras, há um rei supremo e inquestionável: o finado Acclaim Entertainment.

    Em 2002, para levantar o interesse sobre "Turok: Evolution", a empresa prometeu que o primeiro casal a nomear seu recém-nascido de Turok ganharia US$ 10 mil. A companhia também ofereceu US$ 766 e um Xbox grátis para quem mudasse legalmente seu nome para o do índio caçador de dinossauros.

    Até hoje, não se sabe se alguém realmente aceitou o desafio da Acclaim.

    E, como ninguém aprende nada neste mundo, a Bethesda fez uma promoção parecida nas vésperas do lançamento de "Skyrim", prometendo que quem desse o nome de "Dovahkiin" para seu filho receberia todos os futuros títulos da empresa de graça.

    Havia uma limitação importante, porém: a criança teria que nascer no dia 11 de novembro de 2011, data de lançamento do game. Isso é o suficiente para impedir os fãs mais malucos, certo?

    Errado. O casal Megan e Eric Kellermeyer nomearam seu filho de Dovahkiin Tom Kellermeyer. Só podemos rezar para que ele seja conhecido pelo nome do meio.

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    Propaganda de PSP branco traz óbvias conotações racistas

    Um dos casos mais conhecidos vem da Sony europeia - que também tem um histórico longo de marketing polêmicos -, que criou o banner acima para o lançamento do PlayStation Portable branco na Holanda.

    A imagem, mostrando uma modelo branca subjugando uma modelo negra, rapidamente chamou atenção do público dentro e fora do continente, criticando suas conotações racistas (e com um bônus de sexismo).

    A Sony chegou a defender o conceito da propaganda, declarando que esta era apenas uma de 100 imagens criadas neste sentido, mas decidiu retirá-la de circulação.

  • Anúncio do PS Vita na Europa compara portátil a seios femininos

    Anos depois, a Sony europeia acabou voltando a ser criticada por este anúncio lançado na França, que compara o portátil e seus botões de toque na parte de trás a seios femininos.

    Este é apenas um no longo e deprimente histórico de sexismo no marketing de games, em que publicitários sem imaginação simplesmente colocam mulheres seminuas (quando muito) para chamar a atenção do público.

    Este tipo de propaganda parece estar começando a desaparecer, já que mulheres são um público cada vez mais importante para os estúdios e desenvolvedores em si, mas é sempre bom lembrar dos vacilos cometidos no passado para que não sejam mais repetidos no futuro.

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    A edição de colecionador de "Dead Island: Riptide" é uma abominação

    Falando em casos (bizarros) de sexismo, é difícil imaginar como, em nenhum momento, alguém do alto escalão da Deep Silver olhou para a estátua acima e pensou: "isso não é uma boa ideia".

    Esta edição de colecionador, voltada para o público britânico, causou alvoroço em todo mundo por sua estátua, mostrando um torso decapitado e sem membro de uma banhista.

    Como Jim Sterling, na época do Destructoid, disse: "Jesus Cristo, que tipo de sociopata quer este pesadelo em resina de 12 polegadas? Mesmo desconsiderando a mensagem esquisita do torso de um corpo sexualizado, é simplesmente... feio. Há poucas coisas que não usaria para decorar meu escritório, mas esta... coisa... certamente é uma delas."

    A Deep Silver se desculpou pelo incidente, mas isto não impediu a empresa de lançar a edição especial - que, por sorte, ficou limitada ao Reino Unido.

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    Use sua lápide como outdoor para "Shadow Man 2"

    Olha só a Acclaim aqui de novo.

    Em 2002, para tentar chamar mais atenção para o jogo "Shadow Man 2: 2econd Coming" - um título que só o fim dos anos 90 e início dos anos 2000 poderiam trazer -, a empresa decidiu fazer uma campanha diferente, ao oferecer dinheiro para quem usa a sua lápide (ou a de um membro de sua família) como uma espécie de outdoor para o game.

    Para completar a falta de tato, o estúdio indicou que a oferta poderia ser de interesse especial para "famílias mais pobres".

    Ignorando sua natureza grotesca, a campanha também trouxe preocupação pelo uso indevido de propriedade pública para marketing, como indica uma matéria do jornal britânico The Guardian publicado na época.

    "É ilegal colocar qualquer propaganda do lado de fora sem qualqer permissão", disse Matthew Carrington, da Outdoor Advertising Association. "E é claro, há a possível questão de vilipendio".

    No fim das contas, a Acclaim acabou por dizer que tudo não passava de uma piada de 1º. de abril.

    Feita em março.

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    "John Romero's about to make you his bitch"

    Você sabia que isso estaria aqui. - e não só porque esta é a imagem ilustrativa do artigo.

    Nos anos 90, John Romero era provavelmente a figura mais proeminente do mundo dos games. Carismático, talentoso, e com o cabelo mais magnífico e lustroso de toda a indústria, o designer de "Doom" era o mais próximo que tínhamos de um astro de rock naquela época, e seu primeiro jogo fora da id Software cementaria seu status.

    Infelizmente, este jogo acabou sendo "Daikatana".

    Há artigos inteiros espalhados pela internet detalhando as razões e problemas que causaram o que é considerado um dos maiores fracassos na história da indústria de games, mas um de seus episódios mais emblemáticos é a propaganda acima, elaborada por Mike Wilson - que mais tarde fundou a publisher Devolver Digital - e traz uma mensagem simples e efetiva:

    "John Romero's about to make you his bitch". E abaixo, "Suck it down". Ou, em tradução livre, "John Romero está prestes a fazê-lo sua vadia. Chupa essa".

    A ideia era replicar a fama de Romero ao zoar seus oponentes em jogos multiplayer, mas ganhou uma nova conotação após "Daikatana" chegar às lojas em 2000, depois de uma série de atrasos. De certa forma, a propaganda estava certa, já que quem esperava um clássico nos moldes de "Quake" e "Doom" certamente ficou desapontado.

    Anos depois, Romero se desculpou pela propaganda, dizendo que antes dela "acho que tinha uma grande relação com a comunidade gamer e de desenvolvedores, e aquela propaganda mudou tudo. Aquela propaganda imbecil. Eu me arrependo e me desculpo por ela."

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    "Dante's Inferno" promove "atos de luxúria" e cria protesto falso

    Atualmente, "Dante's Inferno" é visto como um jogo de ação genérico, tentando capturar parte do sucesso de "God of War" para si.

    Embora o game em si não seja particularmente - além de bizarrices como bebês como inimigos -, sua campanha de marketing viverá em infâmia, graças a uma série de tropeços e ideais mal elaboradas por parte da publisher EA.

    Entre os episódios mais lembrados da campanha estão o concurso "Sin to win" (ou "Peque para ganhar"), em que a empresa encorajou fãs a "cometer atos de luxúria" com a booth babes da Comic-Con para ganhar um jantar grátis com todas as despesas pagas.

    A ideia era só de tirar fotos a lado das mulheres, mas a implicação de cometer assédio sexual em modelos que só estavam trabalhando na feira foi o suficiente para deixar muita gente irritada, o que levou a empresa a se desculpar.

    Além disso, durante a E3 2009, um grupo de pessoas que se diziam membros de uma igreja protestaram contra o jogo nas portas do Los Angeles Convention Center, dizendo que ele glorificava a imagem do Inferno.

    Mais tarde, a publisher admitiu que o protesto era parte do marketing de guerrilha do jogo - o que, ironicamente causou a ira de membros da comunidade cristã.

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    Marketing de guerrilha de "Watch Dogs" causa ameaça de bomba

    Em maio de 2014, uma repórter do canal de notícias australiano Ninemsn recebeu um pacote estranho, contendo um cofre e uma carta pedindo para que ela checasse suas mensagens de voz.

    A repórter, porém, não tinha recebido mensagem nenhuma, e a equipe ficou apreensiva após descobrirem que outros veículos não haviam recebido pacotes parecidos.

    A apreensão virou medo após membros da redação tentarem um código pelo display do cofre, que começou a apitar. Com a possibilidade de que o cofre fosse na verdade uma bomba, o canal chamou a polícia, e o andar do prédio foi rapidamente evacuado.

    O esquadrão de bombas foi acionado rapidamente, e após analisar o artefato arrombou o cofre para descobrir... uma cópia e um boné do jogo "Watch Dogs", da Ubisoft.

    Logicamente, o marketing não agradou nem um pouco os membros do Ninemsn, e a Ubisoft se desculpou publicamente pelo erro, declarando que a mensagem de voz falava sobre o pacote especial que chegaria para a redação, mas acabou nunca sendo entregue por algum motivo.

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    Acclaim encoraja jogadores a serem multados por "Burnout 2"

    É a terceira e última vez que a Acclaim aparece nesta lista, e o melhor foi deixado para o final.

    Para celebrar a chegada de "Burnout 2: Point of Impact" no Reino Unido - uma nação recorrente nesta lista, pode ser notado -, a empresa fez a seguinte proposta: qualquer pessoa multada em 11 de outubro (data de lançamento do game) seria reembolsada pelo próprio estúdio.

    Não, você não entendeu errado: a Acclaim encorajou seu público a cometer um crime. E não acidentalmente, como a EA com "Dante's Inferno". Deliberadamente.

    Em defesa da Acclaim, o representante Shaun White - sem relação com o snowboarder - disse que a ideia era menos encorajar um crime, e mais para "ajudar com o fardo financeiro".

    É claro, o governo do Reino Unido ficou horrorizado com a proposta, e a Acclaim acabou cancelando a campanha.

    (A este ponto, porém, imaginamos que muitos fãs estariam dispostos a cometer uma pequena infração para trazer "Burnout" de volta das cinzas.)

  • Comercial do Switch mostra o quão divertido é jogar na privada

    Provando propagandas bizarras nunca irão acabar enquanto a humanidade continuar a existir, um dos últimos comerciais do próximo console da Nintendo, o Switch, mostra a versatilidade do console, que pode ser usado como um portátil em qualquer lugar.

    No comercial de "Mario Kart 8 Deluxe" acima, a empresa mostra como as pessoas podem jogar juntas em diversas situações: na sala de aula, na sala de casa...

    Ou, sozinho, sentado na privada.

    Sim, todos sabemos que alguém, em algum momento, vai usar o Switch enquanto faz suas necessidades. Mas é no mínimo esquisito quando a Nintendo mostra isso como uma situação ideal para jogar "Mario Kart 8".

    ... E talvez seja uma opinião pessoal, mas o cara em questão parece um pouco animado demais com a ideia de ficar jogando no trono.

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