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3 polêmicas que quase levaram o PlayStation 3 ao fracasso (e outras tretas)

Montagem/UOL
Imagem: Montagem/UOL

Pedro Henrique Lutti Lippe

Do UOL, em São Paulo

10/11/2016 15h58

10 anos e 80 milhões de unidades vendidas depois da estreia do PlayStation 3 em novembro de 2006, é intrigante lembrar como o terceiro console de mesa da Sony esteve muito perto de ser um fracasso.

Complacente após o estrondoso sucesso do PlayStation 2, a Sony iniciou sua trajetória na geração HD cometendo uma série de erros que poderiam ter lhe custado muito caro.

Relembrando a trajetória do PlayStation 3 na última década, UOL Jogos compilou uma lista com todos os grandes tropeços que poderiam ter feito do console um fracasso - e também pequenos tropeços que talvez não fossem tão marcantes assim, mas que de qualquer forma deixaram um gosto ruim na boca dos fãs.

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    Lançamento 'atrasado' e muito caro

    Quando o PlayStation 3 começou a chegar às lojas, o Xbox 360 já completava seu primeiro aniversário. Jogos como "Gears of War", "Saints Row", "Dead Rising" e "The Elder Scrolls IV: Oblivion" já eram realidade no console da Microsoft, que além do catálogo mais robusto de software, também tinha como vantagem o preço muito mais em conta.

    Acreditando no valor da marca PlayStation, a Sony lançou um console de capacidade técnica semelhante ao Xbox 360 por US$ 200 a mais. Nos EUA, o modelo 'premium' do PS3, com HD de 60 GB e retrocompatibilidade com o PS2, custava US$ 600, contra US$ 400 do modelo equivalente do 360.

    E não foi só da Microsoft que a Sony começou atrás: lançado junto ao PS3, o revolucionário Wii da Nintendo eclipsou completamente o sucessor de PS2 na temporada de compras do fim de 2006, sendo vendido a US$ 250. Por meses, até mesmo o então moribundo Game Boy Advance estava sendo mais vendido nos EUA do que o PS3.

    Muito precisou mudar para a maré começar a favorecer a Sony. A empresa descartou a marca do PlayStation 3 original (junto da fonte de "Spider-Man"), cortou drasticamente o preço do sistema, e introduziu ao mercado o PS3 'Slim'. A vitória do Blu-ray perante o HD DVD também ajudou.

    De certa forma, o olhar público só começou a ver o PS3 de maneira favorável após sua line-up de 2009, que teve aclamados exclusivos como "Demon's Souls", "Uncharted 2" e "Ratchet & Clank: A Crack in Time".

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    O processador Cell

    Investir em um microprocessador proprietário para o PlayStation 3 foi uma das apostas da Sony que deram muito errado.

    Por causa da diferente e complexa arquitetura do Cell, desenvolver um software para o PS3 era muito mais difícil do que trabalhar com o PC e, de quebra, com o Xbox 360. Jogos multiplataforma como "Red Dead Redemption", "Grand Theft Auto IV", "Fallout 3", "Skyrim" e "Resident Evil 5" eram mais bonitos e rodavam melhor no console da Microsoft, mesmo com o PS3 sendo uma máquina teoricamente mais poderosa em termos brutos.

    Gabe Newell, fundador da Valve, usou palavras duras para descrever o sistema. "Eu acho [que o PS3] é um desperdício do tempo de todo mundo. Investir no Cell não te dá benefícios de longo prazo. Não há nada ali que você pode aplicar em outros sistemas", disse em 2007, ano em que o premiado "The Orange Box" saiu. As versões de PC e 360 da coletânea foram feitas pela Valve; a de PS3, por um time independente da EA.

    Anos mais tarde, Gabe encontrou uma maneira de trabalhar com o PS3 para trazer "Portal 2" e o Steam ao console. Mas até mesmo desenvolvedores de games 'first-party' como "Uncharted" chegaram a ponderar publicamente sobre as dificuldades inerentes à produção de software para PS3.

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    O grande hack da PlayStation Network

    Uma falha de segurança descrita posteriormente por investigadores como "grotesca" permitiu que a rede online da Sony, a PlayStation Network, fosse invadida por hackers e, de quebra, ficasse fora do ar por semanas a partir do fatídico dia 20 de março de 2011.

    Informações pessoais de cerca de 77 milhões de usuários da rede foram comprometidas, e o hack foi considerado um dos maiores da história.

    Ironicamente, o "Portal 2" de Gabe Newell foi um dos títulos mais afetados pelo desastre: o game tinha sido lançado apenas um dia antes dos servidores serem desligados, e um de seus principais chamarizes era aa compatibilidade com a rede de jogos para PC Steam. Mas muitas outras produtoras sentiram os efeitos do hack na forma da queda de vendas de jogos para o PS3.

    Para se redimir perante os fãs, a Sony ofereceu vários jogos como downloads gratuitos para todos os usuários da PSN. Mesmo assim, a rede acabou estigmatizada como a menos segura da indústria.

  • Imagem: Divulgação/Sony Computer Entertainment
    Divulgação/Sony Computer Entertainment
    Imagem: Divulgação/Sony Computer Entertainment

    O controle 'bumerangue'

    Durante a revelação do PlayStation 3 na E3 2015, a Sony tentou convencer o mundo de que a monstruosidade acima seria o controle de videogame do futuro.

    Imprensa e fãs discordaram, e a repercussão incrivelmente negativa do acessório fez com que a empresa voltasse atrás e revisitasse o design do DualShock 2 na criação do Sixaxis, que viria a ser o primeiro controle oficial do PS3. Vale lembrar: a função 'rumble' ficou de fora do acessório, e só voltou a ser padrão no controle DualShock 3, lançado no Ocidente em 2008.

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    O 'apocalyps3'

    Um bug infantil fez com que usuários de certos modelos do PlayStation 3 perdessem acesso a seus jogos ao longo do dia 1º de março de 2010. O sistema tinha sido programado para acreditar que 2010 era um ano bissexto, e o desencontro entre as datas do relógio interno do PS3 e do mundo real fez com que tudo parasse de funcionar.

    Batizado ironicamente de 'apocalyps3', o evento não chegou perto de ter repercussões apocalípticas, mas ficou marcado como um dos pontos baixos da Sony ao longo da geração.

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