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4 motivos pelos quais a Batgirl pode ser a melhor heroína do cinema

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Em sua nova fase, a Batgirl deixou para trás o passado melancólico e passou a viver como uma adolescente moderna Imagem: Reprodução

Rodrigo Lara

Do Gamehall

06/04/2017 10h00

Sim, teremos um filme da Batgirl nos próximos anos  e há motivos para comemorar. A personagem pode até não ser considerada um dos nomes mais fortes da DC, mas, justamente por isso, tende a representar uma chance e tanto para que os filmes baseados no universo da editora ganhem uma boa dose de frescor em um momento no qual o clima sombrio e o excesso de seriedade dessas produções não têm resultado em boas produções.

É possível ir além e dizer que o alter ego de Barbara Gordon tem tudo para ser uma das melhores heroínas do cinema, seja pela complexidade do personagem em si ou, ainda, pela produção estar a cargo do diretor Joss Whedon, um dos principais responsáveis pelo sucesso da concorrente Marvel em suas últimas produções. Abaixo listamos quatro motivos para acreditar no sucesso da garota. 

  • Imagem: Matt Sayles/AP
    Matt Sayles/AP
    Imagem: Matt Sayles/AP

    O efeito Joss Whedon

    A escolha de Joss Whedon para dirigir o longa da Batgirl pode ter feito os fãs mais tradicionais da DC torcerem o nariz. Isso porque o cineasta é quase um sinônimo de Marvel nos cinemas. Mas, além disso, ele foi o responsável por criar uma personagem que serviu de ponto de mudança quando o assunto trata de mulheres heroínas. Trata-se de Buffy Summers, protagonista de "Buffy: A Caça Vampiros", série de grande sucesso - que veio após um filme bem mediano é verdade - no final dos anos 1990, e um marco no quesito "mulher forte". Se a Batgirl do cinema tiver um "lado Buffy", há boas chances de ela rivalizar com a Mulher Maravilha o posto de ícone feminino dentro da editora.

    Outro ponto positivo de Whedon é a capacidade de arrancar risos da plateia, mesmo em momentos de grande tensão. Vimos isso em "Vingadores" e, por mais que muitos fãs torçam o nariz para um suposto "excesso de piadas", tornar uma produção do tipo mais leve tende a render bons resultados. No final das contas, o segredo parece estar em se afastar da seriedade excessiva - e cansativa - de "Batman vs Superman", sem chegar ao ponto da falta de sentido de "Esquadrão Suicida".

  • Imagem: Divulgação
    Divulgação
    Imagem: Divulgação

    Uma mulher "comum"

    Barbara Gordon não tem superpoderes. E em um universo cinematográfico com personagens poderosos ou quase deuses, como Superman, isso pode ajudar o público a se identificar. Quer um exemplo? Um dos fatores do sucesso do Homem Aranha da rival Marvel não está nos poderes aracnídeos de Peter Parker, mas sim no fato de ele encarar a vida como um adolescente normal.

    No cinema, a Batgirl deverá se inspirar na personagem da fase Novos 52, quando ela vive no bairro de Burnside, em Gotham. É um local um tanto "hipster", muito mais descolado do que a imagem sombria que temos da cidade do Batman. Esse clima mais descontraído se reflete em diversos aspectos da personagem, como o seu visual: ao invés de um colant sexualizado, a personagem usa uma roupa mais convencional, com uma jaqueta estilizada, botas etc. É de se esperar, também, que problemas mais convencionais típicos de uma adolescente entre na trama, permeados com a luta contra criminosos.

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    Traumas pertencem ao passado

    A "Batgirl de Burnside" tem um aspecto muito interessante: ela não vive em função de traumas. E ela teria muitos motivos para tal: apesar de não serem tratados como canônicos, os eventos de "A Piada Mortal", no qual ela sofre todo tipo de abuso do Coringa e fica paraplégica após levar um tiro, deixaram diversas marcas em sua existência como Oráculo. Tanto que antes da "fase Burnside", já nos Novos 52, os inimigos da heroína apelavam para referência aos traumas causados pelo trágico encontro com o Coringa.

    Se a paraplegia da personagem foi ignorada com o início de Novos 52, aos poucos o trauma do tiro é dado como superado. E fica praticamente de lado após a jovem se mudar para Burnside. Isso acaba indo ao encontro justamente do estilo de personagem que Whedon costuma tratar em suas produções, dando ênfase maior ao presente do que a um passado melancólico.

  • Imagem: Reprodução
    Reprodução
    Imagem: Reprodução

    Diversidade com naturalidade

    Tradicionalmente machista ou sexualizado, o mundo das histórias em quadrinhos tem passado nos últimos anos por uma abertura maior em relação a temas progressistas, como feminismo e liberdade sexual. O ambiente frequentado por Barbara Gordon em Burnside é pródigo nesse tipo de atmosfera. E o melhor: nada parece forçado.

    Um dos grandes exemplos disso é Alysia Yeoh, melhor amiga de Barbara. Ela é a primeira mulher transgênero a ocupar um papel de destaque em uma HQ popular. Alysia é companheira de quarto de Barbara e, por um tempo, chega a sair com o meio-irmão da Batgirl, o vilão James Gordon Jr. Quando Alysia conta a Barbara que é uma garota trans, não há qualquer choque ou indagação constrangedora da parte da heroína: ela simplesmente reage com extrema naturalidade.

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