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5 lições que "Mulher-Maravilha" pode ensinar aos filmes de super heróis

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Barbara Gutierrez

Do UOL, em São Paulo

07/06/2017 10h00

"Mulher-Maravilha" está sendo um abalo nos cinemas e surpreendeu os fãs da DC Comics com um filme de qualidade em um universo cinematográfico que andava com dificuldades para trazer qualidade aos espectadores.

Com uma história encantadora e direção impecável, o longa respeita a origem da personagem e ainda pode ensinar muita coisa a outros filmes de super heróis.

Sendo assim, preparamos uma lista de lições que "Mulher-Maravilha" pode ensinar para os próximos filmes de super heroínas e heróis:

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    Dar mais chance às mulheres na produção

    Patty Jenkins foi tratada pela mídia especializada como uma 'aposta' da Warner Bros. em um sentido negativo por ser a primeira diretora de um filme de super herói com um grande investimento. Mesmo com tantas críticas falando que o longa não necessariamente precisaria ser dirigido por uma mulher, Jenkins não desapontou. O site Rotten Tomates (que reúne diversas análises em sua plataforma para os filmes do momento) mostra uma pontuação altíssima para o filme, com 93% de aprovação do público e 94% de aprovações da crítica especializada. Se ninguém dentro da Warner batesse o pé para que a diretora de "Mulher-Maravilha" fosse uma mulher, será que tudo isso aconteceria naturalmente ou um diretor ficaria com a vaga?

  • Heroínas dão dinheiro

    Na história da cultura pop, investir em um produto com uma protagonista feminina antigamente era considerado uma jogada arriscada. Hoje, cada vez mais esse pensamento se mostra não somente retrógrado, como errado: a estreia mundial de "Mulher-Maravilha" arrecadou US$ 223 milhões apenas em seu primeiro final de semana em cartaz. O longa entra no grupo de filmes que retratam as personagens femininas de uma maneira tão forte quanto os masculinos, ao lado de "Mad Max" e "Star Wars: O Despertar da Força".

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    Representatividade importa

    A presença de mulheres chutando bundas no cinema geralmente se limita a um número bem baixo - uma ou duas personagens por filme, no máximo. Em "Mulher Maravilha", vemos dezenas de Amazonas em ação em cenas empoderadoras, mostrando a todas as meninas do mundo que elas podem ser tão fortes quanto aquelas guerreiras na telona. Há ainda quem diga que mulheres não ligam para filmes deste gênero, mas como um bom exemplo contrariando este argumento, "Mulher-Maravilha" alcançou 52% de público feminino.

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    Nativo-americanos representados de forma honesta

    Ainda na questão de representação, Jenkins soube muito bem como integrar o personagem nativo-americano Chefe no filme, uma cultura que é muitas vezes zombada ou mal retratada em Hollywood. A diretora mostrou-se aberta para a discussão de interpretação quanto outros detalhes como os trajes do índio, o que deixou o ator Eugene Brave Rock feliz pelo respeito à sua cultura. A liberdade de construção do personagem foi positivamente comentada por Eugene, ator responsável por Chefe e descendente de nativo-americanos: "Antes, outros produtores de filmes me diziam até como eu tinha que trançar o meu cabelo, e você não tinha uma escolha ? mas este não foi o caso."

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    Hipersexualização? Hoje não

    Desde o começo, a origem e necessidade das roupas das Amazonas são justificadas pelo clima tropical da ilha Temiscira e pela facilidade de deslocamento das guerreiras. Nada sexy, tudo prático. A própria filmagem em si não força qualquer tipo de sexualização da personagem, o que contrasta diretamente com a produção de Zack Snyder em "Batman vs Superman: A Origem da Justiça", no qual há algumas câmeras mais demoradas mostrando detalhadamente o corpo de Gal Gadot. Ah, tem mais: a única cena de nudez do longa não é feita por uma mulher, e sim pelo ator Chris Pine!

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