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9 das maiores esquisitices e curiosidades do autor de "Game of Thrones"

Charley Gallay/Gatty Images
Aqui está ele, pensando em que personagem popular deve morrer primeiro Imagem: Charley Gallay/Gatty Images

Victor Ferreira

Do Gamehall, em São Paulo

15/02/2017 17h09

Responsável pelo livro que gerou um dos seriados de TV mais populares de todos os tempos, George R. R. Martin é uma pessoa interessante.

Com uma carreira de quase 50 anos, Martin é considerado um dos maiores autores de fantasia do século XX, além de ter experiência considerável como roteirista na televisão - antes mesmo de "As Crônicas de Gelo e Fogo" ser adaptado para a HBO.

E como todo autor popular, Martin tem uma série de excentricidades na hora de escrever, além de episódios curiosos tanto antes quanto depois da fama.

Por isso, separamos algumas das principais curiosidades do escritor mais sanguinário e imprevisível dos últimos anos.

  • Imagem: Reprodução
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    Imagem: Reprodução

    Ainda escreve em um computador da década de 1980

    Mesmo com todos os avanços tecnológicos nos últimos 30 anos, Martin ainda prefere escrever seus livros e contos em um Wordstar 4.0, um processador de texto que funciona em PCs com sistema operacional DOS.

    "Eu gosto dele. Ele faz tudo o que um processador de texto precisa fazer, e nada mais", disse em entrevista com o apresentador americano Conan O'Brien. "Eu não quero ajuda. Eu odeio estes sistemas modernos em que você digita uma letra minúscula, e ele muda para maiúscula. Se quisesse que fosse maiúscula, eu teria colocado assim. Eu sei como usar a tecla Shift!"

    Curiosamente, Martin não é o único autor celebrado a ainda usar o WordStar 4.0, já que escritores como Anne Rice, William F. Buckley Jr. e Ralph Ellison também gostam de usar o sistema.

  • Imagem: Reprodução/Ordiate
    Reprodução/Ordiate
    Imagem: Reprodução/Ordiate

    O xadrez sustentou sua carreira nos anos 70

    Como a maior parte dos escritores de ficção científica e fantasia, Martin teve que ralar muito para ter seu trabalho reconhecido, precisando se sustentar de outras formas além de escrever seus contos.

    Para a sorte do autor, ele passou a organizar grandes torneios de xadrez justamente no auge da popularidade do jogo nos EUA, com a vitória do americano Bobby Fischer sobre o russo Boris Spassky no Torneio Mundial de Xadrez, em 1972.

    "Por dois ou três anos, eu estava em uma situação ótima", disse ao jornal britânico The Independent. "A maior parte dos escritores que tem um emprego extra tem que trabalhar cinco dias por semana, e escrevem no fim de semana."

    "Estes torneios de xadrez todos aconteciam no fim de semana, então eu trabalhava no sábado e domingo - mas aí tinha cinco dias de folga para escrever."

    Eventualmente, a popularidade do xadrez acabou caindo, mas isso não era mais preocupação para Martin, que já havia se estabelecido como autor de ficção científica - justamente por ter mais tempo para escrever.

  • Imagem: David Maung/EFE
    David Maung/EFE
    Imagem: David Maung/EFE

    Comprou o primeiro ingresso da primeira ComicCon

    Além de sua paixão por livros de ficção científica e fantasia, George R. R. Martin também é um nerd de marca maior quando o assunto é quadrinhos, tendo passado sua adolescência lendo as histórias de Stan Lee e Jack Kirby para a Marvel Comics.

    Sua paixão por quadrinhos era tão grande que, de acordo com seu amigo e roteirista Len Wein - mais conhecido como "o criador do Wolverine" -, o jovem Martin foi a primeira pessoa a comprar um ingresso para a primeira New York ComicCon, realizada em 1964.

    É claro, aquela feira não tinha nada de parecido com o megaevento que acontece atualmente em San Diego (ou mesmo em Nova York), mas quem entre nós pode dizer que foi o primeiro a comprar um ingresso para o que viria a ser um dos maiores eventos do mundo do entretenimento?

  • Imagem: Al Pereira/WireImage
    Al Pereira/WireImage
    Imagem: Al Pereira/WireImage

    É obcecado por esportes

    Quebrando o estigma que existe entre muitos nerds, George R. R. Martin é um grande de esportes, sendo um torcedor roxo dos times de futebol americano New York Jets e - um tanto paradoxalmente - dos New York Giants, além do New York Mets no beisebol.

    "Muito disso vem das nossas infâncias, em que o mundo nos divide entre atletas e nerds", disse em entrevista com a revista Sports Illustrated. "Mas há sempre aqueles nerds que, mesmo não sendo atletas, ainda gostam de esportes. Acredite ou não, eu trabalhei quatro verões na faculdade como redator de esportes, cobrindo beisebol para o Departamento de Parques e Recreação de Bayonne, em Nova Jersey."

    Martin chegou até incluir algumas referências a futebol americano em "As Crônicas de Gelo e Fogo": o gigante Wun Wun, por exemplo, é uma homenagem ao quarterback Phil Simms, que jogou pelo NY Giants e usava a camisa 11 - ou, "One One".

  • Imagem: Reprodução
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    Imagem: Reprodução

    Uma campanha de RPG inspirou uma de suas séries de maior sucesso

    Nos anos 80, Martin recebeu como presente um RPG de mesa chamado "Superworld", que usava super-heróis como temática principal.

    Durante dois anos, ele mestrou uma campanha junto com seus amigos (e autores de ficção científica) Gail Gerstner-Miller, Victor Milan, John J. Miller, Melinda M. Snodgrass, e Walter Jon Williams.

    A campanha foi tão inspiradora que Martin pensou em tirar um de seus personagens, Turtle, e usá-lo em uma de suas histórias. Não querendo eliminar o resto do mundo que ele e seus amigos criaram, porém, ele decidiu criar uma coletânea de contos com vários destes personagens, cada um com seu próprio autor.

    E foi por meio disso que surgiu "Wild Cards", uma popular série de ficção científica e maior trabalho de Martin antes do lançamento de "A Guerra dos Tronos".

  • Imagem: Reprodução
    Reprodução
    Imagem: Reprodução

    É dono de um cinema no Novo México

    Quem tiver chance de visitar a cidade de Santa Fé, no Novo México, não pode deixar de visitar o Jean Cocteau Cinema & Coffee House.

    Estabelecido em 1976, o cinema passou por diversas dificuldades financeiras e donos diferentes até que, em 2010, ele foi comprado por um dos moradores mais famosos da região: George R. R. Martin.

    Após uma série de reformas, o Jean Cocteau foi reaberto para o público, e agora tem em sua agenda não só a exibição de filmes clássicos - incluindo, logicamente, o cineasta francês com que divide o nome -, como até sessões de autógrafos e leituras de livros com autores apoiados por Martin.

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    É apaixonado por lobos

    Apesar de fazer a família Stark comer o pão que o diabo amassou em "As Crônicas de Gelo e Fogo", Martin é apaixonado por lobos, já tendo feito diversas contribuições e doações para organizações de proteção a estes animais durante os anos.

    Em 2013, por exemplo, ele e sua esposa Parris conseguiram financiar uma doação de US$ 200 mil para o Wild Spirit Wolf Sanctuary, e chegou a nomear 10 lobos resgatados pelo grupo com nomes de personagens de "As Crônicas de Gelo e Fogo".

    Além disso, em 2014, o autor doou US$ 10 mil em nome de um fã de 13 anos para o UK Conservation Wolf Trust, após o menino arrecadar 153 libras para ter seu nome incluído como um personagem em "As Crônicas de Gelo e Fogo" (que, logicamente, teria uma morte horrível). "[...] Até eu tenho um limite para quantas pessoas eu posso matar", escreveu Martin ao garoto. "Não posso nem dizer o quanto isso me tocou. Me alegra eternamente saber que meus livros, e a série de TV baseado neles, inspiraram leitores jovens como você para ajudar com o apoio a estas criaturas majestosas e muitas vezes estigmatizadas."

    Então quem sabe, talvez esta paixão por lobos leve a um final feliz para os Starks sobrevientes? (Hahaha, não)

  • Imagem: Natalia Engler/UOL
    Natalia Engler/UOL
    Imagem: Natalia Engler/UOL

    O nome dele nem sempre foi George R. R. Martin

    Certa vez, Martin foi chamado de "O Tolkien Americano".

    Embora a comparação seja um tanto controversa, Martin - como boa parte de escritores de fantasia - certamente foi influenciado pelo autor de "O Senhor dos Aneis" e "O Hobbit", então é bem possível que ele estivesse pensando no velho J. R. R. Tolkien durante sua Crisma na Igreja Católica, quando mudou seu nome de George Raymond Martin para George Raymond Richard Martin.

    Ou, para encurtar, George R. R. Martin.

  • Imagem: Reprodução
    Reprodução
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    Originalmente, "As Crônicas de Gelo e Fogo" era uma trilogia

    Quando vendeu a ideia de "As Crônicas de Gelo e Fogo" para editoras de livros, Martin esperava que a história fosse pudesse ser contada em apenas três livros.

    Eventualmente, a história se provou grande demais, então o número cresceu para quatro livros.

    Depois para cinco.

    E para seis.

    Finalmente, após se ver forçado a dividir as histórias de "O Festim dos Corvos" e "A Dança dos Dragões", ficou estabelecido que "As Crônicas de Gelo e Fogo" terão sete livros... por enquanto, de qualquer forma.

    Tudo isso porque o sexto livro, "Os Ventos do Inverno", ainda nem tem data de lançamento definido

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