Acabou: veja 10 fatos que marcaram a indústria de games em 2016

Claudio Prandoni

Do UOL, em São Paulo

  • Arte/UOL Jogos

Dentre os muitos lançamentos, entre sucessos e decepções, o ano de 2016 ficou marcado por diversos outros fatos no mundo dos games.

Dentre os destaques, temos a nostalgia aparecendo com ainda mais força no mercado e, finalmente, a realização de diversos projetos em andamento há muito tempo - ou então esperados por fãs - como os blockbusters "Final Fantasy XV" e "The Last Guardian", o indie "Owlboy", visores de realidade virtual e até a estreia da Nintendo nos games para smartphones e tablets.

Listamos abaixo dez dos fatos mais importantes da temporada e convidamos você a dizer nos comentários quais eventos também marcaram o ano.

Divulgação
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Nintendo nos smartphones

Enfim a Big N se rendeu aos encantos da indústria mobile e levou suas franquias para telefones celulares e tablets. A tímida estreia com o app social "Miitomo" mal serviu de prelúdio para a avalanche causada por "Pokémon GO" (feito pela Niantic, é verdade, mas também com participação da Nintendo). Já no finalzinho do ano veio também "Super Mario Run", que não foi o fenômeno social esperado, mas apresentou a qualidade típica das aventuras do encanador e, até onde vimos, tem rendido um bom dinheiro para os cofres da Nintendo.
Chris Ratcliffe/Bloomberg
Chris Ratcliffe/Bloomberg

Realidade virtual virou... real!

Após anos de desenvolvimento e provocações, os visores de realidade virtual começaram a ser vendidos - ao menos nos EUA e alguns outros países, é verdade. Oculus Rift e HTC Vive miraram experiências mais refinadas nos computadores, enquanto o PlayStation VR surgiu como uma 'gambiarra' mais viável. Funciona, mas o resultado é apenas satisfatório. Ainda é cedo para dizer se o VR será mesmo algo tão popular no futuro, mas 2016 já fica marcado como o ano em que a tecnologia chegou, de fato, aos jogadores.
Divulgação/Nintendo
Divulgação/Nintendo

Nova geração?

Em relação à Nintendo não há dúvidas de que a empresa precisa de um novo console de mesa para competir contra PlayStation e Xbox. Em 2016 a fabricante japonesa revelou o Switch e anunciou o fim da produção do Wii U. O que acabou surpreendendo mais foram os anúncios do PS4 Pro (que já saiu neste segundo semestre) e Scorpio, versões turbinadas do PS4 e Xbox One, respectivamente, que prometem gráficos mais detalhados e bonitos, entre outras melhorias no hardware. Já é hora mesmo de versões repaginadas dos console de Microsoft e Sony?
Reprodução
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eSport

Por mais uma temporada o "LoLzinho" mostrou sua força como um dos eSports mais populares do Brasil e em 2016 ganhou a companhia de um velho conhecido: "Counter-Strike" voltou a brilhar, especialmente pelas boas atuações de brasileiros e equipes no exterior, como Fallen e coldzera na SK Gaming - não à toa, o cold ganhou o prêmio de melhor pro player do mundo no Game Awards - e pela realização de uma etapa internacional da ESL em São Paulo. Apesar da participação abaixo do esperado do Brasil no Mundial de "League of Legends", o país fez bonito ao mais uma vez ir para o torneio e, pela primeira vez, hospedar o Wildcard, em Curitiba.
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YouTubers

Como de costume, os youtubers aparecem como verdadeiras forças da natureza, arrastando multidões para eventos diversos e protagonizando situações pitorescas - sejam elas positivas ou negativas. Dezenas deles transbordaram da internet e publicaram livros e até viraram modelos para cromos adesivos em álbuns de figurinhas. Em âmbito global, PewDiePie mais uma vez foi destaque e honrou o título de maior youtuber do mundo ao alcançar a marca de 50 milhões de inscritos em seu canal principal. Mas não foi só alegria: Pewds também estrelou uma controversa pegadinha em que trollou a todos prometendo apagar o canal dele no YouTube e foi um dos alvos na polêmica em que a Warner pagou alguns youtubers para não falarem mal de "Shadow of Mordor". De forma similar, foi descoberto também um esquema da Machinima, de anos atrás, em que alguns criadores de conteúdo da rede foram pagos para falar bem do lançamento do Xbox One.
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Aguardados há anos

Eternos candidatos à categoria 'vaporware', de jogos prometidos que nunca chegam, games muito esperados quebraram a sina e foram lançados. "Final Fantasy XV" mostrou que a Square Enix aprendeu com os erros do passado e apresentou uma aventura com elementos clássicos e claras inspirações em títulos ocidentais. "Last Guardian" veio ao mundo com certo cheiro de mofo, com visuais e controles um tanto quanto antiquados, mas emocionou bastante, e "Owlboy" apresentou uma obra indie em produção há quase uma década com gráficos arrasadores. Demorou, mas todos eles valem a pena.

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